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  • Profissionais de Escola Municipal farão paralisação para denunciar na 3ª CRE o abandono e agravamento da situação de violência na unidade

    Os profissionais da Escola Municipal Francisco Jobim (Rua Adriano 310, Todos os Santos) farão uma paralisação no dia 30 de setembro (quarta-feira) para protestar contra a violência, o abandono e a falta de profissionais na unidade escolar. Neste dia, os professores e funcionários irão até a Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), às 11h30m para denunciar os problemas da EM Francisco Jobim e exigir do órgão e da prefeitura melhores condições de trabalho.

    A comunidade escolar tem denunciado o agravamento da violência no cotidiano escolar e a falta de agentes educadores na escola, que poderiam minorar o problema. Mesmo acionadas pelos profissionais a prefeitura e a 3ª CRE não apresentaram respostas efetivas até o presente momento.

    Para os profissionais, a situação da escola da rede municipal do Rio de Janeiro chegou a um limite insustentável. Os professores e funcionários denunciam o agravamento dos episódios de violência e a ausência de uma política efetiva da Prefeitura para enfrentar os conflitos que vêm comprometendo o funcionamento da EM Francisco Jobim e colocando em risco a vida de estudantes e trabalhadores.

    Dentre as denúncias sobre o cotidiano da violência, os xingamentos, ameaças, agressões, brigas entre estudantes, saídas constantes de sala de aula e enfrentamento aos profissionais que atuam na escola são uma constante.

    O resultado disto é que, em determinadas turmas, poucos estudantes consigam efetivamente permanecer em sala e participar das atividades.

    A unidade enfrenta também uma grave insuficiência de profissionais. O número de agentes educadores é absolutamente insuficiente para atender às demandas da escola. Hoje, há apenas um profissional efetivamente disponível para acompanhar e organizar os estudantes.

    Segundo os profissionais, a equipe da escola já tentou fazer a sua parte, realizando diferentes ações para enfrentar a situação: projetos pedagógicos, intervenções educativas, registros de ocorrências, reuniões com responsáveis, encaminhamentos à rede de proteção e diversas outras iniciativas.

    No ano passado, a própria comunidade escolar já havia procurado a Coordenadoria Regional de Educação e apresentado formalmente as dificuldades enfrentadas pela unidade, depois de sucessivas tentativas de diálogo.

    Mesmo assim, os problemas permanecem e vêm se agravando.

  • Operação na Maré ontem (28) deixa dois adolescentes feridos e fecha 41 escolas públicas da região

    Mais uma operação policial no Complexo da Maré, no início da manhã de ontem (28) deixou pelo menos 16 pessoas baleadas e pelo menos três homens mortos, após diversos tiroteios e apreensão de grande quantidade de armamento e drogas. Por causa desta operação, informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro dão conta que 41 escolas municipais não abriram ontem. Também fecharam as portas 4 unidades de saúde básica na região.

    Das 13 pessoas feridas a bala durante a operação policial e os confrontos com os traficantes locais, dois adolescentes, de 15 e 12 anos ficaram feridos e foram atendidos em hospitais públicos da região.

    O Sepe lamenta a perda de vidas e os confrontos em localidades mais carentes que sempre resultam em ferimentos e, muitas vezes na morte de inocentes. Mais ainda quando se trata de jovens em idade escolar que tombam em meio aos tiroteios que acontecem neste tipo de operação, muitas vezes mal planejadas e em horários de circulação da população a caminho do trabalho ou das escolas.

  • Manifesto da Assembleia da Rede Municipal de Educação RJ: contra a extrema direita e o autoritarismo, defendemos a eleição de Lula no 1º turno

    Nós, profissionais da Educação Pública da Rede Municipal do Rio de Janeiro, reunidos em Assembleia, no dia 26 de setembro de 2026, reafirmamos nosso compromisso com a classe trabalhadora, com a escola pública, com os direitos sociais e com a democracia.

    Nas eleições de 4 de outubro, estarão em disputa diferentes projetos de sociedade e, consequentemente, diferentes concepções sobre o papel da educação, do Estado e dos direitos individuais. Por isso, posicionamo-nos contra o avanço da extrema direita e de projetos autoritários que ameaçam conquistas democráticas e sociais.

    Defendemos a eleição de Lula na atual conjuntura, pois isso significa garantir que a organização dos movimentos sociais, o livre direito à manifestação, a participação política e a liberdade de expressão, bem como o ambiente escolar como espaço de pluralidade, conhecimento e formação cidadã continuem em vigor.

    Defendemos que a escola deve permanecer pública, laica, tornar-se de fato inclusiva, comprometida com a ciência, a cultura e o pensamento crítico e movida pela gestão democrática. O trabalho educativo não pode ser reduzido à obediência ou ao cumprimento mecânico de metas. Assim, rejeitamos o modelo de escolas cívico-militares, projeto da extrema direita.

    Além disso, a transformação de profissionais da educação em alvos políticos e o discurso da “doutrinação” criam um ambiente de intimidação incompatível com a educação democrática. A escola precisa poder discutir desigualdade, racismo, violência, diversidade e direitos humanos com base no conhecimento e no diálogo.

    A liberdade de ensinar e aprender é condição para uma educação verdadeiramente crítica.

    Assim, a defesa da escola pública está ligada à defesa dos trabalhadores que a constroem. Defendemos concurso público, carreira, salários dignos, respeito à jornada, liberdade sindical, direito de greve e condições adequadas de trabalho. Rejeitamos a transformação da educação em mercado, a precarização do serviço público e a transferência de responsabilidades do Estado para interesses privados.

    A classe trabalhadora conhece as consequências da censura, da perseguição política, da repressão sindical e do autoritarismo. Por isso, não naturalizaremos o discurso de ódio, a violência política nem os ataques às liberdades individuais e coletivas.

    Nossa luta, portanto, ultrapassa as reivindicações corporativas. Defendemos uma sociedade em que direitos não sejam privilégios, a educação seja efetivamente pública e a democracia seja respeitada.

    Defendemos a eleição de Lula por um Brasil soberano.

  • Aposentados da educação lançam manifesto em apoio à Lula Presidente nas eleições de 2026

    Veja no PDF abaixo o manifesto aprovado pelos profissionais de educação aposentados(as) da educação a favor do voto no candidato à presidência da República Lula. No documento, os aposentados condenam as práticas fascistas e da extrema direita e condenam a ditadura militar, que assassinou trabalhadores, artistas, intelectuais além de perseguir professores e professoras e ligam a representação destas práticas e ideologia aos candidatos da ultradireita, que tem como liderança o Bolsonarismo.

    Veja e imprima o documento pelo PDF abaixo:

    https://aprendizmusical1793037766685.2290178.meusitehostgator.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Manifesto-de-profissionais-da-educacao-aposentados-em-apoio-ao-Lula-Presidente-2026.docx

  • Veja a carta compromisso do Sepe a ser apresentada para os candidatos nas eleições 2026

    CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS E À POPULAÇÃO DO  ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, DEMOCRÁTICA, INCLUSIVA E VALORIZADA: DIREITO DO POVO, DEVER DO ESTADO!

    O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) apresenta aos candidatos ao governo e ao parlamento e, também,  à população do  Estado do Rio de Janeiro, esta carta aberta na qual trazemos os principais desafios para que a educação pública seja de qualidade e para todos em nosso estado.

    A rede estadual enfrenta problemas históricos de desvalorização profissional. Hoje, recebemos o pior salário do país. Tal defasagem salarial se alia a outros problemas, tais como: carência de profissionais nas escolas devido à falta de concursos públicos; condições precárias de funcionamento das unidades escolares; currículo escolar precarizado e inadequado; insuficiência de políticas de inclusão, entre outros.

    Também lembramos da existência de um acúmulo de dívidas no financiamento da educação da ordem de mais de R$ 20 bilhões, causado pelo descumprimento da Lei 12.858/2013, que garante 75% dos royalties do petróleo para financiar a educação pública. Superar esse quadro exige compromissos concretos, com recursos, prazos e participação dos profissionais da educação.

    Para superar tal situação, o SEPE-RJ propõe:

    1. PISO DO MAGISTÉRIO E VALORIZAÇÃO DA CARREIRA

    > Cumprimento integral do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, aplicado sobre a carreira estadual, respeitando níveis, referências, progressões e demais direitos do Plano de Carreira.

    > Recomposição das perdas salariais dos profissionais da educação e o respeito à jornada de trabalho, incluindo o 1/3 de carga horária destinado às atividades extraclasse;

    > Manutenção da hora-aula, conforme prevista na lei 11.738/2008;

    2. VALORIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS

    > Valorização salarial e profissional dos funcionários técnico-administrativos da educação, com reajuste salarial, reestruturação das carreiras, formação continuada, condições dignas de trabalho e cumprimento da legislação referente à valorização dos profissionais da educação.

    3. MIGRAÇÕES E REGULARIZAÇÃO FUNCIONAL

    Resolução definitiva das situações funcionais da rede estadual, com a garantia de:
    • migração dos professores Docentes I e II, sem perda salarial ou de direitos;
    • migração dos ex-funcionários da FAEP para o quadro da FAETEC, com preservação dos direitos adquiridos, tempo de serviço e isonomia;
    • regularização funcional dos Animadores Culturais, assegurando seus direitos e valorização profissional.

    4. CONCURSO PÚBLICO E FIM DA PRECARIZAÇÃO

    > Concursos públicos para todas as áreas da educação que apresentem déficit de profissionais, com convocação dos aprovados conforme a necessidade da rede.

    > O concurso público deve ser a regra de ingresso e recomposição dos quadros, combatendo a terceirização, os contratos precários e a substituição de servidores efetivos por trabalhadores precarizados.

    5. EDUCAÇÃO INCLUSIVA

    > Educação inclusiva como política permanente de Estado, garantindo profissionais em número suficiente, formação continuada, atendimento educacional especializado, profissionais de apoio quando necessários e acessibilidade arquitetônica, pedagógica, comunicacional e tecnológica.

    > Estabelecer metas, indicadores, orçamento e cronograma para a implementação de uma política estadual de educação inclusiva, construída com participação dos profissionais, estudantes e famílias.

    6. REFORMA E QUALIFICAÇÃO DAS ESCOLAS

    > Programa permanente de reforma, recuperação e manutenção das unidades escolares, garantindo condições adequadas de segurança, acessibilidade, climatização, instalações elétricas e hidráulicas, bibliotecas, laboratórios, quadras, cozinhas, equipamentos, mobiliário e acesso à internet.

    A situação estrutural de cada escola deverá ser objeto de diagnóstico e acompanhamento público.

    7. GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPAÇÃO

    > Gestão democrática da educação, assegurando a participação dos profissionais, estudantes, famílias e comunidades escolares na formulação e acompanhamento das políticas educacionais.

    O Governo deverá manter mesa permanente de negociação com o SEPE-RJ, garantindo diálogo institucional sobre salários, carreira, condições de trabalho e políticas educacionais.

    8. DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

    Comprometimento com a defesa da educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada, priorizando o investimento público na rede estadual e combatendo a privatização, a terceirização indiscriminada, a mercantilização e a militarização das escolas.

    9. APOSENTADORIA

    >Respeitar o Rioprevidência garantindo sua saúde e o pagamento em dia de aposentados e pensionistas com paridade, integralidade e sem politica de abonos. Devolução do dinheiro do fundo desviado ao banco Master e outras aplicações espúrias.

    10. COMPROMISSO COM RECURSOS, METAS E PRAZOS
    >Que essas proposições se transformem em compromissos e políticas de governo, com previsão orçamentária, metas, cronograma de implementação e mecanismos de acompanhamento público.

     

    COMPROMISSO PÚBLICO

    Anunciamos proposições para superação da atual situação da educação pública em nosso estado. Candidatos que se comprometem com essa luta devem fazer dessa carta aberta sua plataforma de campanha para a educação. E convocamos a   população a estar junto conosco nessa luta, votando em candidatos que defendem essa pauta.

    Baixe e imprima a versão da carta em PDF (A4)

    Para assinaturas de candidatos(as):
    Enviar e-mail para [email protected]

  • Sepe se reúne com governador, SEPLAG e SEEDUC

    Reunião do Sepe com o governador Ricardo Couto, no dia 22/09

    A direção do Sepe se reuniu nesta terça-feira (22/09), na sede do Tribunal de Justiça, com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Também participaram o secretário de Planejamento e Gestão, Rafael Ventura, e a secretária de Educação, Luciana Calaça.

    Na reunião, foram discutidas reivindicações da categoria. O governador marcou nova reunião para 29/09, antes da assembleia do Sepe, em 07/10, quando deverá apresentar respostas às reivindicações.

    – Aposentados: apresentamos a questão do Rioprevidência e uma discussão com os aposentados. O governador disse que irá agendar uma reunião específica com esse segmento da educação.

    – Auxílio tecnológico: a medida está em estudo pelo governo estadual, que deverá apresentar uma resposta na próxima reunião com o sindicato, marcada para o dia 29 de setembro, às 17h.

    – Piso Nacional: o tema será aprofundado nas próximas reuniões entre o Sepe e o governo estadual.

    – Regulamentação da Animação Cultural: o governo informou que o INSS solicitou informações individualizadas dos 305 animadores culturais. O Sepe defendeu que os dados sejam obtidos pelos sistemas do próprio governo. Ventura afirmou que buscará resolver a questão junto ao Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH). O governo fará uma complementação salarial para que os animadores culturais recebam, no mínimo, o salário mínimo. Sobre o valor complementado incidirá a contribuição ao INSS, regularizando a situação previdenciária desses trabalhadores.

    – Servidores da ativa e aposentados que recebem abaixo do salário mínimo: foram identificados os servidores da educação nessa situação. Segundo Ventura, haverá complementação até o salário mínimo. O SIGRH informou que o valor será considerado para fins de aposentadoria.

    – Auxílios Alimentação e Transporte: o governo informou que, segundo entendimento da PGE, a legislação impede reajustes dessas rubricas em período eleitoral.

    – Migração do DOC II: a Casa Civil já deu aval e o processo está na Subsecretaria de Gestão de Pessoas.

    – Abono de greve: o Sepe esclareceu que a reivindicação se refere a paralisações de 24 horas registradas com o código 61, enquanto as greves já foram abonadas. O sindicato reivindica o abono funcional dessas faltas.

    – Funcionários ex-FAEP: o Sepe defendeu a migração dos servidores. O governador afirmou que avaliará a questão até a próxima reunião e solicitou estudo para um plano de carreira, com definição de valor inicial para a categoria.

    – Educação Inclusiva: o Sepe cobrou atendimento adequado aos alunos PCDs e neurodivergentes e a regularização dos serviços interrompidos. O governo informou que está contratando uma nova empresa. O sindicato ressaltou que a questão também é pedagógica e defendeu concursos públicos de servidores para este segmento para garantir o atendimento.

    – Aprovação automática: o Sepe também cobrou a revogação do decreto que estabelece a aprovação automática na rede estadual. O governo deverá apresentar uma resposta sobre o tema na reunião marcada para o dia 29.

    – Ação do Nova escola: na reunião do dia 29, o governo irá dar a data de uma reunião com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), visando agilizar a questão.

  • Pesquisa do Sepe revela impactos da “minutagem” na rotina, na saúde e na renda dos professores da rede municipal do Rio

    Um levantamento realizado pelo Sepe com 2.008 professores e professoras da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro mostra uma realidade crítica dos efeitos da chamada “minutagem” — criada com a Lei Complementar Municipal 276/2024, de autoria do então prefeito Eduardo Paes, implementada em 2025, na gestão de Renan Ferreirinha, e que alterou as atribuições e a jornada de trabalho da categoria docente, sem a correspondente valorização remuneratória e sem a preservação adequada do tempo destinado às atividades extraclasse, como planejamento, preparação de aulas, avaliação e formação continuada.

    A coleta de dados foi realizada no site do Sepe ao longo de 21 dias, entre 12 de agosto e 1º de setembro de 2026. Diante da dimensão e da gravidade das constatações, o sindicato encaminhará o relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

    O documento deverá subsidiar a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, que questiona a constitucionalidade da lei e busca enfrentar a carência de docentes na rede. Inclusive, dados iniciais dessa pesquisa do Sepe já foram usados pelo MP para a produção da referida ação. 

    Baixe aqui o relatório completo (PDF)

    PERFIL DOS PARTICIPANTES

    A pesquisa abrangeu profissionais de diferentes etapas da Educação Básica, com expressiva predominância dos anos finais do Ensino Fundamental:
    – Ensino Fundamental II (EF2): 68,8%;
    – Ensino Fundamental I (EF1): 27,4%;
    – Educação Infantil (EI): 3,2%;
    – Educação de Jovens e Adultos (EJA): 3%;
    – Educação Especial: 0,5%;
    – Outros segmentos: 0,2%.

    A questão permitia múltiplas respostas, pois um mesmo participante poderia atuar em mais de um segmento.

    Em relação ao perfil demográfico, 58,6% das pessoas participantes declararam-se mulheres cisgênero.

    PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E PERDAS FINANCEIRAS

    A implementação da norma alterou drasticamente a rotina dos profissionais e das unidades escolares. Segundo os dados:
    – 27,9% dos professores foram transferidos ou passaram a trabalhar em mais de uma unidade da rede;
    – 84,8% afirmaram que a minutagem causou muito muito impacto na rotina familiar;

    – 77% avaliaram que sua situação profissional ficou “muito pior” após a medida;
    – 97% consideraram que sua situação profissional ficou “pior” ou “muito pior”.

    O impacto econômico também atingiu a categoria de forma expressiva: 93% dos docentes relataram alguma perda financeira. Desse total, 30,1% passaram a gastar mais com deslocamento; 29,6% perderam a dupla regência; e 24,7% deixaram de ministrar aulas particulares por falta de tempo.

    REDUÇÃO DO TEMPO EXTRACLASSE E PREJUÍZO À QUALIDADE DO ENSINO

    Um dos pontos centrais denunciados pelo levantamento é o estrangulamento das horas dedicadas à preparação pedagógica. Após a implementação da minutagem, 63% dos professores passaram a não ter o tempo extraclasse plenamente garantido dentro da unidade escolar.

    Como consequência direta:
    – 62,7% avaliaram que a qualidade das aulas foi muito prejudicada;
    – 86,4% apontaram como principal motivo para a queda no desempenho em sala de aula o cansaço e o esgotamento físico e mental. Em segundo lugar, com 78,2%, foi apontada como razão a piora no planejamento das aulas e atividades em razão da redução do tempo disponível;
    – 87,9% relataram aumento da pressão e das cobranças por documentos, metas, relatórios e outras demandas nas escolas.

    ADOECIMENTO GENERALIZADO E AUMENTO DO DESEJO DE DEIXAR A REDE

    O estudo acende um grave alerta sobre as condições de saúde física e mental dos profissionais. Para 97,3% dos participantes, os profissionais docentes de suas unidades de ensino estão mais adoecidos após a minutagem.
    – 92,8% afirmaram que sua saúde mental foi bastante ou muito afetada;
    – 68,9% declararam que a saúde mental foi muito afetada; enquanto 50% relataram que a saúde física foi muito afetada;
    – 43,9% dos que responderam precisaram tirar licença de saúde após a implementação da medida.
    Além disso, 91,7% dos participantes observaram aumento das ausências, faltas, licenças e exonerações em suas unidades.

    Esse cenário também gerou uma insatisfação generalizada quanto à permanência no serviço público municipal: 92,6% dos educadores afirmaram que pensam em deixar a rede “com alguma frequência”, “com bastante frequência” ou “o tempo todo”. Esse mesmo percentual, antes da minutagem, era de 50,6%, segundo o levantamento.

    Um dado alarmante é o do percentual de professores que afirmam pensar “o tempo todo” em deixar a rede municipal, que saltou de 1,7%, antes da implementação da lei para 40,1% após a minutagem.

    O Sepe está preparando e divulgará em momento posterior uma seleção mais ampla dos depoimentos enviados na pesquisa, sob anonimato, bem como cruzamentos de dados, como por gênero.

    Baixe aqui o relatório completo

     

  • Sepe realiza assembleia geral da rede municipal RJ no próximo sábado (26/9)

    O Sepe convoca os profissionais da rede municipal RJ para a assembleia geral híbrida, que será realizada no próximo sábado, dia 26 de setembro, às 10h.

    A parte presencial do evento acontecerá no Auditório Marco Tulio Paolino, no Sepe-RJ (Rua Evaristo da Veiga, nº 55 / 7º andar – Centro – RJ).

    Para participar on-line, bastar acessar: https://rio.seperj.info

    Veja os temas que serão discutidos na plenária do município do Rio:

    Vale congelado em R$ 12; Minutagem; Adoecimento; Perdas;  Tempo da pandemia congelado;

    PAEIs sem o piso na carreira; Educação Infantil sem enquadramento; Funcionários(as) desvalorizados(as); Aeis sem enquadramento como professoras; AEE: formação para lidar com alunos especiais e enquadramento no PCCS.

  • Rede estadual fará ato na ALERJ nesta terça-feira (29/09)

    Os profissionais de Educação da rede estadual farão um ato de protesto na frente da ALERJ nesta terça-feira, dia 29 de setembro, a partir das 14h. A manifestação foi uma deliberação da assembleia geral híbrida do dia 12 de setembro. Nesta plenária, a categoria também decidiu pela entrada em estado de greve da rede estadual.

    O “estado de greve” é um alerta da categoria ao governo de que a greve pode ser declarada nas próximas assembleias caso as negociações não avancem e as nossas reivindicações não sejam atendidas.

    O Sepe reivindica a aprovação de uma pauta econômica, além de outros diversas outras reivindicações, entre as quais: Migração dos ex-Faep para a FAETEC; regulamentação da situação dos animadores culturais; situação dos servidores que recebem abaixo do mínimo; publicação do abono funcional dos dias de paralisação e greves; resjuste do valor dos auxílios transporte e alimentação; confirmação do reajuste das perdas salariais referentes a 2025; migração dos Doc II.

    Durante a realização do 45 Encontro Estadual de Aposentados, do dia 15 ao dia 18 de setembro, os aposentados discutiram e confirmaram a participação no ato na Alerj , no dia 29 de setembro.

    Veja abaixo, o calendário de lutas da rede estadual

    29/09: Ato na ALERJ – 14h

    07/10: Paralisação de 24 horas, com assembleia geral (local a confirmar), às 11h e ato no TJRJ, às 14h.

     

  • Voto de eleitores aposentados e pensionistas valerá como Prova de Vida para o INSS

    A participação dos aposentados e pensionistas nas eleições gerais de outubro valerá como prova de vida para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O comparecimento às urnas será uma das informações utilizadas para confirmar que o beneficiário está vivo, portanto o beneficiário não precisará fazer a prova de vida anual se for votar.

    A garantia foi dada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Segundo o ministro, a Prova de Vida pode se dar, entre outras formas, por meio co comparecimento eleitoral para votação nas eleições. Dessa forma, quem comparecer para votar já terá a sua prova de vida realizada, já que o INSS recebe esses dados do sistema do TSE e já computa como prova de vida.

    A Prova de Vida é um procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

    Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

    No caso de comparecimento para votação, o Ministério da Previdência Social explica que a verificação ocorrerá de forma automática, a partir do cruzamento dos dados da Justiça Eleitoral com a base de informações do INSS. A medida já havia sido adotada nas eleições de 2022.