Tag: rede estadual

  • Nova audiência na SEEDUC no dia 10/10 teve como pauta as perseguições políticas

    No dia 10 de outubro, o Sepe participou de uma audiência na SEEDUC para tratar da questão da perseguição política. A Secretaria foi representada pelo chefe de gabinete, Alvim Bellis de Souza Neto. Pelo sindicato, estiveram presentes diretores, um advogado e o professor João Paulo Cabrera representando a base e que foi exonerado recentemente, alvo da arbitrariedade e repressão da secretaria. O Sepe fez uso da apresentação dos casos coletivos, envolvendo as denúncias contra o autoritarismo da Corregedoria militarizada da SEEDUC e utilizou os episódios individuais como exemplos negativos a serem corrigidos.

    Durante a reunião, o sindicato denunciou o processo de ocupação de cargos estratégicos da Corregedoria Interna por militares desde 2019 e exigimos sua desmilitarização imediata. Argumentamos que esse movimento representa uma opção política da SEEDUC para punir servidores precarizados, ignorando os contextos de adoecimento e as condições de trabalho produzidas pelo próprio Estado. Outra grave denúncia apresentada pelo Sepe na audiência foi a de que os atos da Corregedoria e da Superintendência de Gestão de Pessoas estão ocorrendo sem a devida comunicação aos servidores, gerando impactos emocionais e nas comunidades escolares e, muitas vezes, de forma arbitrária e à revelia dos profissionais acusados.

    Também criticamos o rigor seletivo do governo nestes processos: é rápido para punir, mas ausente para garantir condições mínimas de trabalho nas escolas, como previsto na própria normatização da secretaria. Apresentamos a deturpação do papel das sindicâncias: elas deveriam esclarecer fatos e aperfeiçoar o serviço, mas vêm sendo usadas para coagir e perseguir as pessoas.

    Expusemos os impactos econômicos, pedagógicos e pessoais a partir da imposição desse modelo autoritário e reafirmamos que, sem investimento em mecanismos democráticos de mediação de conflitos, a gestão da secretária Roberta Barreto ficará marcada pela falta de diálogo, na qual policiais punem professores sem condições mínimas de trabalho assegurados, adoecidos mentalmente e desvalorizados salarialmente, recebendo o pior salário do país.

    A direção do Sepe lembrou que sem espaços democráticos e canais de escuta, os problemas acabam resolvidos por meio de denuncismo, perseguições e judicializações que oneram ainda mais os serviços e são ineficientes.

    Ao final da reunião reforçamos que as questões tratadas nestas audiências e os avanços nelas alcançados devem ser concretizados na prática, em escolas e Regionais Metropolitanas.

    Sobre os casos concretos do Grupo de Trabalho da Perseguição Política criado pelo Sepe, que ilustram as irregularidades da Corregedoria na rede estadual a Secretaria se comprometeu com o seguinte:

    – A SEEDUC disse que vai construir uma resolução ainda em 2025 para coibir abusos e normatizar as suspensões preventivas;
    – Será criada uma Comunicação Interna, também em 2025, regulamentando as remoções de profissionais durante as sindicâncias, corrigindo as irregularidades apresentadas pelo Sepe; A Secretaria ainda se comprometeu a ser mais cuidadosa nesses casos;
    – Criação de um órgão de mediação de conflitos independente da Corregedoria para reduzir a abertura indiscriminada de sindicâncias.
    – Utilização de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) antes da abertura de sindicâncias, evitando punições desnecessárias.
    – O Sepe solicitou que haja uma instrução expressa nas comunicações de ciências de penalidades aos servidores, orientando sobre a possibilidade de conversão de pena em multa, preservando assim o direito dos estudantes à continuidade das aulas.

    Veja o que mais o Sepe solicitou à SEEDUC durante a audiência do dia 10 de outubro:

    . Desmilitarização imediata da corregedoria. Apontamos que os cargos do órgão, como em outros órgãos e como orientam as boas práticas, sejam ocupados por profissionais da área de educação e não das forças de segurança;

    . Pedimos a reorganização do fluxo de apuração e comunicação da abertura de processos, garantindo a transparência e impedindo interferências informais entre sindicantes, diretores regionais, diretores de escolas e servidores, fatores que comprometem a defesa dos indiciados.

    . Que os sindicantes acatem as solicitações de oitiva das testemunhas indicadas pelas defesas dos servidores e não apenas da acusação, como tem acontecido;

    . Que o manual do sindicante, embora tenhamos críticas ao mesmo, seja cumprido e respeitado pela gravidade dos casos e que seja instalada uma comissão formada por três sindicantes e não apenas um.

    . Que o mesmo sindicante não pegue outras sindicâncias do mesmo servidor.

    . Que seja garantido aos servidores e suas defesas o acesso ao inteiro teor das sindicâncias abertas contra eles. A Seeduc garantiu que daria esse acesso e solicitou que os casos em que esta determinação fosse desrespeitada fossem relatados.

     

    CLIQUE AQUI PARA ASSINAR A PETIÇÃO ELETRÔNICA CONTRA A DEMISSÃO DO PROFESSOR CABRERA

     

     

  • Sepe assina acordo com a PGERJ para a devolução de descontos do Nova Escola de 2005

    Coordenação-geral do Sepe (esquerda) reuniu-se com a PGE-RJ para acordo de pagamento de descontos irregulares no Nova Escola 2005 (foto: Paulo Vitor/PGE-RJ)

    A Coordenação Geral do Sepe esteve reunida nesta quarta-feira (15/10) com a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGERJ), por meio da Procuradoria de Pessoal e da Câmara Administrativa de Solução de Controvérsias (CASC), onde assinou um Termo de Autocomposição.

    A assinatura põe fim à ação judicial movida pelo Sepe e prevê o ressarcimento aos profissionais de Educação que, nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, foram descontados pelo governo estadual diante do atraso na avaliação da gratificação do “Nova Escola”. 

    O acordo é importante para que o pagamento dos atrasados aos profissionais de educação seja feito pelo governo o mais breve possível.

    O procurador-Geral do Estado, Renan Saad, participou da reunião e disse, em nota publicada no site da Procuradoria, que a assinatura do Termo de Autocomposição com o Sepe representa mais um passo na busca pelo consenso.

    Pelo sindicato, estiveram presentes as coordenadoras gerais Helenita Maria Beserra da Silva, Rosilene Almeida da Silva e Rosimar Silveira Pinto, além da advogada do Sepe, Elaine Aparecida Rolim de Almeida.

    Além do Procurador-Geral do Estado, também participaram da reunião o subprocurador-Geral do Estado, Rogério Guimarães; a procuradora-Chefe da Procuradoria de Pessoal, Anna Migueis, e as procuradoras Ana Bacos e Ana Paula Almeida.

    Fotos: site da PGERJ

    Informações do site da PGERJ.

    📌Saiba mais sobre a ação Nova Escola 2005
    https://aprendizmusical1793037766685.2290178.meusitehostgator.com.br/acao-nova-escola-2005-saiba-o-que-e-e-quem-tem-direito/

  • Rede estadual: quantas cestas básicas seu salário comprava em 2014 e quantas consegue comprar hoje

    Estudo do Sepe/Dieese mostra quantas cestas básicas um profissional da educação estadual, em início da carreira, conseguia comprar com seu vencimento-base em julho de 2014 e quantas consegue comprar em abril de 2025, onze anos depois. Compare e veja os salários de professores e funcionários foram corroídos por anos sem reajuste.
    Para recuperar o poder de compra, os salários da rede estadual precisariam hoje de 53,5% de reajuste!
    Cláudio Castro, devolva nossos salários e tire as mãos da Previdência. Pague o piso e a recomposição.

     

    DOCENTES




     

    FUNCIONÁRIOS




    BAIXE O CARTAZ COM A TABELA (A3, PDF)
    cartaz A3 cestasbasicas

    CURTA E COMPARTILHE A PUBLICAÇÃO NO INSTAGRAM DO SEPE

     
     
     
     
     
    Ver essa foto no Instagram
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

    Uma publicação compartilhada por SEPE-RJ (@sepe_rj)

  • Veja a agenda de plenárias dos funcionários da ex-FAEP

    O Sepe convoca os funcionários da extinta Fundação de Apoio à Escola Pública (FAEP), em luta pela migração da SEEDUC para a FAETEC, para as plenárias que serão realizadas nos meses de setembro a outubro (locais e ampliada), que serão realizadas nos dias abaixo, em formato online, sempre às 19h:

    De 24/9 a 03/10: Plenárias locais organizadas por núcleos e regionais (Reestruturação salarial, Plano de Carreiras, Cargos e Salários)

    Dia 06/10: Plenária ampliada, às 19h. (Migração, Reestruturação salarial e Plano de Carreiras, Cargos e Salários)

    Ingressar na reunião Zoom
    https://us02web.zoom.us/j/85402076359?pwd=Buf3R0lbTOVkOnNt1wQNvcf1pK1ZCq.1

    ID da reunião: 854 0207 6359
    Senha: 777395

  • SEEDUC-RJ sobrecarrega professores em tentativa de mascarar os números que comprovam a sua ineficácia

    Nas últimas semanas, segundo denúncias recebidas pelo Sepe, alguns educadores da rede estadual foram surpreendidos com reuniões nas escolas, nas quais foram informados que, a partir de ordens da SEEDUC, deveriam rever as notas dos alunos com menos de 50% de aproveitamento no 1º trimestre; houve também relatos das direções de escolas terem apresentados metas de 90% de aprovação.

    Não houve, por parte da SEEDUC, uma preocupação pedagógica para que os objetivos citados acima fossem alcançados. Apenas um “CUMPRA-SE” de cima para baixo, sem nenhum diálogo com os profissionais do chão das escolas, que vivem cotidianamente com os péssimos salários e sem as condições mínimas para exercer suas práticas docentes de modo digno – a Secretaria quer somente índices, números para mascarar a sua ineficiência como gestora da educação pública do estado.

    Se essas indicações por si já seriam um absurdo, elas não encontram respaldo nas atuais legislações educacionais estaduais e nacionais. A CI nº 05, enviada em julho de 2025, à qual faz alusão a Resolução 6303/2024, não impõe a “aprovação automática” e menos ainda aponta uma porcentagem obrigatória de aprovados.

    A citada resolução versa sobre as NOAS (Novas Oportunidades de Aprendizagem), que tratam de “novas oportunidades, a oferta e dinamização de estratégias alternativas, capazes de promover a recomposição da aprendizagem do discente. Tais estratégias envolvem o uso de um conjunto de ferramentas didático-pedagógicas que auxiliam na superação de dificuldades e defasagens identificadas durante o processo avaliativo (CI nº 5)”.

    A CI nº 05 demonstra, explicitamente, como os gestores públicos da rede estadual estão afastados da realidade das escolas. Eles nomearam como NOAS práticas cotidianas realizadas pelos profissionais todos os dias em suas aulas. Qual professor não busca incessantemente promover a recomposição da aprendizagem de seus alunos? Quantas vezes, apesar da ausência completa de apoio por parte da SEEDUC, os docentes criam estratégias alternativas para a aprendizagem de seus alunos? E, na maioria das vezes, retirando verbas de seu próprio bolso ou levando seus materiais pessoais, visto que a SEEDUC não fornece os materiais e as condições mínimas necessárias.

    O Sepe repudia essas tentativas de pressionar os docentes a criar novos instrumentos avaliativos, sobrecarregando ainda mais os profissionais da educação. Já conhecemos tal prática, que vem desde a época do secretário Wilson Risolia, e que serve para a melhoria da colocação do Estado do Rio de Janeiro no ranking do IDEB, principalmente próximo das eleições gerais de 2026.

    Se o governo do Estado e a Secretaria de Educação realmente estiverem preocupados com a aprendizagem dos estudantes da rede estadual, o Sepe se dispõe a dialogar com todos os setores da SEEDUC, de modo a levar esses debates para as unidades escolares e ouvir quem realmente vivencia a educação estadual no Rio de Janeiro: os profissionais do chão das escolas.

    Texto da Secretaria de Assuntos Educacionais do Sepe (SAE)

  • Rede estadual fará assembleia neste sábado (dia 13/9) no Club Municipal

    A rede estadual realiza uma assembleia geral neste sábado, dia 13 de setembro, às 14h, no Club Municipal, na Tijuca (Rua Haddock Lobo, nº 359/Auditório do 4º andar). Pela manhã, haverá reunião do Conselho Deliberativo da rede, no mesmo local. A assembleia marca a abertura da luta dos profissionais das escolas estaduais no segundo semestre, com os seguintes objetivos:

    Implementação do piso nacional do magistério e do piso para os funcionários;

    Pagamento das parcelas restantes da recomposição acordada pela ALERJ e governo;

    Incremento da campanha salarial 2025, com a reivindicação de reajuste para cobrir as perdas salariais dos últimos anos.

    A nova direção do Sepe também aprovou um calendário de mobilização em agosto e setembro (abaixo).

    Baixe o Boletim do Sepe versão A3, para impressão

    CALENDÁRIO

    13 de setembro (sábado): Assembleia da rede estadual Sábado, às 14h –Club Municipal – Conselho Deliberativo na parte da manhã;

    CALENDÁRIO ATÉ A ASSEMBLEIA

    * Visitas às escolas com material do Sepe;

    * Eleições de representantes de escola;

    * Corrida aos Gabinetes na ALERJ com a pauta da categoria, solicitando reunião com a Presidência;

    * Assembleias locais, nas regionais e núcleos (até 11/09).

  • Nota de pesar: professor Douglas Santos, da rede estadual

    ▶Atualização: O velório do professor Douglas será nesta quinta-feira, 05/04, às 14h, na Capela B do Cemitério de Realengo, na Rua do Murundu, 1140, Padre Miguel. O enterro está marcado para 16h.


     

    Professor Douglas Santos, do Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht, na Taquara, faleceu em plena escola, nessa quarta (04/06) – o Sepe se solidariza com os familiares e colegas do professor

    É com extremo pesar que o Sepe comunica o falecimento na manhã desta quarta-feira (04/06) do professor Douglas Santos, que lecionava no Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht (CEBS), localizado na Taquara, Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Ele lecionava Biologia, mas estava trabalhando como articulador escolar.

    Em uma situação ainda mais triste e dramática, ele foi encontrado na Sala de Professores do colégio, já sem vida.

    O colégio entrou em luto e suspendeu as aulas nestas quarta e quinta-feira, em respeito a Douglas.

    A Regional 6 do Sepe, que atua naquela região, foi ao CEBS para buscar mais informações e prestar todo apoio aos familiares do professor e à comunidade escolar.

    Infelizmente, o ambiente de enorme pressão a que os profissionais da rede estadual fluminense estão submetidos, com más condições de trabalho e salários rebaixados, com certeza atinge diretamente a qualidade de vida da categoria. 

    Na verdade, muitos colegas se aposentam assim que podem ou têm que se licenciar por causa de problemas de saúde. E o governo, é claro, não realiza concursos públicos para repor a carência de educadores.

    Essa semana mesmo, uma tragédia se abateu em um colégio estadual do Paraná, onde a professora Silvaneide Monteiro Andrade, 56 anos, faleceu após sofrer um infarto, durante seu expediente, após ser cobrada intensamente em uma reunião com a direção por causa do não cumprimento de metas.

    Dessa forma, nossa categoria, em todo as redes públicas de nosso Estado e em nível nacional, vem sofrendo enormemente por causa dessa situação. O Sepe convoca a categoria a se mobilizar na luta por melhores condições de trabalho.

    Leia a seguir a nota do Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht, divulgada no Instagram da unidade escolar:

    “É com imenso pesar que informamos o falecimento do nosso querido professor Douglas, que tanto contribuiu com sua dedicação, conhecimento e carinho para a formação de nossos alunos e para a história do nosso colégio.
    “Neste momento de profunda tristeza, nos solidarizamos com a família, amigos, colegas e todos os alunos que tiveram o privilégio de conviver com ele.
    “Em respeito à sua memória, informamos que todas as atividades escolares estarão suspensas hoje e amanhã (04 e 05/06). Novas informações serão comunicadas em breve pelos nossos canais oficiais.
    “Contamos com a compreensão de todos.”

  • Salários da educação estadual precisam de reajuste de 53% – paralisação de 24h, assembleia e passeata ao Palácio nesta quarta (04/05)

    Estudo do Sepe-Dieese sobre a evolução salarial dos profissionais de educação da rede estadual do Rio de Janeiro informa que, para que os salários em 1º de maio de 2025 recuperassem o poder de compra de 1º de julho de 2014, seria necessário um reajuste de 53,25% (INPC-IBGE) ou 53,55% (IPCA-IBGE) – veja a tabela.

    Pelo estudo, os salários da educação, em 30 de abril de 2025, manteriam apenas 66,25% do poder aquisitivo de 1º de julho de 2014, segundo o INPC-IBGE.

    A rede estadual irá paralisar as atividades por 24h nesta quarta-feira, dia 4 de junho. Neste dia, a categoria fará uma grande mobilização, com assembleia no Largo do Machado, às 9h, seguida de passeata até o Palácio Guanabara, para exigir do governador Cláudio Castro o pagamento do piso do magistério e do piso para os funcionários, reajuste e recomposição salarial, em paralelo à mobilização e luta pelo piso nacional.

    O Sepe convoca a categoria a se integrar nesta mobilização na luta por valorização profissional e garantia dos nossos direitos, como o piso nacional e o cumprimento do restante da recomposição salarial e reajuste para cobrir as perdas dos últimos anos, entre outras reivindicações.

     

  • Sepe acolhe professora que sofreu agressão de aluno e se encontra abandonada pelo Estado

    Professora do CE Paulo de Frontin, Viviane da Silva Carvalho

    A professora de Educação Física Viviane da Silva Carvalho leciona no Colégio Estadual Paulo de Frontin, localizado no Bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela está passando por uma triste situação que, infelizmente, não é incomum para a categoria: o abandono por parte da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ) quando o profissional mais necessita de ajuda institucional.

    Viviane, no dia 19 de maio, procurou o Jurídico e a Imprensa do Sepe para contar sua história e buscar apoio. Em seu depoimento ao sindicato, ela disse que no dia 07 de abril, aplicava normalmente sua aula no turno da manhã, em uma quadra de esportes do colégio, para alunos do Ensino Médio, quando uma briga violenta entre dois estudantes estourou; e ela, prontamente, foi tentar separar. Eram estudantes maiores do que ela, que se viu jogada por um deles ao chão: “O aluno me jogou longe, como se eu fosse um pedaço de papel”, disse Viviane.

    Imediatamente, ela sentiu muita dor no braço e foi até a direção do colégio, onde, segundo disse ao Sepe: “Não houve nenhuma ajuda ou acolhimento. Após informar o acontecido e mostrar que estava machucada, saí, sozinha, para procurar um hospital para atendimento”.

    Assim, ela tomou a decisão de ir a uma clínica particular próxima ao Colégio Paulo de Frontin: “Me lembrei de um ex-aluno que tinha me dito que trabalhava nessa clínica”.

    Lá, os exames constataram fratura no cotovelo esquerdo, que foi imobilizado com tala, tendo lhe sido recomendados dois meses para retirá-la.

    A agressão sofrida em plena atividade de trabalho teve consequências imediatas para a professora: a fratura, o afastamento das atividades funcionais e os custos com atendimentos clínicos, exames, medicação e fisioterapia – ela não tem plano de saúde. Viviane também fez no mesmo dia um boletim de ocorrência na 18ª Delegacia (Praça da Bandeira) e uma avaliação no IML.

    Documento enviado pela professora Viviane à direção do CE Paulo de Frontin, requisitando a feitura da NAT

    Mas os problemas apenas estavam começando para Viviane: “Meu documento de afastamento foi entregue fora do prazo pelo colégio à SEEDUC e com informações erradas, o que agora vai me acarretar uma longa burocracia”, disse ela. Acontece que o código inserido pelo colégio na notificação sobre o acidente sofrido à SEEDUC não era o de “acidente de trabalho” (NAT), que seria o correto, mas o de uma situação normal no colégio.

    Assim, Viviane, no dia 5 de maio, notificou a direção da escola, requerendo que esta “expedisse a notificação de acidente de trabalho, a fim de que surtam os devidos efeitos legais, por lhe ser de direito”, conforme diz seu pedido (foto ao lado). O temor da professora é que essa correção demore muito tempo ou mesmo não ocorra, o que a levou a desabafar: “O aluno que me empurrou já tinha outras ocorrências e, mesmo assim, não foi transferido para outra unidade. No momento, estou com sete semanas de imobilização do braço e dependendo de ajuda para atividades básicas diárias, com uma previsão de quatro meses de fisioterapia para recuperação”.

    Viviane está se sentindo abandonada pelo Estado, que deveria tê-la apoiado desde o momento em que sofreu a agressão, com a responsabilização e afastamento da escola da pessoa que a agrediu; o direcionamento rápido para unidades de saúde do Estado para realização do tratamento, em vez de ela arcar com os custos; e o preenchimento correto da NAT pelo colégio.

    O Sepe está prestando total apoio à professora Viviane da Silva Carvalho. O caso dela, no entendimento da direção do sindicato, é mais uma confirmação do quanto o Estado abandona seus servidores em momentos críticos. É também um triste retrato do quanto a própria sociedade brasileira vem tratando os professores com desdém e violência diários, em uma normalização que não podemos aceitar – há alguns anos, seria impensável que estudantes desobedecessem a uma ordem direta de sua professora.

  • Baixe a nova edição do Boletim do Sepe, para a rede estadual

    Edição 61 do boletim traz a convocação para ato e paralisação no dia 04 de junho, com caminhada até o Palácio Guanabara, e principais resoluções da assembleia da rede estadual. 

    Baixe o PDF e compartilhe em sua escola.

    boletim_estadual edicao 61 (A3, pdf para reprodução)
    boletim_estadual_edicao61_redes (A4, pdf para compartilhamento)