Autor: admin

  • Juiz determina que prefeitura do Rio se manifeste sobre a execução da sentença do Sepe na ação do piso nacional aos PAEIs

    No dia 12 de fevereiro, com o pedido de execução do Sepe na Ação Civil Pública (ACP) do Piso Nacional do Magistério para os Professores Adjuntos de Educação Infantil (PAEIS) e a concordância do MP, o juiz em exercício da 03ª Vara de Fazenda Pública – onde tramita o processo do sindicato -, Wladimir Hungria, determinou que a prefeitura do Rio se pronuncie sobre a execução da ação do Sepe na Justiça que requer o pagamento do isso nacional do magistério para os professores adjuntos de Educação Infantil. Leia o despacho proferido pelo magistrado:

    “(…) Informamos que o município-réu será intimado, nos termos da legislação processual civil, a se manifestar sobre o pedido de Execução da Sentença, que determinou a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério aos PAEIs, bem como dos valores devidos, conforme requerido pelo SEPE-RJ”.

    Já a promotora Rosana Barbosa Cipriano de Souza, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, em 3 de janeiro, manifestou concordância com a petição do Sepe no mesmo processo. Com isso, a promotora, em sua petição, informou: “(…) nada tem a opor quanto ao requerimento feito pela parte autora (Sepe), de intimação do Município do Rio de Janeiro, para que promova o cumprimento da sentença”.

    O Sepe irá informar à categoria, em especial às PAEIs, em nosso site e redes sociais, sobre o andamento do processo. O sindicato continua atento e na luta para garantir os direitos dos professores adjuntos de Educação Infantil das escolas municipais do Rio Janeiro e para obrigar o prefeito Eduardo Paes a cumprir a lei e o que foi determinado pela Justiça.

    A seguir, disponibilizamos as cópias dos documentos dos pedidos do Sepe ao MP e ao TJ para que a prefeitura cumpra a determinação do Piso Nacional para as PAEIs.

    Despacho do juiz em favor do Sepe

    Manifestação do MP ao pedido do Sepe

  • Sobre o descongelamento dos 583 dias da pandemia e o pagamento do piso dos PAEIs

    Diante do silêncio da prefeitura do Rio de Janeiro sobre o cumprimento da lei que que descongelou o pagamento, retroativo, dos direitos remuneratórios de servidores públicos que ficaram congelados por 583 dias, durante a pandemia de Covid-19, o Sepe esteve na SME e no RH da prefeitura nesta sexta-feira (20/02) para conseguir informações oficiais – ainda sobre o descongelamento, o sindicato também buscou informações sobre a veracidade de mensagens que vêm circulando nas redes sociais, orientando a abertura de protocolos individuais nas CREs, com suposto prazo limite até 25/02.

    Dessa forma, foram realizadas as seguintes diligências:

    RH da SME: no setor de Recursos Humanos, foi informado que não há qualquer procedimento previsto neste momento sobre o descongelamento, uma vez que a lei ainda depende de regulamentação, segundo aquele órgão da prefeitura. Ainda de acordo com o setor, diversos protocolos individuais têm sido apresentados, porém sem regulamentação eles tendem a retornar ou permanecer parados. Dessa forma, a Coordenação Geral do Sepe protocolou requerimento solicitando o posicionamento oficial sobre as postagens que circulam nas redes e sobre qual é, de fato, a orientação da prefeitura.

    RH da Prefeitura: a responsável pelo setor confirmou não existir orientação oficial quanto à abertura de protocolo individual ou qualquer prazo limite. Reforçou ainda que se trata de direito de natureza coletiva, cuja implementação depende de informações que estão sob responsabilidade da própria prefeitura. O Sepe também registrou uma manifestação na Ouvidoria, com o mesmo teor do protocolo, para garantir uma resposta oficial por escrito.

    O SEPE ALERTA A CATEGORIA

    Até o momento, não há regulamentação da lei, nem orientação oficial que justifiquem a feitura de protocolos individuais. A nossa pressão agora deve se concentrar sobre o Executivo e o Legislativo, para que:

    – A lei seja imediatamente regulamentada;

    – O descongelamento dos 583 dias seja efetivado;

    – O pagamento do piso nacional dos PAEIs seja garantido – atenção, sobre a ação do Sepe, a Justiça acaba de intimar a prefeitura a se manifestar sobre o pedido de Execução da sentença, que determinou a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério aos PAEIs, bem como dos valores devidos, conforme requerido pelo Sepe. O sindicato irá fazer uma nota sobre esse tema.

    – Os direitos sejam concedidos de forma automática e coletiva, sem impor entraves burocráticos à categoria.

  • Nota de solidariedade à greve geral na Argentina contra a reforma trabalhista de Milei

    Os educadores brasileiros se solidarizam com a Greve Geral convocada pelos trabalhadores argentinos contra a Reforma Trabalhista de Javier Milei, realizada no dia 19 de fevereiro e criticam o Congresso da nação portenha pela aprovação deste projeto que ataca e destrói uma série de direitos conquistados ao longo dos anos com muita luta.

    Nós, os profissionais de educação das escolas públicas do Rio de Janeiro, manifestamos nosso firme apoio à Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e entidades representativas da classe trabalhadora na Argentina, em resistência à proposta de Reforma Trabalhista já aprovada pelo Senado na semana passada e pela Câmara dos Deputados na madrugada desta sexta-feira (20). A aprovação aconteceu apesar da intensa luta dos trabalhadores argentinos que paralisaram o país ontem com uma forte greve geral. O projeto, agora, voltará a ser examinado no Senado depois da aprovação dos deputados por 135 votos a favor e 115 contrários.

    A expectativa do governo é que a proposta seja votada e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Tal projeto representa um grave retrocesso, pois retira direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora, fragilizando condições de trabalho, proteção social e dignidade.

    Veja os principais pontos da reforma proposta por Milei:

    . Flexibilização das férias (mínimo de 7 dias);

    . Greves em serviços essenciais limitadas (50%–75% em atividade), fator que pode limitar o poder de paralisação dos trabalhadores;

    . Período de experiência ampliado (até 6–12 meses), com redução nas indenizações;

    . Jornada pode chegar a 12h diárias sem hora extra (com compensação);

    . Acordos locais passam a valer mais que convenções nacionais; Indenizações menores e possibilidade de parcelamento no pagamento das rescisões; Salários mais flexíveis (inclusive por mérito/produtividade);

    . Fim de multas por falta de registro e nova regularização;

    .Apps: cria “colaborador independente” sem vínculo formal;

    . Bloqueios sindicais podem gerar demissão por justa causa.

    Reafirmamos nossa solidariedade internacionalista às organizações sindicais argentinas e, em especial, à Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina (CTERA), à Federación Nacional de Docentes Universitarios (CONADU), ao Sindicato Argentino de Docentes Privados (SADOP) e à Confederación de Educadores Argentinos (CEA), que se somam à luta em defesa da educação pública, dos direitos dos/as educadores/as e da justiça social.

    A luta dos trabalhadores argentinos é também a luta de todos nós: pela preservação de direitos, pela valorização do trabalho e pela construção de sociedades mais justas e democráticas. Abaixo toda e qualquer proposta fiscalista de reforma, que colocam o capital acima dos direitos da classe trabalhadora!

    Todo apoio à Greve Geral na Argentina!

    Nenhum direito a menos!

  • Porto Alegre será o palco da 1ª Conferência Internacional Antifascista de 26 a 29 de março

    De 26 a 29 de março, realiza-se em Porto Alegre (RS) a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O objetivo do evento é o de reunir movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB, MST) para debater o combate ao avanço do fascismo, do imperialismo e das opressões, em busca de uma articulação da resistência internacional contra a ofensiva do extremismo de direita que vem assolando diversos países nos cinco continentes.

    Durante os quatro dias do evento, serão discutidos temas como neoliberalismo, educação, opressão racial/feminina e soberania dos povos em plenárias, mesas de debate, oficinas e atividades autogestionadas. Também está prevista a realização de uma marcha dos participantes a ser realizada nas ruas de Porto Alegre.

    A organização da Conferência, com caráter de construção coletiva, está composta inicialmente pelos partidos políticos PSOL, PT, PCdoB e por entidades representativas dos trabalhadores, como o Centro de Professores do Rio Grande do Sul (CPERS), Sindicato Intermunicipal de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul (ADUFRGS) e MST.

    O Sepe RJ enviará uma delegação para participar do evento. 

    Mais informações sobre o evento podem ser encontradas pelo site: http://www.antifas.2026.org

     

     

     

     

     

     

  • Comunicado: linhas telefônicas do Sepe sem funcionamento nesta sexta-feira (20/2)

    O Sepe informa que as linhas telefônicas que compõem a mesa do sindicato se encontram sem funcionar desde ontem, quinta-feira (19). Nesta sexta-feira (20), o problema continua impossibilitando o recebimento e a realização das chamadas.
    Informamos que o reparo já foi solicitado e aguardamos a regularização no mais breve tempo possível do nosso sistema de telefonia.

  • Moção de solidariedade a José Maria de Almeida (Zé Maria): Contra a criminalização das vozes em defesa do povo palestino

    O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) vem a público manifestar sua mais firme solidariedade ao companheiro José Maria de Almeida (Zé Maria), dirigente político e militante histórico das lutas da classe trabalhadora, que está sendo processado pela Confederação Israelita Brasileira (CONIB) por causa de declarações realizadas em ato público de solidariedade ao povo palestino.

    O processo movido contra Zé Maria representa um grave ataque à liberdade de expressão e à liberdade de organização política. Trata-se de uma tentativa de criminalizar posicionamentos políticos que denunciam a opressão sofrida pelo povo palestino e criticam as ações do Estado de Israel. Reafirmamos que crítica ao sionismo, enquanto projeto político de Estado, não pode ser confundida com antissemitismo. Combatemos toda forma de racismo e preconceito, inclusive o antissemitismo, mas não aceitaremos que essa justa luta seja instrumentalizada para silenciar vozes críticas.

    A perseguição judicial contra militantes que se posicionam em defesa dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos constitui precedente perigoso para todos os movimentos sociais, sindicatos e organizações populares. Se hoje buscam calar Zé Maria, amanhã poderão tentar calar professores, estudantes e trabalhadores que se levantem contra injustiças.

    O Sepe-RJ reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de manifestação, com a solidariedade internacional entre os povos e com a defesa intransigente dos direitos democráticos. Exigimos o fim da criminalização das vozes solidárias à Palestina e expressamos nosso apoio irrestrito ao companheiro Zé Maria.

     

    Nenhuma perseguição política!

    Em defesa da liberdade de expressão e da solidariedade entre os povos!

     

    Direção do SEPE-RJ

  • Genro da Secretária de Educação Roberta Barreto tem nome envolvido no escândalo das obras superfaturadas em escolas estaduais

    O RJ TV2, da TV Globo noticiou, nos dias 12 e 13 de fevereiro de fevereiro, mais uma série de denúncias envolvendo a SEEDUC no escândalo da contratação de empresas de fachada para a realização de obras superfaturadas nas escolas estaduais, através do Sistema Descentralizado de Pagamentos que contratou empresas de construção civil e reformas que participaram e concorrem nos processos licitatórios, entre elas algumas que possuem o mesmo dono, endereço, consultor e engenheiro.

    Segundo a TV Globo, uma figura importante nos bastidores da Secretaria, apesar de não trabalhar lá oficialmente, é o bombeiro Yurie Lopes Fonseca Ormond Andre, genro da secretária Roberta Barreto. Yurie é apontado em investigação deputado Flávio Serafini (PSOL), da Comissão de Educação e Cultura da ALERJ, como uma espécie de chefe de gabinete que não ocupou formalmente o cargo na SEEDUC.

    Além do genro de Roberta Barreto, outro bombeiro também participou do esquema: o capitão bombeiro Marcelo da Silva Reis, que assina como responsável por 14 empresas que realizaram obras em colégios da rede estadual. Estas firmas sob a responsabilidade do oficial possuem os mesmos endereço, dono, consultor e engenheiro e que abocanharam milhões de reais nas obras realizadas através do Sistema Descentralizado de Pagamento que recebeu R$ 1 bilhão de reais nos últimos dois anos.

    O Sepe espera o prosseguimento desta e outras muitas investigações envolvendo a gestão da secretária Roberta Barreto à frente da SEEDUC. Não é admissível que num momento grave como estamos vivendo, no qual os servidores do estado penam há mais de três anos sem reajuste e recomposição salarial e no qual as escolas estaduais e os profissionais que nelas trabalham têm que luta no seu dia a dia contra a fatal condições de trabalho, o órgão responsável pelo planejamento e gestão do sistema estadual de ensino funcione como um balcão de negócios à margem da lei e da sociedade e ninguém seja penalizado por isso.

    Veja as reportagens completas do RJ TV2 pelos links abaixo:

    12 de fevereiro:

    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj2/video/edicao-de-12022026-14342564.ghtml

    13 de fevereiro:

    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj2/video/edicao-de-13022026-14346532.ghtml

  • Sepe denunciou ao MP os graves problemas decorrentes da implementação do Novo Diário de Classe Eletrônico pela SEEDUC

    O Sepe informa à categoria que provocou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no dia 11/02, a respeito da Resolução 6424/2026 (lançamentos no Novo Diário de Classe Eletrônico), com a seguinte REPRESENTAÇÃO:

    “O Sepe entende que referida Resolução e demais atos normativos a ela vinculados violam a legalidade, a juridicidade e, sobretudo, a gestão democrática do ensino, princípio fundamental constitucional (…), motivo que nos leva a oferecer a presente Representação, pelo que solicitamos audiência para data o mais breve possível com a Promotoria responsável, aguardando confirmação e contando com a boa parceria sempre presente com este órgão em defesa da educação pública de qualidade do Estado do Rio de Janeiro”.

    Informamos que o Sepe oficiou a SEEDUC para a realização de audiência, em caráter urgente, para tratar das pautas pedagógicas, incluindo a questão do Diário online.

    Com respeito às pressões sobre os professores da rede estadual em relação às determinações contidas na resolução, o Sepe traz como orientações preliminares à categoria:

    1- Como medida preventiva e de forma a assegurar os direitos da categoria, o corpo docente deve reivindicar que sejam realizadas, urgentemente, reuniões com a direção da escola e o Conselho Escolar, e que se registre em ata o fato de a unidade escolar não possuir estrutura viável, como internet e computadores, em cada sala, para a realização do preenchimento do diário virtual. Importante: os professores participantes da reunião com a direção devem obter uma cópia da ata.

    2- O(a) professor(a) deverá redigir um documento pessoal sobre as condições estruturais da escola, para ser apresentado à direção, com o respectivo recibo de recebimento, e cópia pessoal. A seguir, uma sugestão de texto:

    À Direção do Colégio Estadual ____

    Pelo presente instrumento, eu, ______, abaixo-assinado(a), Prof. Doc I/II, XXh, ID Funcional________, solicito à direção que seja encaminhado à Secretaria de Educação o pedido de informação de como serão feitos os lançamentos no Diário online na unidade escolar da minha lotação, que não dispõe dos recursos tecnológicos necessários (computadores, Internet etc), em cada sala. Informo que estarei aguardando resposta com as devidas orientações, de forma oficial, para que possa cumprir as determinações contidas na resolução 6424/2026, pois não disponho de recursos pessoais para efetivar os lançamentos.

    3- O sindicato orienta os(as) professores(as) a informarem, no formulário eletrônico do Sepe, o tipo de estrutura disponível (conexão de internet, computadores, redes etc) – o formulário servirá para que o Sepe tenha mais informações para apresentar à SEEDUC e ao MP – acesse aqui o formulário do Sepe.

  • Problemas com descontos nos contracheques dos funcionários: Veja informe da Secretaria de Funcionários do Sepe

    O Sepe recebeu uma série de denúncias dos funcionários das escolas estaduais ativos e aposentados a respeito de problemas nos contracheques de dezembro/2025 e janeiro/2026. Segundo o que a Secretaria de Funcionários do sindicato apurou até o momento, foram realizados uma série de descontos indevidos no pagamento dos últimos dois meses. Além destes descontos nos salários, houve também um problema com os funcionários da Fundação de Apoio à Escola Pública (FAEP), que não tiveram o depósito da complementação salarial que faz com que estes profissionais não tenham um vencimento abaixo do valor do salário mínimo nacional, o que é proibido por lei. Outra queixa registrada por muitos funcionários é que eles não conseguiram receber o PASEP.

    O Sepe já enviou um ofício para a SEEDUC e entrou em contato com a Superintendência de Gestão de Pessoal do órgão para apurar o que aconteceu e solicitar a imediata regularização do pagamento dos funcionários administrativos da rede estadual. Tanto para o caso dos funcionários do quadro da SEEDUC quanto o dos funcionários da FAEP, a Secretaria de Funcionários apresentou os contracheques com os descontos e a Secretaria disse que vai analisar caso a caso e quem teve descontos indevidos terá a restituição dos mesmos na folha de fevereiro.

    Para o caso da falta de complementação nos salários dos funcionários da FAEP que não receberam a complementação salarial, a Secretaria de Funcionários do Sepe solicitou na Superintendência de Gestão de Pessoal para que ela seja feita de forma retroativa. A SEEDUC afirmou que vai analisar caso a caso e que vai tentar resolver o problema da forma mais rápida possível.

    Sobre o problema com os funcionários que não conseguiram retirar o abono do PASEP 2026, referente ao ano base 2024, a SEEDUC disponibilizou o email abaixo para que os profissionais enviem seus dados funcionais, informando que não conseguiram acessar os valores e as datas receber o abono salarial neste ano. Veja abaixo o emails para reclamação sobre o PASEP:

     [email protected]

    [email protected]

     

    Paralelamente ao problema dos descontos, a Secretaria de Funcionários do sindicato teve uma reunião com o Departamento Jurídico para reorganizar a questão da distribuição dos funcionários FAEP para o plano de carreira da FAETEC. Com base nos resultados desta reunião com os advogados do sindicato e por causa da reformulação que o governo do estado vem fazendo nos quadros da SEEDUC, ficou acertado que iremos aguardar um posicionamento do governo para depois do carnaval. Caso a resposta não contemple as reivindicações deste segmento da categoria iremos buscar alternativas para encontrar uma solução para a situação dos funcionários da FAEP o mais breve possível.

     

  • Educação municipal RJ: abertura do ano letivo traz temas urgentes para a categoria

    Neste início do ano letivo de 2026, o Sepe conclama a categoria a se preparar para os embates com a prefeitura, tendo em vista uma séria de ataques aos nossos direitos. No dia 12 de março, o sindicato convocou uma paralisação de 24 horas, com assembleia na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá (Rua Salvador de Sá, 206, próxima à estação Praça Onze do Metrô), às 9h, onde discutiremos os próximos passos para garantir que nossas reivindicações sejam ouvidas e implementadas. Nesta data também haverá a continuidade dos “protocolaços” do acordo de resultados e sobre a implementação da lei que descongela o tempo da pandemia.

     Agora, vamos relembrar as lutas mais prementes que a categoria está travando:

    Aumento de carga horária: denúncias recentes da categoria falam em mudança na carga horária dos professores, devido à exigência da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ) do cumprimento pelas escolas do Comunicado 01/2025, da SME-RJ. Segundo as denúncias, os professores tiveram um aumento sensível da carga horária nas escolas, principalmente em relação aos docentes com carga horária de 40 horas. O Sepe está analisando a situação, inclusive com o seu Departamento Jurídico, para pedir uma audiência urgente com a prefeitura.

    Perdas salariais: após quase dois anos sem reajuste salarial, em dezembro de 2025, a prefeitura do Rio de Janeiro concedeu reajuste salarial de apenas 4,71% para os servidores municipais, pago somente agora, em fevereiro de 2026. Com isso, o prefeito não só quebrou a promessa de retomar o reajuste anual, como também aplicou um reajuste bem aquém de nossas perdas – estudo do Sepe-DIEESE aponta que o reajuste necessário em 1º de janeiro de 2026 para recompor as perdas salariais de 2019 para cá teria que ser de 24,07%, pelo IPCA, ou 23,88% pelo INPC.

    Remoção e prioridade aos contratados, em detrimento dos concursados: a situação dos professores de 16 horas e 22 horas nas remoções da rede municipal do Rio de Janeiro continua crítica. Esses profissionais vêm sendo preteridos nas escolas quando a unidade passa para o Turno Único ou se transforma em Ginásio Educacional Tecnológico (GET). Dessa forma, ao procurarem as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) em busca de outra unidade, muitos não encontram vagas ou acabam perdendo-as para professores com carga horária de 40 horas.

    Há relatos, inclusive, de que professores contratados temporariamente estariam ocupando vagas que deveriam ser destinadas a esses docentes. Para o Sepe, a prioridade nas vagas deve ser, sempre, dos professores lotados e com histórico nas unidades escolares. O sindicato já entregou ao setor de Recursos Humanos um documento formalizando as denúncias de remoções.

    Fim da minutagem: os profissionais de educação estão  adoecendo por causa da sobrecarga de trabalho causado pela minutagem, sem compensação com o aumento das horas aulas – o Sepe, no Congresso da CNTE em Brasília, em janeiro, protocolou no Ministério da Educação e Cultura (MEC) uma denúncia a respeito da grave situação da rede municipal do Rio, especificamente em relação à minutagem.

    Não pagamento do 14º salário: o sindicato vem cobrando o pagamento para toda a categoria do Acordo de Resultados (14º salário) e o fim das perseguições de Paes e Ferreirinha contra aqueles que lutam pela Educação. Os profissionais que realizaram a greve de 2024 contra o pacote de maldades; aqueles que têm licenças e os adoecidos não receberam essa premiação. Inclusive, o Sepe tem uma ação judicial reivindicando o abono dos dias de greve que já foram descontados nos contracheques.

    Silêncio da prefeitura sobre o descongelamento (pandemia): o Sepe vem cobrando da prefeitura o cumprimento da Lei Complementar 226/2026, sancionada em janeiro pelo presidente Lula, que altera Lei do governo Bolsonaro que proibia a concessão de vantagens, reajuste ou adequação de remuneração a servidores (federais, estaduais e municipais), assim como não permitia a contagem para pagamento de anuênios, triênios, licenças-prêmio, entre outros benefícios, durante a pandemia. Até o momento, a prefeitura ainda não se pronunciou a respeito.

    Silêncio da Prefeitura sobre a equiparação da AEIs: a direção do Sepe oficiou o prefeito e seu secretário de Educação, solicitando com urgência informações sobre a data de implementação da Lei 15.326/2026 (antigo PL 2387/2023), que determina a inclusão das Agentes da Educação Infantil (AEIs) entre as profissionais do magistério. No documento, o Sepe destaca que a nova lei permite que professores(as) que atuam em creches, por exemplo, tenham direito ao piso nacional do magistério.

    Vale alimentação congelado há quase 14 anos: sem qualquer reajuste, o benefício alimentação dos servidores municipais cariocas está congelado no valor irrisório de R$ 12,00. Desde que foi criado, em 2012, o vale não sofreu nenhuma correção e, hoje, não é suficiente para pagar um simples salgado com um refresco. Com a atual inflação, o benefício teria que ser correspondente a, no mínimo, R$ 26 diários. O prefeito, em uma comprovação de sua má vontade para com os servidores, vetou uma emenda que previa o reajuste do benefício alimentação na Lei Orçamentária de 2025. Depois, o veto foi derrubado pelos vereadores, mas, até hoje, o reajuste não foi anunciado pelo prefeito.

    Retorno da migração: os profissionais da rede municipal exigem o retorno imediato da migração, que se encontra suspensa há anos pela SME.

    Respeito a lei do 1/3 extraclasse para todos os professores: a Lei Complementar nº 276/2024 alterou a contagem das horas-aula dos professores, prejudicando a categoria. O cálculo que considera 1 hora-aula como 50 minutos passou a contabilizar apenas minutos trabalhados. Assim, os docentes tiveram o aumento de 26 para 32 tempos em sala de aula. Por mês, cada professor de 40 horas agora ministra 24 tempos a mais. Como resultado, o tempo destinado ao planejamento extraclasse e às correções caiu de 14 horas para apenas 8 horas por semana. A redução também atinge professores com outras cargas horárias, e temos que lutar para que a prefeitura cumpra a Lei do piso, que determina 1/3 da carga horária para o planejamento.

    Piso e plano de carreira da educação com respeito aos níveis e formação para todos os funcionários: luta pela inclusão deste segmento no plano de careira com respeito à progressão por formação e tempo de serviço.

    Pagamento do piso nacional do magistério para as PAEIs: o Sepe ganhou uma ação na Justiça que condenou  a prefeitura do Rio de Janeiro a adequar os valores dos vencimentos atribuídos à categoria funcional de Professor Adjunto de Educação Infantil (PAEI) ao piso nacional estabelecido na Lei Federal no 11.738, de 16 de julho de 2008. A prefeitura ainda não está pagando o piso.