A grande mobilização nacional em torno da votação no Senado ontem (dia 10/6) do PL 5.122/23, que autoriza a utilização integral do Fundo Social do Pré-Sal para financiar pagamento de dívidas de produtores rurais, resultou na inclusão de um dispositivo que deixa claro a permanência da destinação de 50% dos royalties do petróleo para investimentos na Educação, conforme prevê a Lei 12.858/20213.
Centrais de trabalhadores, entidades sindicais e dos movimentos civil e estudantil se uniram em torno da luta para pressionar os senadores a garantirem a utilização dos recursos do Fundo Social do Pré-sal de acordo com a legislação vigente, num embate direto com o setor do agronegócio, que tentou usurpar os recursos da educação conquistados após anos de luta.
A Lei nº 12.858/2013 consolidou a destinação prioritária do Fundo Social do Pré-Sal para educação e saúde. Posteriormente, a Lei nº 15.164/2025 ampliou a vinculação desses recursos, fortalecendo áreas estratégicas como educação, ciência, tecnologia, cultura, habitação, assistência social e combate às desigualdades.
Além disso, o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2026, garante os resultados de exploração petroleira como fonte de financiamento das metas estabelecidas na Lei, sobretudo no que tange o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar (PNIE), criado pelo PNE.
A Secretaria Estadual de Funcionários do Sepe realiza, no próximo sábado (13/06), uma plenária conjunta dos Coletivos de Funcionários Estadual e da Capital. O encontro acontecerá às 9h, no auditório do Sindsaúde-RJ, localizado na Praça Floriano, 51, 18º andar, Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro.
A atividade será realizada exclusivamente de forma presencial. A direção do sindicato convoca os funcionários e as funcionárias da educação a participarem do debate sobre as pautas da categoria.
Após a plenária, os participantes realizarão um ato público nas escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, em defesa do Piso Nacional dos Funcionários Administrativos.
Diretores da Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe estiveram na SMA Rio para protocolar pedido de audiência para questionar problemas enfrentados pela categoria junto ao setor de Perícia Médica
A Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe esteve presente, na última terça-feira, dia 09 de junho, na Secretaria Municipal de Administração (SMA) do Rio de Janeiro para protocolar um pedido de audiência entre o sindicato e representantes da pasta. O objetivo do Sepe é buscar informações sobre afastamentos e, também, dar tratamento a uma série de denúncias que o sindicato vem recebendo a respeito da perícia médica do município do Rio. A Coordenação Geral do Sepe, desde o início do ano, já enviou cinco solicitações de audiência com a perícia e com a SMA, porém, até o momento, não obtivemos retorno a respeito da marcação da reunião solicitada.
Recentemente, o Sepe promoveu uma plenária com servidores que vêm sendo prejudicados pela perícia do Rio. A plenária foi realizada no dia 26 de maio e, na ocasião, foram apresentadas diversas denúncias, que incluem questões variadas, tais como: demora de meses para marcação de atendimentos; não recebimento de laudos de afastamento; assédios no local da perícia; procrastinação na concessão de readaptações e, até mesmo, a imposição de aposentadorias compulsórias, negando aos servidores a possibilidade de apresentação de laudos de alta médica e efetuando, com isso, cortes salariais incisivos e que comprometem a vida e o bem-estar dos educadores e educadoras.
O Sepe, através da Secretaria de Saúde e Direitos Humanos, seguirá ao lado dos servidores da educação municipal e continuará mobilizando esforços, política e juridicamente, para garantir aos educadores o direito a uma perícia médica comprometida com a dignidade de quem educa.
Postagem da Agência Brasil confirma previsão de votação do PL 5122/23 para hoje (dia 10/6), no Senado Federal. (foto: RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL)
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação soltou uma nota pública, convocando o movimento civil e a sociedade em geral para se mobilizarem nas ruas e nas redes sociais contra a aprovação do PL 5.122/2023, cuja votação no Senado está prevista para hoje, dia 10 de junho. O Projeto tem por objetivo avançar sobre o Fundo Social do Pré-sal para perdoar dívidas bilionárias do agronegócio.
A nota convoca as entidades que integram o Fórum Nacional de Educação e outros setores da sociedade – movimentos social, sindical, pesquisadores, educadores e outros comprometidos com a soberania nacional e a justiça social no Brasil –, com atuação na defesa da educação pública, gratuita, democrática, plural, de qualidade social e para todos/as, para virem a público denunciar e conclamar o povo brasileiro à luta contra mais um grave ataque ao financiamento da educação pública brasileira e à manutenção das políticas sociais.
Segundo a nota da CNTE, a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, do relatório do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que autoriza o uso do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação bilionária de dívidas do agronegócio, representa um verdadeiro desmonte do pacto social construído em torno da destinação estratégica das riquezas do petróleo e de gás para o presente e o futuro do Brasil.
O texto ainda acrescenta que esta iniciativa é mais uma ofensiva articulada de setores que historicamente se opõem a conquistas para promover a inclusão escolar e a qualidade da educação pública em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino.
Para as entidades que assinam o texto, os royalties do petróleo e do gás fazem parte das riquezas do povo brasileiro e não são patrimônio de grupos econômicos privilegiados. São instrumentos de redução das desigualdades regionais e sociais. São mecanismos de reparação histórica e de construção de um projeto nacional de desenvolvimento.
A Lei nº 12.858/2013 consolidou a destinação prioritária desses recursos para educação e saúde. Posteriormente, a Lei nº 15.164/2025 ampliou a vinculação social do Fundo Social do Pré-Sal, fortalecendo áreas estratégicas como educação, ciência, tecnologia, cultura, habitação, assistência social e combate às desigualdades.
A nota conclui que essas conquistas são resultado de décadas de luta do movimento educacional brasileiro, das entidades sindicais e estudantis e de amplos setores democráticos que estiveram nas ruas, nas redes, nos parlamentos e no Congresso Nacional defendendo uma série de reivindicações da sociedade e do movimento civil organizado.
As polícias Civil e Militar entraram no Complexo da Maré desde o início desta madrugada, em mais uma operação contra facções locais que comandam o tráfico de drogas. A polícia visa cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão e, desde cedo, os moradores foram acordados com tiros e barulho de helicópteros sobrevoando o local.
Por conta desta ação policial, cerca de 41 escolas municipais e estaduais permanecem fechadas e unidades de saúde e outros serviços públicos também permanecem fechado.
O Sepe lamenta que, mais uma vez, os moradores destas áreas consideradas de risco sejam prejudicados em seu cotidianos e impedidos de trabalhar e de estudar por conta destas verdadeiras operações de guerra movidas pelas autoridades de segurança que, apesar do aparato bélico e do número de agentes empregados, não conseguem resolver a situação de insegurança de centenas de milhares de moradores que residem em favelas e bairros da periferia.
O sindicato expressa toda a solidariedade da categoria aos profissionais de educação e demais membros destas comunidades escolares submetidas à violência e ao confrontos entre as autoridades que deveriam protegê-los e os membros das facções criminosas que, ano após ano, mantém o domínio em várias áreas da cidade do Rio de Janeiro.
A rede municipal de educação do Rio de Janeiro realiza assembleia geral no dia 20 de junho (sábado), no formato híbrido, às 10h – a parte presencial será realizada no auditório do Sinpro-Rio (Rua Pedro Lessa, nº 35/2º andar). Inscreva-se para participar do formato remoto em https://rio.seperj.info
A assembleia vai debater a nossa mobilização para o segundo semestre e discutir temas de extrema importância: sobrecarga de trabalho e o adoecimento físico e mental dela decorrente; ação na Justiça contra a minutagem; perdas salariais; lei do Descongela; PAEIs que continuam recebendo abaixo do piso na carreira; vale alimentação congelado em R$ 12 desde sua criação em 2012; Merendeiras, Secretários Escolares, AAEEs e Agentes Educadores sem seus direitos reconhecidos; e o desrespeito à Lei 15326 das AEIs no magistério.
O ex-prefeito Eduardo Paes saiu, mas deixou seu vice, Eduardo Cavaliere, que mantém a mesma política de descaso para com o funcionalismo e para com a educação municipal e se recusa a receber o movimento sindical para negociar. Não podemos ficar parados! Sábado, dia 20 de junho, participe da assembleia híbrida da rede municipal, com início às 10h.
Sepe-Dieese de maio revela perdas salariais da rede municipal RJ
Novo estudo do Dieese/Sepe sobre as perdas salariais da categoria revela que, em 30 de abril de 2026, os salários dos profissionais de educação da rede municipal RJ manteriam apenas 78,61% do poder aquisitivo de 1º de março de 2019 (INPC-IBGE). Para que os salários em 1º de maio de 2026 retornassem ao mesmo poder de compra de 1º de março de 2019, o reajuste necessário sobre os salários de abril de 2026 seria de 27,22% pelo INPC-IBGE e de 27,30%.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos do Rioprevidência investidos no liquidado Banco Master durante a gestão Cláudio Castro. Segundo Couto, o Estado do Rio aplicou mais de R$ 3 bilhões na instituição financeira envolvida numa série de denúncias sobre corrupção de políticos e irregularidades em sua gestão sob o comando do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília. Ontem (8), o governador em exercício teve uma reunião com o ministro da Fazenda Dario Durigan para tratar desse e de outros assuntos.
Segundo afirmou para a imprensa, o governo estima que se possa resgatar cerca de 1,4 bilhão do dinheiro investido em operações temerárias realizadas mesmo após o anúncio da falta de confiabilidade do banco e de advertências do Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ), além de terem sido realizadas sem o aval do Comitê de Investimentos do Rioprevidência. Para tanto, Couto afirmou que o governo estadual já adotou medidas judiciais para buscar o ressarcimento dos valores e decisões judiciais a favor do Estado já foram obtidas, com parte dos recursos bloqueados como garantia para uma eventual organização.
A Secretaria de Aposentados do Sepe está preparando uma mobilização para denunciar o desvio das verbas do fundo previdenciário para o banco Master. Também em relação ao tema, o sindicato pretende acionar o DIEESE para a confecção de 8um levantamento em todos os municípios do Rio de Janeiro para saber quanto os seus fundos de pensão investiram no Banco Master.
O Sepe publicou uma nova edição do boletim, após o anúncio e a publicação do decreto do governador em exercício, Ricardo Couto, que garante o pagamento das duas parcelas da recomposição salarial ao funcionalismo, em agosto e novembro. A publicação traz tabelas elaboradas pelo Dieese/Sepe, com a simulação do vencimento-base após a primeira e a segunda parcela.
O estudo traz também simulações do pagamento com o piso nacional do magistério, com a reposição de todas as perdas e a aplicação no valor do adicional de qualificação (Mestrado e Doutorado). A tabela dos funcionários administrativos traz ainda simulação da aplicação do salário mínimo no valor inicial da carreira e simulação de aplicação de 50% do piso do magistério no nível inicial da carreira.
A publicação convoca a categoria para a assembleia geral híbrida da rede estadual no dia 20 de junho, às 14h, com a parte presencial no Sinpro Rio (Rua Pedro Lessa, 35 – Cinelândia).
Uma reportagem da TV Globo mostrou o drama vivido por professores da rede municipal de Belford Roxo, que têm tempo de serviço para se aposentar, mas não conseguem o merecido benefício após uma vida dedicada ao ensino nas escolas daquele município. Na reportagem veiculada pelo RJ TV1, muitos dos profissionais falam sobre os anos de espera em vão para que o Previde, Instituto Previdenciário dos servidores municipais de Belford Roxo, conceda a sua aposentadoria.
Em alguns dos casos apresentados pelo telejornal, professores municipais de Belford Roxo denunciam que entraram com o pedido de aposentadoria há mais de 10 anos e, até hoje, não conseguiram se aposentar. O Sepe Belford Roxo, juntamente com alguns profissionais que se encontram nesta situação foram até a porta do Previde cobrar uma solução, mas não obtiveram uma resposta nem do instituto nem da prefeitura.
O Sepe lamenta a situação destes profissionais e vai continuar lutando para que eles obtenham justiça com a concessão da sua aposentaria. Para o sindicato, nada pode justificar o sofrimento desta parte da categoria que se dedicou por toda a sua vida ao magistério e, agora, ao invés de gozar o seu merecido benefício, continua trabalhando numa espera sem fim para conseguir a aposentadoria.