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  • Decisão do STF sobre o Tema 1462 garante vantagem para cálculo de aposentadoria por invalidez de professores das redes públicas

    Plenário virtual aprovou, no dia 10 de junho, aplicação do redutor de cinco anos para cálculo de proventos de aposentadoria proporcional por invalidez de professores em funções de magistério

    No dia 10 de junho, o plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, por unanimidade, a constitucionalidade do chamado Tema 1462 – Aplicação do redutor de 5 anos, previsto no artigo 40, parágrafo 5º da Constituição Federal, para o cálculo dos proventos de aposentadoria proporcional por invalidez de professor que exerça exclusivamente funções do magistério.  

    Com a decisão favorável, o Tribunal reconheceu que a redução constitucional concedida aos professores não deve ser limitada ao momento da aposentadoria voluntária. Ela também deve ser considerada quando o cálculo envolver aposentadoria por invalidez proporcional, desde que o servidor tenha exercido exclusivamente atividades de magistério. Dessa maneira, o STF corrigiu uma distorção histórica e garantiu uma aposentadoria mais justa para os professores das redes públicas, já que outras carreiras do funcionalismo não tem uma proteção constitucional tão específica quanto a do magistério.

    A decisão, por unanimidade, reconhece que os docentes vinculados aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), quando aposentados por invalidez e após exercerem exclusivamente funções de magistério, têm direito a proventos calculados com base na redução de cinco anos no tempo de contribuição assegurada constitucionalmente à categoria.

    Até então, os benefícios eram calculados com base na regra geral aplicável aos demais servidores públicos, utilizando como referência 35 anos de contribuição para homens e 30 anos para mulheres. O entendimento agora firmado pelo STF afasta essa lógica e determina a observância da regra específica prevista no parágrafo 5º do artigo 40 da Constituição Federal.

    A Carta Magna conferiu tratamento diferenciado aos professores em razão das peculiaridades da atividade desempenhada ao longo da carreira. Ignorar essa redução justamente na definição dos proventos significaria admitir uma distinção incompatível com a lógica do próprio sistema previdenciário.

    Em termos objetivos, a proporcionalidade dos proventos deverá ser apurada a partir da regra especial do magistério, e não da exigência geral aplicável aos demais servidores.

    Os efeitos da decisão alcançam professores da rede pública vinculados aos regimes próprios de previdência que exerceram exclusivamente funções de magistério e tiveram aposentadorias por invalidez proporcional concedidas antes da Reforma da Previdência introduzida pela Emenda Constitucional nº 103/2019.

    Especialistas avaliam que existe a possibilidade de revisão de benefícios concedidos em desconformidade com o entendimento agora consolidado pelo Supremo. Eles explicam que cada situação dependerá da análise das circunstâncias específicas do caso concreto, mas a decisão abre uma importante via para reavaliação de cálculos previdenciários realizados sob critérios distintos dos definidos pela Corte.

    Concluído em 10 de junho de 2026, o julgamento recebeu o selo da repercussão geral. Isso significa que a tese fixada passa a orientar obrigatoriamente os demais órgãos do Poder Judiciário, conferindo uniformidade à interpretação da matéria em âmbito nacional.

    Fontes: STF; Portal TJMG; O Previdenciarista; Revista eletrônica Sapiências

     

  • Nota de pesar: Professor Ricardo Nelson da Silva, um dos fundadores do Sepe Mendes

    O Sepe RJ e o Sepe Mendes/Engenheiro Paulo de Frontin comunicam com pesar o falecimento do professor Ricardo Nelson Silva, um dos fundadores do núcleo municipal de Mendes – atual Mendes/Engenheiro Paulo de Frontin, do sindicato.

    A trajetória do profissional confunde-se com a própria história da luta sindical. Em tempos sombrios de ditadura militar, quando erguer a voz era um ato de extremo perigo, ele e um grupo de pioneiros iniciaram a resistência na torre da Igreja Matriz de Mendes. Naquela época, cada passo, cada panfleto e cada viagem para as assembleias do Sepe no Rio eram financiados do próprio bolso desses profissionais, movidos unicamente pelo sonho de uma educação pública justa e de valorização da categoria.

    Além de sua liderança histórica na fundação do sindicato e de sua atuação pública, Ricardo Nelson Silva deixou sua marca no chão da escola. Como diretor e educador, foi uma figura profundamente querida por alunos e profissionais da educação. Sua gestão e sua prática pedagógica foram sempre pautadas pelo afeto, pelo respeito humano e pela defesa intransigente da escola pública.

    O Sepultamento será realizado hoje (dia 24 de junho), no Cemitério Recanto da Paz, de Barra do Piraí. O corpo está sendo velado na Capela A do mesmo cemitério.

    O Sepe se coloca ao lado dos familiares e amigos do professor Ricardo Nelson Silva e expressa toda a sua solidariedade neste momento de luto e pesar.

    Ricardo Nelson Silva, presente!

  • Após pressão da rede municipal de Trajano de Moraes, vereadores aprovam Piso Nacional do Magistério – lei vai à sanção do prefeito

    Comunicado do Núcleo do Sepe Conceição de Macabu, Carapebus, Quissamã, Trajano de Moraes e Trajano de Moraes:

    Após cobranças do Núcleo do Sepe e com a mobilização dos profissionais da educação, a Prefeitura de Trajano de Moraes encaminhou em junho à Câmara Municipal o projeto de lei que garante a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério em 2026, com respeito ao plano de carreira da categoria.

    A expectativa é que o projeto de lei seja sancionado nos próximos dias pelo prefeito.

    A proposta foi aprovada pelos vereadores e assegura o pagamento do novo piso salarial aos profissionais do magistério, com efeitos retroativos a janeiro de 2026, em conformidade com a Lei Federal nº 11.738/2008 e plano de carreira.

    Essa conquista demonstra a importância da organização da categoria e da atuação firme do sindicato na defesa da valorização dos profissionais da educação pública.

    O Sepe seguirá acompanhando a implementação da lei e fiscalizando o cumprimento integral do pagamento dos valores retroativos e do novo piso salarial do magistério em 2026.

  • Sepe critica comentário de Eduardo Paes sobre educação e cobra valorização dos profissionais

    O Sepe repudia as declarações em vídeo do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Estado, em que ele fala sobre a crise da rede estadual de ensino. As propostas apresentadas pelo ex-prefeito ignoram o principal desafio da educação pública fluminense: a valorização dos profissionais da educação. Para o sindicato, não há como recuperar a rede estadual sem garantir o cumprimento do piso nacional do magistério e a recomposição das perdas salariais acumuladas pela categoria. Por isso mesmo, os profissionais de educação vêm pressionando o governador interino, desembargador Ricardo Couto, desde o momento em que ele assumiu o cargo para que seja cumprida a lei da recomposição salarial e o piso nacional do magistério – a primeira será paga em agosto, após muita pressão dos servidores.

    Mas a declaração de Paes não nos causou surpresa. O Sepe lembra que a gestão de Paes à frente da educação municipal do Rio não pode ser citada como bom exemplo de administração, principalmente em relação aos servidores municipais cariocas. Medidas adotadas pela prefeitura contribuíram para a sobrecarga e o adoecimento dos trabalhadores da educação, como a “Minutagem“, que ampliou a carga de aulas dos professores sem reajuste proporcional da remuneração. O Sepe questiona também o uso dos resultados do IDEB como vitrine da política educacional do município, pois mecanismos de bonificação por metas estimulam índices de aprovação que não refletem na aprendizagem dos estudantes – lembrando que os profissionais que realizaram a greve em 2024 contra a minutagem ficaram sem a bonificação do 14º salário, em uma perseguição política escancarada. Além disso, o prefeito arrochou os salários dos servidores, que completaram, em dezembro de 2025, quase dois anos sem reajuste.

    Outro ponto a ser destacado na faça de Paes é a ausência de propostas de concursos públicos para a rede estadual, que está sem novos profissionais concursados há mais de uma década; tanto o governo estadual, na malfadada gestão Claudio Castro, quanto a prefeitura do Rio com Paes têm ampliado formas precárias de contratação, com o avanço da terceirização e do trabalho temporário nas escolas. Para o Sepe, a reconstrução da educação pública passa pela realização de concursos, pela garantia de vínculos estáveis e pela valorização dos profissionais que atuam nas unidades de ensino.

    Por fim, a inexistência de qualquer relação de Paes com as representações sindicais dos servidores, quando à frente da prefeitura carioca, demonstra enorme autoritarismo do candidato ao governo do Estado – especialmente com a direção do Sepe, a quem ele não recebe em audiência desde a sua primeira eleição, ainda em 2014. Muito diferente do atual governador interino, que já recebeu o sindicato por duas vezes em poucos meses, quando anunciou a recomposição salarial.

    Assim, Paes faz, agora, um discurso de “bom gestor” que se revela vazio de verdade diante do histórico de sua administração na Prefeitura. Sua gestão foi marcada por políticas de viés meritocrático aplicadas ao funcionalismo, sem que isso se traduzisse em melhoria efetiva dos serviços prestados à população carioca. Além disso, priorizou a terceirização em detrimento da realização de concursos públicos e promoveu o arrocho salarial dos servidores municipais.

  • Sepe realizará assembleia estatutária neste sábado, dia 27 de junho, no Club Municipal

    O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ), no uso de suas atribuições estatutárias e nos termos da legislação em vigor, convoca seus filiados em dia com suas obrigações sindicais para participarem da Assembleia Geral Estatutária, a ser realizada neste sábado, dia 27 de junho de 2026, às 10h, no Salão Nobre do Club Municipal, situado na Rua Haddock Lobo, nº 395, Tijuca, Rio de Janeiro/RJ. A assembleia terá como itens de pauta: discussão e deliberação acerca das regras para a criação de uma Comissão de Ética do sindicato; discussão e deliberação sobre aquisição de imóveis para o Sepe. O direito a voto será exclusivo aos profissionais de educação filiados ao sindicato, que deverão comprovar tal condição mediante apresentação de contracheque recente e documento oficial de identidade com foto.

    SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO (SEPE-RJ)

    Leia o edital publicado dia 20/06/2026 (edital com o acréscimo do item da discussão da compra de imóveis pelo Sepe);

    Leia primeiro edital publicado dia 03/06/2026.

  • Lula sanciona novo piso salarial para professores da Educação Básica

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou no dia 19/06 a lei nº 15.437/2026 que fixa o novo piso salarial para professores da educação básica de redes públicas.

    A Lei fixa o piso salarial em R$ 5.130,63 para o ano de 2026, em jornadas de até 40 horas, e muda a regra de cálculo para manter o ganho real nos próximos anos

    A medida fortalece a política do piso nacional e garante mais segurança na atualização salarial da categoria, respeitando o crescimento do Fundeb e assegurando planejamento para estados e municípios.

    A lei tem efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026, o que significa que as redes que não haviam aderido ao novo piso deverão pagar o que devem aos seus servidores.

    O Sepe está na luta para que o governo estadual do Rio de Janeiro cumpra a lei do piso nacional (Lei nº 11.738) e o implemente desde os níveis iniciais no Plano de Carreira do magistério. O sindicato ganhou uma ação na justiça do Rio de Janeiro, mas um recurso do governo do Estado de São Paulo e outras prefeituras no Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou a implementação do piso em nível nacional; o julgamento, iniciado ano passado, se encontra suspenso por pedido de vista de um dos ministros do Supremo. Até o momento, o placar é favorável ao pleito dos profissionais de educação (2X1). O Sepe recomenda à categoria para continuar mobilizada e pressionando o STF.

    O Piso Salarial Profissional Nacional representa uma conquista histórica da luta dos trabalhadores da educação no Brasil, na defesa da valorização de professores e funcionários.

    Esse valor é para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, para demais jornadas, o valor do piso salarial será proporcional. A legislação para o piso salarial também inclui profissionais que são contratados temporariamente.

    A atualização foi feita a partir de trocas feitas pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual o Sepe é filiado.

    REGRAS PARA O REAJUSTE ANUAL DO PISO

    Duas regras devem ser seguidas para determinar o percentual de reajuste, segundo a lei: o valor do piso nunca pode estar abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, e não pode ultrapassar a variação percentual da receita do Fundeb nos dois anos anteriores ao da atualização, incluindo as complementações da União.

    Isso significa a manutenção do ganho real dos profissionais da educação, sem perder sustentabilidade financeira para as redes de ensino. O Ministério da Educação deverá publicar, até o último dia útil do mês de janeiro, a memória de cálculo completa utilizada para a atualização do piso salarial, o que trará previsibilidade para os gestores na hora de considerar o reajuste no orçamento.

  • Tiroteio em Rio das Pedras expõe a dura realidade de profissionais e estudantes nas escolas de áreas de risco

    Operações policiais nesta terça-feira (23) em diversos bairros de Jacarepaguá focaram na guerra travada entre o tráfico de drogas e a milícia na disputa pelo controle do Rio das Pedras e áreas do seu entorno

    Ontem, dia 22 de junho, mais um tiroteio deixou em evidência uma situação que se repete diariamente em unidades escolares da rede municipal e estadual localizadas em áreas de risco. Desta vez, profissionais de educação e demais membros das comunidades escolares das escolas públicas localizadas na região do Rio das Pedras (Jacarepaguá) e do seu entorno denunciaram o fechamento das mesmas e o risco enfrentado por trabalhadores da educação e alunos por causa das ameaças de invasão e das balas perdidas.

    Os profissionais de educação das escolas no local reclamam que os conflitos na região têm se intensificado nas últimas semanas e, há alguns dias, vários profissionais chegaram a ficar presos dentro de uma escola em meio ao confronto entre traficantes e milicianos e o máximo que a secretaria de educação (SME RJ) fez foi mandar abrir a unidade  escolar com uma hora de atraso no dia seguinte.

    O Sepe participou de uma reportagem da TV Globo (Jornal Bom Dia Rio de hoje, 23/6) sobre o acirramento da guerra pelo controle do Rio das Pedras, alertando para o risco representado para a categoria, não só no aspecto físico, mas também no emocional, já que os profissionais atuam cotidianamente em verdadeiras áreas de guerra. O sindicato também lembrou das graves consequências pedagógicas para os alunos, que não conseguem dormir direito por causa dos tiroteios e ainda se arriscam, atravessando essas zonas de conflito para poderem chegar às escolas.

    O sindicato já reivindicou inúmeras vezes das Secretarias de Estado e municipal de Educação do Rio de Janeiro a criação de protocolos mais claros de segurança para tentar minorar as dúvidas e os temores das comunidades escolares em casos de ocorrência de conflitos. Também alertamos para o risco das operações policiais realizadas em horários de entrada ou de grande circulação de alunos a caminho das escolas nestes locais e o risco dos mesmos ou de profissionais de educação acabarem feridos ou mortos em meio à troca de tiros.

    Veja a matéria do Bom Dia Rio sobre o tiroteio com declaração da direção do Sepe.

  • Secretaria de Aposentados reuniu lideranças das regionais 1,3 e 4 em reunião da itinerância realizada no auditório do Sepe hoje (23/6)

    A Secretaria de Aposentados do Sepe realizou hoje, dia 23 de junho, a primeira reunião da itinerância que será promovida pela Secretaria, reunindo lideranças da capital e suas respectivas regionais para traçar estratégias de organização e da luta pela defesa dos aposentados e conquista de mais direitos.

    Hoje (23), a reunião foi realizada no auditório do Sepe e reuniu aposentados das regionais 1,3 e 4 da capital.

  • Sepe divulga lista de servidores que fizeram o recadastramento para o processo “Nova Escola Ativo 2002” e estão com pendências na documentação

    O Departamento Jurídico do Sepe convoca os servidores listados no arquivo anexado nesta matéria, que fizeram o recadastramento para o Processo Nova Escola Ativo 2002, no ano passado (online ou presencial), para entrarem em contato urgente com o setor do “Nova Escola” do sindicato. Os servidores em questão estão com pendências na documentação e precisam resolver a situação.

    ACESSE AQUI O PDF COM A LISTAGEM: lista nominal servidores

    O servidor citado na lista pode ligar para o número (21) 2195-0456 (das 10h às 17h30) ou comparecer na sede do sindicato (Rua Evaristo da Veiga, nº 55/7º andar, e procurar o setor “Nova Escola”.

    O prazo para entrar em contato com o Sepe e resolver as pendências foi prorrogado até esta sexta-feira, dia 26 de junho.

    Apenas os mencionados na listagem que consta no PDF anexado devem entrar em contato nesse momento.

  • Sepe convida para debate sobre gerencialismo e experimentos empresariais na educação

    O Sepe convida os profissionais de educação, estudantes e pesquisadores para uma mesa redonda sobre gerencialismo, gestão e experimentos empresariais na educação. O evento será realizado no próximo dia 26 de junho, às 16h, no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga 55 – 7º  andar).

    Participarão da mesa do evento os seguintes especialistas:

    Fernando Cássio — Professor da USP e autor de Pedagogia da incompetência: Negacionismo, evidências e experimentos empresariais na educação pública

    Jonatan Martins — Professor da UFRJ

    Marta Moraes – Representante do SEPE-RJ no GT do ensino médio do FEERJ

    Atividade é aberta ao público aberta e gratuita e haverá certificado de participação.