Categoria: Todas

  • TJRJ reconheceu direito de redução da carga horária para acompanhamento de tratamento de filho menor com Transtorno de Espectro Autista (TEA)

    Com base em decisão proferida em fevereiro deste ano pela 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reconhecendo o direito à redução de carga horária de trabalho para conciliação da mesma com as terapias e consultas médicas necessárias ao desenvolvimento do filho de uma profissional de educação com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Sepe RJ, por meio do seu Departamento Jurídico (DJ), levanta uma questão importante para aqueles(as) profissionais pais ou responsáveis por menores com a mesma condição sobre o direito à jornada de trabalho reduzida, sem diminuição da remuneração, para o acompanhamento do tratamento de seus filhos.

    O DJ do Sepe chama a atenção da categoria para este direito para conciliação com acompanhamento de terapias e consultas médicas necessárias. Para tanto, a Constituição Federal, em seu artigo 227, parágrafo 1º, diz que é garantida a proteção, com absoluta prioridade, à criança e ao adolescente, em especial aqueles com deficiência.

    O Jurídico do sindicato lembra que é importante sublinhar que a pessoa com Espectro Autista é considerado, para todos os efeitos legais, pessoa com deficiência, nos termos do parágrafo 2º do artigo 1º da Lei nº 123.764/2021, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.

    No âmbito da Rede da Capital, a redução de 50% da carga horária de trabalho do servidor municipal está expressamente prevista pelo artigo 177, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro e pelo artigo 1º da Resolução CVL 166/193, que diz o seguinte: “são assegurados aos servidores públicos do Município: redução de 50% da carga horária de trabalho do servidor municipal, responsável legal, por decisão judicial com deficiência ou de patologia que levem à incapacidade temporária ou permanente”.

    O DJ destaca que, mesmo que não houvesse no município do Rio de Janeiro previsão legal do benefício, o Supremo Tribunal Federal, em julgamento do Recurso Extraordinário nº 1.237.867, com repercussão geral reconhecida, firmou entendimento no sentido da possibilidade de redução da jornada de trabalho do servidor público que tenha filho dependente com deficiência, aplicando em caso de omissão legislativa, por analogia, a Lei nº 8.112/1900 (Tema 1097), cumprindo ao poder público facilitar e incentivar a adoção de todas as medidas necessárias para garantir a efetivação desses direitos fundamentais em favor da pessoa com deficiência e sua família.

    O DJ também lembra que o próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já se manifestou em algumas ocasiões de forma favorável à concessão do benefício da redução de carga horária em casos deste tipo.

    O Departamento Jurídico do Sepe se coloca à disposição da categoria para assegurar a possibilidade de reivindicação da redução da carga horária para estes tipos de caso de acompanhamento de menores diagnosticados com TEA.

  • Pesquisa Vox Populi comprova reconhecimento dos sindicatos pelos trabalhadores brasileiros

    O Instituto Vox Populi anunciou o resultado de uma pesquisa nacional, mostrando que os sindicatos continuam sendo vistos como instrumentos centrais na defesa dos direitos dos trabalhadores no Brasil. Segundo o Vox Populi, 68% dos trabalhadores consideram os sindicatos como importantes ou muito para garantir melhores condições de trabalho e para proteger conquistas das categorias.

    O estudo integra a pesquisa “O Trabalho e o Brasil”, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Fundação Perseu Abramo, com apoio técnico do Dieese e do Fórum das Centrais Sindicais. Ao todo, foram ouvidos 3.850 trabalhadores de diferentes perfis, incluindo empregados com e sem carteira assinada, servidores públicos, autônomos, trabalhadores por aplicativo, desempregados e aposentados.

    Entre os principais papéis atribuídos aos sindicatos pelos entrevistados estão:  a melhoria de salários e condições de trabalho; defesa de direitos; melhoria das condições de vida; e a mediação entre trabalhadores e empresas.

    Estes dados indicam que, apesar das transformações no mundo do trabalho e da queda nas taxas de sindicalização nos últimos anos, a percepção social sobre a relevância das entidades permanece positiva.

    A pesquisa também mostrou que 14,6% dos entrevistados afirmam que, com certeza, se filiariam a um sindicato e 35,9% consideram possível filiar-se a uma entidade. Entre os autônomos e os empreendedores, 49,6% defendem ter um sindicato próprio, ainda que a legislação brasileira limite a organização sindical a categorias formais e profissionais liberais.

    Os dados da pesquisa do Vox Populi se apresentam num momento em que temos assistido a uma série de investidas de políticos ligados aos partidos conservadores e de extrema direita contra os direitos dos trabalhadores em diversos países do mundo. Agora mesmo, tivemos o exemplo do perigo destes ataques com a aprovação da Reforma Trabalhista na Argentina, aprovada pelos deputados e senadores que ataca e destrói uma série de direitos conquistados ao longo dos anos com muita luta, propondo uma série de mudanças na leis, tais como: flexibilização das férias, limitação de greves em serviços essenciais, jornadas que podem chegar a 12 horas diárias sem hora extra, fim de multas por falta de registro, entre outros absurdos.

    Aqui no Brasil, temos a tramitação do projeto de Reforma Administrativa que ataca os direitos dos servidores públicos e abre as portas para a privatização dos serviços públicos no país. No Rio de Janeiro, os governos estadual e municipais também investem presado para dificultar a vida dos profissionais de educação das redes estadual e municipais.

    Por isso, os sindicatos continuam sendo uma ferramenta de importância fundamental para organizar a luta e mobilizar as categorias nos setores público e privado contra os avanços do neoliberalismo e da extrema direita e suas políticas de terra arrasada contra os direitos dos trabalhadores, tanto do serviço público como da iniciativa privada.

     

  • Juiz determina que prefeitura do Rio se manifeste sobre a execução da sentença do Sepe na ação do piso nacional aos PAEIs

    No dia 12 de fevereiro, com o pedido de execução do Sepe na Ação Civil Pública (ACP) do Piso Nacional do Magistério para os Professores Adjuntos de Educação Infantil (PAEIS) e a concordância do MP, o juiz em exercício da 03ª Vara de Fazenda Pública – onde tramita o processo do sindicato -, Wladimir Hungria, determinou que a prefeitura do Rio se pronuncie sobre a execução da ação do Sepe na Justiça que requer o pagamento do isso nacional do magistério para os professores adjuntos de Educação Infantil. Leia o despacho proferido pelo magistrado:

    “(…) Informamos que o município-réu será intimado, nos termos da legislação processual civil, a se manifestar sobre o pedido de Execução da Sentença, que determinou a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério aos PAEIs, bem como dos valores devidos, conforme requerido pelo SEPE-RJ”.

    Já a promotora Rosana Barbosa Cipriano de Souza, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, em 3 de janeiro, manifestou concordância com a petição do Sepe no mesmo processo. Com isso, a promotora, em sua petição, informou: “(…) nada tem a opor quanto ao requerimento feito pela parte autora (Sepe), de intimação do Município do Rio de Janeiro, para que promova o cumprimento da sentença”.

    O Sepe irá informar à categoria, em especial às PAEIs, em nosso site e redes sociais, sobre o andamento do processo. O sindicato continua atento e na luta para garantir os direitos dos professores adjuntos de Educação Infantil das escolas municipais do Rio Janeiro e para obrigar o prefeito Eduardo Paes a cumprir a lei e o que foi determinado pela Justiça.

    A seguir, disponibilizamos as cópias dos documentos dos pedidos do Sepe ao MP e ao TJ para que a prefeitura cumpra a determinação do Piso Nacional para as PAEIs.

    Despacho do juiz em favor do Sepe

    Manifestação do MP ao pedido do Sepe

  • Sobre o descongelamento dos 583 dias da pandemia e o pagamento do piso dos PAEIs

    Diante do silêncio da prefeitura do Rio de Janeiro sobre o cumprimento da lei que que descongelou o pagamento, retroativo, dos direitos remuneratórios de servidores públicos que ficaram congelados por 583 dias, durante a pandemia de Covid-19, o Sepe esteve na SME e no RH da prefeitura nesta sexta-feira (20/02) para conseguir informações oficiais – ainda sobre o descongelamento, o sindicato também buscou informações sobre a veracidade de mensagens que vêm circulando nas redes sociais, orientando a abertura de protocolos individuais nas CREs, com suposto prazo limite até 25/02.

    Dessa forma, foram realizadas as seguintes diligências:

    RH da SME: no setor de Recursos Humanos, foi informado que não há qualquer procedimento previsto neste momento sobre o descongelamento, uma vez que a lei ainda depende de regulamentação, segundo aquele órgão da prefeitura. Ainda de acordo com o setor, diversos protocolos individuais têm sido apresentados, porém sem regulamentação eles tendem a retornar ou permanecer parados. Dessa forma, a Coordenação Geral do Sepe protocolou requerimento solicitando o posicionamento oficial sobre as postagens que circulam nas redes e sobre qual é, de fato, a orientação da prefeitura.

    RH da Prefeitura: a responsável pelo setor confirmou não existir orientação oficial quanto à abertura de protocolo individual ou qualquer prazo limite. Reforçou ainda que se trata de direito de natureza coletiva, cuja implementação depende de informações que estão sob responsabilidade da própria prefeitura. O Sepe também registrou uma manifestação na Ouvidoria, com o mesmo teor do protocolo, para garantir uma resposta oficial por escrito.

    O SEPE ALERTA A CATEGORIA

    Até o momento, não há regulamentação da lei, nem orientação oficial que justifiquem a feitura de protocolos individuais. A nossa pressão agora deve se concentrar sobre o Executivo e o Legislativo, para que:

    – A lei seja imediatamente regulamentada;

    – O descongelamento dos 583 dias seja efetivado;

    – O pagamento do piso nacional dos PAEIs seja garantido – atenção, sobre a ação do Sepe, a Justiça acaba de intimar a prefeitura a se manifestar sobre o pedido de Execução da sentença, que determinou a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério aos PAEIs, bem como dos valores devidos, conforme requerido pelo Sepe. O sindicato irá fazer uma nota sobre esse tema.

    – Os direitos sejam concedidos de forma automática e coletiva, sem impor entraves burocráticos à categoria.

  • Nota de solidariedade à greve geral na Argentina contra a reforma trabalhista de Milei

    Os educadores brasileiros se solidarizam com a Greve Geral convocada pelos trabalhadores argentinos contra a Reforma Trabalhista de Javier Milei, realizada no dia 19 de fevereiro e criticam o Congresso da nação portenha pela aprovação deste projeto que ataca e destrói uma série de direitos conquistados ao longo dos anos com muita luta.

    Nós, os profissionais de educação das escolas públicas do Rio de Janeiro, manifestamos nosso firme apoio à Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e entidades representativas da classe trabalhadora na Argentina, em resistência à proposta de Reforma Trabalhista já aprovada pelo Senado na semana passada e pela Câmara dos Deputados na madrugada desta sexta-feira (20). A aprovação aconteceu apesar da intensa luta dos trabalhadores argentinos que paralisaram o país ontem com uma forte greve geral. O projeto, agora, voltará a ser examinado no Senado depois da aprovação dos deputados por 135 votos a favor e 115 contrários.

    A expectativa do governo é que a proposta seja votada e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Tal projeto representa um grave retrocesso, pois retira direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora, fragilizando condições de trabalho, proteção social e dignidade.

    Veja os principais pontos da reforma proposta por Milei:

    . Flexibilização das férias (mínimo de 7 dias);

    . Greves em serviços essenciais limitadas (50%–75% em atividade), fator que pode limitar o poder de paralisação dos trabalhadores;

    . Período de experiência ampliado (até 6–12 meses), com redução nas indenizações;

    . Jornada pode chegar a 12h diárias sem hora extra (com compensação);

    . Acordos locais passam a valer mais que convenções nacionais; Indenizações menores e possibilidade de parcelamento no pagamento das rescisões; Salários mais flexíveis (inclusive por mérito/produtividade);

    . Fim de multas por falta de registro e nova regularização;

    .Apps: cria “colaborador independente” sem vínculo formal;

    . Bloqueios sindicais podem gerar demissão por justa causa.

    Reafirmamos nossa solidariedade internacionalista às organizações sindicais argentinas e, em especial, à Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina (CTERA), à Federación Nacional de Docentes Universitarios (CONADU), ao Sindicato Argentino de Docentes Privados (SADOP) e à Confederación de Educadores Argentinos (CEA), que se somam à luta em defesa da educação pública, dos direitos dos/as educadores/as e da justiça social.

    A luta dos trabalhadores argentinos é também a luta de todos nós: pela preservação de direitos, pela valorização do trabalho e pela construção de sociedades mais justas e democráticas. Abaixo toda e qualquer proposta fiscalista de reforma, que colocam o capital acima dos direitos da classe trabalhadora!

    Todo apoio à Greve Geral na Argentina!

    Nenhum direito a menos!

  • Porto Alegre será o palco da 1ª Conferência Internacional Antifascista de 26 a 29 de março

    De 26 a 29 de março, realiza-se em Porto Alegre (RS) a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O objetivo do evento é o de reunir movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB, MST) para debater o combate ao avanço do fascismo, do imperialismo e das opressões, em busca de uma articulação da resistência internacional contra a ofensiva do extremismo de direita que vem assolando diversos países nos cinco continentes.

    Durante os quatro dias do evento, serão discutidos temas como neoliberalismo, educação, opressão racial/feminina e soberania dos povos em plenárias, mesas de debate, oficinas e atividades autogestionadas. Também está prevista a realização de uma marcha dos participantes a ser realizada nas ruas de Porto Alegre.

    A organização da Conferência, com caráter de construção coletiva, está composta inicialmente pelos partidos políticos PSOL, PT, PCdoB e por entidades representativas dos trabalhadores, como o Centro de Professores do Rio Grande do Sul (CPERS), Sindicato Intermunicipal de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul (ADUFRGS) e MST.

    O Sepe RJ enviará uma delegação para participar do evento. 

    Mais informações sobre o evento podem ser encontradas pelo site: http://www.antifas.2026.org

     

     

     

     

     

     

  • Comunicado: linhas telefônicas do Sepe sem funcionamento nesta sexta-feira (20/2)

    O Sepe informa que as linhas telefônicas que compõem a mesa do sindicato se encontram sem funcionar desde ontem, quinta-feira (19). Nesta sexta-feira (20), o problema continua impossibilitando o recebimento e a realização das chamadas.
    Informamos que o reparo já foi solicitado e aguardamos a regularização no mais breve tempo possível do nosso sistema de telefonia.

  • Moção de solidariedade a José Maria de Almeida (Zé Maria): Contra a criminalização das vozes em defesa do povo palestino

    O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) vem a público manifestar sua mais firme solidariedade ao companheiro José Maria de Almeida (Zé Maria), dirigente político e militante histórico das lutas da classe trabalhadora, que está sendo processado pela Confederação Israelita Brasileira (CONIB) por causa de declarações realizadas em ato público de solidariedade ao povo palestino.

    O processo movido contra Zé Maria representa um grave ataque à liberdade de expressão e à liberdade de organização política. Trata-se de uma tentativa de criminalizar posicionamentos políticos que denunciam a opressão sofrida pelo povo palestino e criticam as ações do Estado de Israel. Reafirmamos que crítica ao sionismo, enquanto projeto político de Estado, não pode ser confundida com antissemitismo. Combatemos toda forma de racismo e preconceito, inclusive o antissemitismo, mas não aceitaremos que essa justa luta seja instrumentalizada para silenciar vozes críticas.

    A perseguição judicial contra militantes que se posicionam em defesa dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos constitui precedente perigoso para todos os movimentos sociais, sindicatos e organizações populares. Se hoje buscam calar Zé Maria, amanhã poderão tentar calar professores, estudantes e trabalhadores que se levantem contra injustiças.

    O Sepe-RJ reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de manifestação, com a solidariedade internacional entre os povos e com a defesa intransigente dos direitos democráticos. Exigimos o fim da criminalização das vozes solidárias à Palestina e expressamos nosso apoio irrestrito ao companheiro Zé Maria.

     

    Nenhuma perseguição política!

    Em defesa da liberdade de expressão e da solidariedade entre os povos!

     

    Direção do SEPE-RJ

  • Genro da Secretária de Educação Roberta Barreto tem nome envolvido no escândalo das obras superfaturadas em escolas estaduais

    O RJ TV2, da TV Globo noticiou, nos dias 12 e 13 de fevereiro de fevereiro, mais uma série de denúncias envolvendo a SEEDUC no escândalo da contratação de empresas de fachada para a realização de obras superfaturadas nas escolas estaduais, através do Sistema Descentralizado de Pagamentos que contratou empresas de construção civil e reformas que participaram e concorrem nos processos licitatórios, entre elas algumas que possuem o mesmo dono, endereço, consultor e engenheiro.

    Segundo a TV Globo, uma figura importante nos bastidores da Secretaria, apesar de não trabalhar lá oficialmente, é o bombeiro Yurie Lopes Fonseca Ormond Andre, genro da secretária Roberta Barreto. Yurie é apontado em investigação deputado Flávio Serafini (PSOL), da Comissão de Educação e Cultura da ALERJ, como uma espécie de chefe de gabinete que não ocupou formalmente o cargo na SEEDUC.

    Além do genro de Roberta Barreto, outro bombeiro também participou do esquema: o capitão bombeiro Marcelo da Silva Reis, que assina como responsável por 14 empresas que realizaram obras em colégios da rede estadual. Estas firmas sob a responsabilidade do oficial possuem os mesmos endereço, dono, consultor e engenheiro e que abocanharam milhões de reais nas obras realizadas através do Sistema Descentralizado de Pagamento que recebeu R$ 1 bilhão de reais nos últimos dois anos.

    O Sepe espera o prosseguimento desta e outras muitas investigações envolvendo a gestão da secretária Roberta Barreto à frente da SEEDUC. Não é admissível que num momento grave como estamos vivendo, no qual os servidores do estado penam há mais de três anos sem reajuste e recomposição salarial e no qual as escolas estaduais e os profissionais que nelas trabalham têm que luta no seu dia a dia contra a fatal condições de trabalho, o órgão responsável pelo planejamento e gestão do sistema estadual de ensino funcione como um balcão de negócios à margem da lei e da sociedade e ninguém seja penalizado por isso.

    Veja as reportagens completas do RJ TV2 pelos links abaixo:

    12 de fevereiro:

    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj2/video/edicao-de-12022026-14342564.ghtml

    13 de fevereiro:

    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj2/video/edicao-de-13022026-14346532.ghtml

  • Sepe denunciou ao MP os graves problemas decorrentes da implementação do Novo Diário de Classe Eletrônico pela SEEDUC

    O Sepe informa à categoria que provocou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no dia 11/02, a respeito da Resolução 6424/2026 (lançamentos no Novo Diário de Classe Eletrônico), com a seguinte REPRESENTAÇÃO:

    “O Sepe entende que referida Resolução e demais atos normativos a ela vinculados violam a legalidade, a juridicidade e, sobretudo, a gestão democrática do ensino, princípio fundamental constitucional (…), motivo que nos leva a oferecer a presente Representação, pelo que solicitamos audiência para data o mais breve possível com a Promotoria responsável, aguardando confirmação e contando com a boa parceria sempre presente com este órgão em defesa da educação pública de qualidade do Estado do Rio de Janeiro”.

    Informamos que o Sepe oficiou a SEEDUC para a realização de audiência, em caráter urgente, para tratar das pautas pedagógicas, incluindo a questão do Diário online.

    Com respeito às pressões sobre os professores da rede estadual em relação às determinações contidas na resolução, o Sepe traz como orientações preliminares à categoria:

    1- Como medida preventiva e de forma a assegurar os direitos da categoria, o corpo docente deve reivindicar que sejam realizadas, urgentemente, reuniões com a direção da escola e o Conselho Escolar, e que se registre em ata o fato de a unidade escolar não possuir estrutura viável, como internet e computadores, em cada sala, para a realização do preenchimento do diário virtual. Importante: os professores participantes da reunião com a direção devem obter uma cópia da ata.

    2- O(a) professor(a) deverá redigir um documento pessoal sobre as condições estruturais da escola, para ser apresentado à direção, com o respectivo recibo de recebimento, e cópia pessoal. A seguir, uma sugestão de texto:

    À Direção do Colégio Estadual ____

    Pelo presente instrumento, eu, ______, abaixo-assinado(a), Prof. Doc I/II, XXh, ID Funcional________, solicito à direção que seja encaminhado à Secretaria de Educação o pedido de informação de como serão feitos os lançamentos no Diário online na unidade escolar da minha lotação, que não dispõe dos recursos tecnológicos necessários (computadores, Internet etc), em cada sala. Informo que estarei aguardando resposta com as devidas orientações, de forma oficial, para que possa cumprir as determinações contidas na resolução 6424/2026, pois não disponho de recursos pessoais para efetivar os lançamentos.

    3- O sindicato orienta os(as) professores(as) a informarem, no formulário eletrônico do Sepe, o tipo de estrutura disponível (conexão de internet, computadores, redes etc) – o formulário servirá para que o Sepe tenha mais informações para apresentar à SEEDUC e ao MP – acesse aqui o formulário do Sepe.