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  • Fim da escala 6X1: Proposta de PEC é enviada para discussão na CCJ da Câmara dos Deputados

    Nesta segunda-feira, dia 9 de fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS – PB) enviou para discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da escala 6X1 (aquela em que que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso). A CCJ é a comissão especial do Congresso que analisa a constitucionalidade das propostas para serem enviadas à votação e, para ser aprovada por ela, a proposta que diminui a carga horária semanal dos trabalhadores brasileiros precisa de maioria simples.

    Após a análise da CCJ, a proposta será enviada para uma comissão especial, instituída por Motta, que tem prazo de 40 sessões plenárias para analisar o projeto. Durante a tramitação por esta comissão podem ser apresentadas emendas ao texto a ser levado ao plenário.

    No plenário, serão precisos 2/3 dos votos (308) dos deputados em dois turnos. Aprovada pelos deputados, a PEC vai para o Senado, onde passará por toda a tramitação novamente. Em caso de aprovação sem alteração substancial, ela é promulgada. No caso de alguma alteração substancial pelos senadores ela volta para análise na Câmara dos Deputados.

    Motta disse que a proposta enviada para a CCJ uniu os textos da proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) junto com o PL do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) numa PEC só. A ideia é de limitar o horário da jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. O governo federal quer apresentar um Projeto de Lei com urgência constitucional (45 dias para análise de cada uma das casas) para poder ter uma tramitação que permita a análise do fim da escala 6X1 ainda no primeiro semestre deste ano.

    O Sepe continuará acompanhando a tramitação dos projetos que propõem a redução da jornada de trabalho com o fim a escola 6X1 e convoca a categoria a ficar atenta e mobilizada para pressionar os políticos a fazerem justiça com a aprovação desta medida.

     

     

     

  • Nota de pesar: professora Amanda Guerra de Carvalho

    A Professora Amanda Guerra de Carvalho, do Colégio Estadual Paulo de Frontin, faleceu nesta segunda-feira, dia 9 – toda nossa solidariedade aos familiares e amigos

    É com imenso pesar que o Sepe comunica o falecimento, nesta segunda-feira (09), da professora Amanda Guerra de Carvalho.

    Ela trabalhava no Colégio Estadual Paulo de Frontin, na Tijuca.

    O velório será nesta terça-feira (10), a partir de 13h, no Cemitério São Francisco Xavier – Rua Monsenhor Manuel Gomes, nº 155 (Caju), Capela H.

    O sepultamento será às 15h45.

    O Sepe se solidariza com os familiares e amigos – professora Amanda, presente!

  • Profissionais do estado denunciam assédio para que preencham o diário online da SEEDUC

    O Sepe tem recebido uma série de denúncias de profissionais da rede estadual sobre o assédio sofrido para que eles preencham diário online implementado pela @seeducrj sem o oferecimento de ferramentas técnicas e suporte tecnológico para que a categoria possa lançar notas, presenças e faltas no mesmo. Segundo as queixas enviadas pelo sindicato, a pressão pelo preenchimento parte das direções das unidades escolares que, por sua vez, também são pressionadas pelas Diretorias Regionais Metropolitanas.

    Desde o ano passado o sistema Conexão tem sofrido com instabilidades, tendo ficado fora do ar diversos dias, inclusive, durante o período de lançamento de notas. Como acessar o sistema e obrigar o professor a lançar se ele permanece fora do ar em diversas ocasiões?

    O sindicato está entrando em contato com a SEEDUC para questionar a pressão sobre a categoria e verificar que tipo de critério foi utilizado pelo órgão para a implementação de mais uma ferramenta para uso diário dos profissionais nas escolas sem o devido suporte tecnológico e condições técnicas para sua utilização. O Sepe também vai lembrar que os professores já lançam suas notas pelo sistema do Conexão 3.0 e que com a implementação do novo diário online temos uma duplicidade de funções, que sobrecarrega ainda mais a categoria. O Sepe lembra também, que apenas cinco dias para o professor fazer correção no sistema é muito pouco e isto aumenta a pressão sobre os profissionais que já enfrentam a sobrecarga de trabalho nas escolas.

  • SAE convoca para plenária online nesta terça-feira (dia 10/2)

    A Secretaria de Assuntos Educacionais (SAE) convoca os profissionais de educação para a plenária online, que será realizada nesta terça-feira, 10/02, às 18h30. Na pauta da plenária estão destacados os seguintes assuntos: informes gerais; levantamento das demandas (diário online, contratos e GLPs, produtividade, 1 matrícula 1 escola; encaminhamentos; objetivar a pauta; organizar levantamento de casos e enquetes para subsidiar as discussões com a SEEDUC; solicitação de audiência.

    Ingresso pelo Zoom:

    https://us02web.zoom.us/j/89949363196…

    ID da reunião: 899 493 631 96

    Senha: 511300

  • SEEDUC tem que responder sobre escândalo envolvendo gastos milionários com reformas nas unidades escolares

    Em mais um escândalo envolvendo a SEEDUC, a TV Globo veiculou matéria no RJ TV2, no dia 05 de fevereiro, mostrando a total falta de fiscalização e controle dos gastos no órgão, envolvendo contratações de empresas, muitas delas com endereços fantasmas, para execução de obras em escolas a preços superfaturados e, em alguns casos, que nem chegaram a ser executadas em sua totalidade.

    Veja a matéria do RJTV2

    A matéria mostra como a Secretaria vem se utilizando das Associações de Apoio à Escola (AAEs), um sistema criado para agilizar compras emergenciais nas unidades escolares e para a realização de pequenos reparos, para pressionar as direções a fazerem uso de empresas previamente escolhidas e a um custo muito alto. Esta ação virou alvo de denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por suspeitas de falta de transparência e de controle dos gastos.

    Segundo apuração do RJ2, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) passou a usar o sistema também para grandes obras estruturais, prática que aumentou em muito o volume de recursos utilizados, como ocorreu nos anos de 2024 e 2025, quando foram gastos R$ 630 milhões e R$ 513 milhões respectivamente. Só para ter uma amostra comparativa, no ano de 2018, estes gastos foram de R$ 58,6 milhões.

    A Globo mostrou como exemplo do problema das contratações de empresas de fachada para obras nas escolas uma com endereço registrado numa casa em Quintino: A Flademma, com endereço registrado na Receita Federal naquele local. Seu dono, Anderson José da Silva Monteiro, chegou a receber auxílio emergencial durante a pandemia e não soube explicar por que a sua firma funcionava naquele local sem condições mínimas de habitabilidade, quanto mais de sediar uma empreiteira ou firma de engenharia. A empresa foi aberta em outubro de 2023 e começou a prestar serviços à Secretaria naquele ano. A partir de 2023, a Flademma foi escolhida em pelo menos nove processos de reforma em colégios estaduais e recebeu um total de R$ 7,7 milhões.

    A matéria identificou 23 empresas que participaram de cotações e obras em escolas estaduais, dessas. Dentre todas, 14 tem donos que já receberam auxílio emergencial.

    Deputado Flávio Serafini denunciou o problema para o MP e para o TCE

    O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), autor de uma denúncia enviada para o MPE e o TCE, que aparece na matéria da TV Globo, revelou que um levantamento realizado pelo seu gabinete estima que os repasses da Secretaria de Educação para as Associações de Apoio à Escola (AAEs), responsáveis pelo pagamento das reformas, pularam dos R$ 58,6 milhões em 2018 para R$ 630 milhões em 2024 e R$ 513 milhões em 2025. Segundo o deputado, que é também da Comissão de Educação da ALERJ, são mais de R$ 1 bilhão em gastos nestas obras somente nos últimos dois anos.

    Em sua denúncia aos órgãos fiscalizadores do estado, o deputado apresentou a suspeita de utilização de empresas de fachada e de superfaturamento de obras. Ele revela, que a Secretaria estaria pressionando as direções das unidades escolares para contratação deste tipo de empresa, sem transparência e sob o disfarce da descentralização orçamentária. E a coisa só piora, quando ele afirma que as “reformas” não correspondem ao que está previsto nos memoriais descritivos e que estariam sendo utilizados materiais de baixa qualidade.

    A reportagem confirmou a pressão da SEEDUC sobre as direções das escolas com o depoimento de uma diretora que afirmou que a cúpula do órgão passou a concentrar as cotações de preços ao invés de deixar a tarefa com a direção das unidades. Ela disse que a qualidade das obras caiu, enquanto o número de intervenções aumentou sem motivo aparente.

    Enquanto os gastos crescem de forma exponencial, o seu valor exato não é divulgado no Sistema Integrado de Gestão Orçamentária do governo do Estado. Isto impede saber o quanto cada empresa recebeu no total.

    Em sua denúncia enviada para o Ministério Público, Serafini afirma que a SEEDUC descumpre as determinações da Lei Estadual 3067/1998, que instituiu o regime de autonomia administrativa e financeira das unidades da rede estadual, conferindo às AAEs, entre outras atribuições, a responsabilidade pela execução de pequenos reparos e intervenções emergenciais nas escolas. Segundo Serafini, a SEEDUC vem passando à frente das AAEs e impondo às escolas a execução de obras de grande vulto financeiro que extrapolam em muito o conceito de pequenos reparos ou intervenção emergencial.

    Como exemplo de casos concretos do descumprimento da lei e das irregularidades no processo, ele cita na denúncia algumas obras realizadas em escolas que são um verdadeiro escândalo e pedem investigação criminal. Um deles, com base em denúncias da comunidade escolar é a contratação para a reforma de um muro e do calçamento de uma escola, com valores de R$3,8 milhões, da empresa Resolve Soluções de Engenharia. Uma diligência realizada na unidade, constatou que o muro tem metade de sua extensão composta por grades metálicas reaproveitada da estrutura anterior e não houve demolição integral do muro preexistente, tampouco sua reconstrução total, mas somente intervenções pontuais de reforma incompatíveis com o valor gasto com a suposta reforma.

    Com base em exemplos como este, o deputado solicitou ao MPE a instauração de um inquérito e a realização de busca de apreensão de documentos. Além disso ele também pediu uma auditoria independente e suspensão cautelar dos contratos de obras, encaminhamento ao MPF, TCER RJ e CGE-RJ, além de auditoria patrimonial dos agentes públicos citados e garantia de proteção às direções escolares para prevenção de represálias.

    Diante da gravidade de mais esta denúncia contra a gestão da secretária de Estado de Educação Roberta Barreto, o Sepe exige das autoridades competentes e do governo estadual as medidas cabíveis para investigar, apurar e punir todos os envolvidos em mais um escândalo envolvendo a Secretaria de Educação.

    Como temos visto nos últimos anos, a SEEDUC tem sido alvo de várias denúncias de irregularidades no trato da coisa pública que partiram de órgãos como o MP e o TCE sobre gastos superfaturados em compras de materiais e equipamentos com dispensa de licitação como aquisição de livros paradidáticos, kits de robótica, aluguel da nova sede do órgão entre outras transações envolvendo milhões de reais. E, até agora, o governo estadual nada fez para apurar e punir os responsáveis pelas irregularidades apontadas pelos órgãos de controle do Estado.

    O sindicato entende que a não responsabilização e a não punição dos envolvidos nessas atividades que ultrapassam o bom senso e a legalidade indispensáveis ao trato da coisa pública não pode continuar, enquanto os profissionais da rede estadual sofrem com salários defasados e as unidades escolares não funcionam por conta da falta de condições de infraestrutura.

  • Informe do Jurídico sobre pagamento da gratificação Nova Escola 2005

    Direção do Sepe na PGE em outubro de 2025, durante assinatura do acordo que permitiu o pagamento dos profissionais referente à ação do Nova Escola 2005.

    O Departamento Jurídico informa aos profissionais de educação que foi realizado este mês o pagamento referente ao acordo relacionado à gratificação Nova Escola 2005, discutida no mandado de segurança interposto em 2005 contra descontos pretendidos pelo Estado. Isso ocorreu diante do atraso na avaliação da gratificação Nova Escola para pagamento no ano de 2005, quando o Estado tratou de reaver valores por meio de descontos sucessivos nos contracheques dos servidores que tiveram queda na avaliação das suas escolas. O acordo foi assinado no final do ano passado com a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGERJ), por meio da Procuradoria de Pessoal e da Câmara Administrativa de Solução de Controvérsias (CASC), onde assinou um Termo de Autocomposição.

    Todos os profissionais de educação que foram descontados na época e que estejam vinculados a folha de pagamento receberam a quantia por meio de folha suplementar na presente data, seja servidor ativo do Estado ou inativo vinculado ao Rioprevidência.

    Os servidores que se desvincularam da folha por motivos diversos deverão procurar o sindicato para tratar do pagamento através de comunicação junto aos autos do processo.

    SAIBA MAIS
    Nova Escola 2005: Quem tem direito

  • Assembleia da rede estadual (híbrida) no dia 07/3 terá parte presencial no auditório do Sepe

    O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a assembleia geral híbrida, que será realizada no sábado, dia 07 de março, às 10h, com a parte presencial na sede do SEPE-RJ (Evaristo da Veiga, 55, 7 andar – Auditório Marco Tulio Paolino). As inscrições para o formato online podem ser feitas pelo link abaixo:
    https://redeestadual.seperj.info

    A assembleia irá discutir a luta deste ano na rede estadual em defesa dos salários e da aposentadoria, após três anos sem nenhum tipo de reajuste e com perdas acumuladas que exigiriam 56,22% de reajuste nos salários para repor nosso poder de compra, corroído pela inflação, segundo o Sepe/Dieese.

    O governador Cláudio Castro vai concluindo o mandato com congelamento de salários e muito sofrimento do funcionalismo e da educação estadual. Nem as duas parcelas restantes da recomposição salarial, fruto de um acordo com a ALERJ e que deveriam ter sido pagas em fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024 o governador pagou.

    O piso do magistério também não é cumprido, fazendo com que recebamos um dos piores salários do País. Chegando ao ponto de parte da categoria – funcionários e professores – iniciarem 2026 recebendo vencimentos-base menores do que o salário mínimo.

    Para piorar, na gestão de Castro, o Rioprevidência conseguiu aplicar quase R$ 1 bilhão no Banco Master, um banco falido, sendo o segundo estado do País com mais investimentos neste banco, o que já rendeu a prisão do ex-presidente do instituto. É preciso defender nossa aposentadoria, ameaçada por operações como esta e por saques aprovados pela Alerj.

    No dia 7, participe da assembleia da rede estadual. Vamos à luta em defesa dos nossos salários e da aposentadoria.

    Faça o download do boletim do Sepe para a rede estadual

  • Estudo do Sepe Dieese mostra que salários do Estado mantém apenas 64,37% do poder de compra em relação ao mês de julho de 2014

    O gráfico permite visualizar a evolução do salário real no período considerado. O salário real indica o patamar em que se encontra o poder de compra dos salários da categoria em relação ao estipulado na data-base anterior, considerando-se os dois deflatores utilizados.

    O Sepe Dieese divulgou um novo relatório com o comportamento dos salários dos profissionais da rede estadual de 2014 a 2025. O estudo aponta que os salários em 31 de dezembro do ano passado manteriam apenas 64,37% do poder de compra de 1º de julho de 2014. Segundo o levantamento do órgão, para que os salários da categoria retornassem ao mesmo poder de compras de 1º de julho de 2014 seria necessário um reajuste sobre os salários de dezembro de 2025 de 55,36% (INPC-IBGE) E DE 56,22% (IPCA-IBGE).

    De acordo com o Dieese, no período de 1º de julho de 2014 a 31 de dezembro de 2025, o INPC-IBE e o IPCA-IBGE apresentaram uma variação de respectivamente 85,99% e 87,03%, enquanto os salários, no mesmo período, foram reajustados em 19,72% (13,05% em fevereiro de 2022 e 5,9% em janeiro de 2023).

    Há três sem qualquer reajuste salarial, os servidores do estado, incluídos os profissionais das escolas estaduais, veem a cada dia seus salários serem corroídos pela inflação, enquanto o governador Cláudio Castro nada faz para minorar o sofrimento do funcionalismo. Nem as duas parcelas restantes da recomposição salarial, fruto de um acordo com a ALERJ e que deveriam ter sido pagas em fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024 o governador pagou.

    O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a assembleia geral, que será realizada no dia 07 de março, com a parte presencial no auditório do Sepe, a partir das 10h, para que possamos discutir a mobilização e as estratégias para obrigar o governador a pagar o restante da recomposição de 2017 a 2021 e a conceder a valorização da categoria, concedendo um reajuste capaz de repor as perdas depois de tantos anos de arrocho e congelamento.

     

    Dieese elabora tabela comparando com o valor do piso na carreira. Confira

     
     
     
     
     
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  • Nota do Sepe pelo respeito à Lei 15.326/26 e inclusão das AEIs no cargo de magistério já

    No dia 06 de janeiro de 2026, o presidente Lula sancionou a Lei 15.326/2026, que determina a inclusão das Agentes de Educação Infantil (AEIs) entre as profissionais do magistério. Trata-se de uma conquista histórica fruto de muita luta e mobilização destas profissionais que atuam em creches, garantindo direitos, como por exemplo, o da inclusão no piso salarial nacional e ao enquadramento em planos de carreira. O Sepe, desde o primeiro momento participou da luta destas profissionais ao longo dos últimos anos, que agora passam a ter direito ao merecido reconhecimento.

    Não é por menos, que a direção do sindicato enviou, no dia 09 de janeiro deste ano, um ofício endereçado ao prefeito Eduardo Paes e ao secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, solicitando com urgência informações sobre a data de implementação da Lei 15.326/26, com a inclusão destas AEIs entre as profissionais do magistério. Da mesma forma, o sindicato também já orientou que os núcleos municipais enviem ofícios para as respectivas secretarias de educação cobrando a implementação da forma mais rápida possível da nova lei.

    No caso do município do Rio, o Sepe vem cobrado de forma veemente a inclusão e o enquadramento das AEIs como professoras do quadro da rede municipal, mas até hoje não obtivemos respostas de Paes e Ferreirinha. Também em relação à capital, estranhamos e repudiamos que estas profissionais tenham sido impedidas de participar da jornada pedagógica juntamente com as Professoras de Educação Infantil (PEIs), que se iniciaram ontem (02) e continuam hoje, terça-feira, dia 03 de fevereiro.

    O sindicato considera a medida da prefeitura de barrar as AEIs injusta e desrespeitosa e um sinal claro de que o governo municipal comete um desrespeito ao texto da lei recentemente aprovada ao segregar estas profissionais da jornada, já que elas têm papel de parceria com as PEIs e a jornada pedagógica conjunta seria fundamental para a construção de um planejamento pedagógico coerente e para a troca de experiências e conhecimentos que enriquecem a prática educativa.

    Por conta disto, o Sepe exige de Paes e Ferreirinha e demais prefeitos e secretários municipais de Educação o respeito à lei e o reconhecimento imediato das AEIs, como integrantes do magistério, garantindo a participação delas em igualdade de condições com as professoras da Educação Infantil de quaisquer atividades envolvendo planejamento e desenvolvimento pedagógico em conformidade com o que determina a Lei 15.326/2026, que incluiu estas profissionais no cargo do magistério. Este reconhecimento profissional não é um favor, mas uma questão de justiça e essencial para a qualidade da Educação Infantil municipal.

  • PF e PRF prenderam ex-presidente do Rioprevidência hoje (03/2)

    Agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira (3) o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. O executivo, responsável pelos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do liquidado Banco Master, foi preso na estrada, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, depois de retornar dos Estados Unidos.

    Antunes foi preso durante a segunda fase da Operação “Barco de Papel”, deflagrada pela PF, que cumpre 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC. Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

    Antunes, é sempre bom lembrar, foi nomeado pelo governador Cláudio Castro e comandava o Rioprevidência até o dia 23 de janeiro, data em que renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo.

    Foi na sua administração e de outros dois ex-diretores da autarquia que o fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

    O Sepe continua acompanhando o desdobramento do escândalo dos investimentos do Rioprevidência em um banco sabidamente com problemas de caixa e de falta de liquidez, que acabaram forçando o Banco Central a decretar a sua liquidação no final do ano passado. Assim como o Rioprevidência, outros fundos de estados e municípios governados por políticos ligados principalmente aos partidos que compõem o chamado Centrão no Congresso também investiram pesadamente na instituição financeira dirigida pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Este último, também chegou a ser preso no final do ano passado e depois solto por um habeas corpus da Justiça Federal.

    Como sabemos, o governador Cláudio Castro é do PL, um dos partidos que têm políticos envolvidos nas transações do Banco Master. Difícil de acreditar que Deivis Marcon Antunes, indicado pelo governador, assim como seu quadro diretivo, investiu no Master tal soma de dinheiro sem o aval ou o conhecimento do seu chefe.

    Para o sindicato, é necessário avançar nas investigações sobre as ligações do banco com os políticos que tentaram de todas as formas evitar a decretação da liquidação do banco e, também, daqueles que permitiram ou ordenaram que autarquias e bancos como o Banco Regional de Brasília (BRB) despejassem bilhões de reais a fundo perdido no caixa de um banco com notórios problemas financeiros.