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  • Categoria pressiona e SME-RJ esclarece de que não há obrigatoriedade do uso do sistema 3.0a não

    O SEPE-RJ, a partir de reivindicação e denúncias das professoras(es), vem oficiando e exigindo esclarecimentos da Secretaria Municipal de Educação-RJ (SME-RJ) a respeito de desmandos de algumas CREs e direções de escolas, que vem, em plena pandemia e sem aulas, exigindo o uso do “Sistema 3.0”, visando controlar frequência, avaliações e outras atividades de professores e alunos.

    Com isso, o Sepe teve acesso a uma recente orientação da chefe de Gabinete da SME-RJ, Heloisa Sermúd Braz, às UEs sobre o assunto, comprovando o acerto das denúncias e reivindicação da categoria. Transcrevemos a seguir a orientação:

    “Solicitamos que reforcem junto os Diretores das Unidades Escolares de sua Coordenadoria que NÃO há obrigatoriedade em alimentar o Sistema 3.0 com o objetivo de controlar frequência, avaliação ou qualquer outros documentos pertinentes à atividade docente/discente até que se normalizem as aulas presencialmente.
    Abraços,

    "Heloisa Sermúd Braz 

    "Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Educação – Chefe de Gabinete"

  • Nota do SEPE-RJ sobre os cartões de cesta básica na rede municipal RJ

    O Sepe-RJ, desde o início da grave crise sanitária e social, vem cobrando dos governos medidas que combatam a pandemia através do respeito ao isolamento social; também defende medidas que garantam a renda e a segurança alimentar da população carente e excluída de direitos básicos, especialmente dos milhares de alunos da rede municipal de ensino e suas famílias.

    O Brasil e o Rio de Janeiro enfrentam o crescimento exponencial dos casos de COVID-19. Muitos deles subnotificados. Estamos caminhando em direção ao pico da pandemia, e é preocupante que algumas dessas medidas, apesar de bem intencionadas, coloquem em risco o isolamento social e as normas de higiene, normas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Desde a semana passada as diretoras(es) de unidades escolares da Rede Municipal do Rio de Janeiro e o Sepe vêm expressando a sua preocupação com a forma escolhida pela SME-RJ para a entrega de cartões de cesta básica aos beneficiários do “Bolsa Família” e “Bolsa Família Carioca”. A proposta da prefeitura-RJ de abertura das escolas, na prática, rompe o isolamento social, ação desaconselhada pela OMS e em colisão com os recentes decretos da própria prefeitura e do Governo do Estado-RJ. Considere-se que uma escola pode chegar a ter cerca de 150 a 200 famílias cadastradas. E a aglomeração pode ser um resultado inevitável.

    Por tudo isso, o Sepe-RJ enviou ofício à SME-RJ, solicitando respostas oficiais sobre o sistema adotado para a entrega dos cartões alimentação. Em resposta, a SME-RJ argumentou ter tentado formas alternativas sem que fosse necessário abrir as unidades escolares; que todas as UEs serão abastecidas de materiais de higiene necessários para a garantia da saúde de todos, e que não é obrigatória a presença dos profissionais em grupo de risco nas escolas para a entrega dos cartões.

    Assim sendo, o Sepe-RJ continuará cobrando da prefeitura:

    1) Que sejam respeitados estritamente os protocolos indicados pela OMS e Ministério da Saúde para atendimento a grande público;

    2) No que diz respeito à não necessidade da diretor(a) em grupo de risco comparecer à unidade escolar, uma determinação expressa da SME em relação a esses profissionais. A Secretaria também precisa levar em conta a situação emocional extremamente fragilizada diante da pandemia, muitos já vivendo a dor da doença e da morte entre seus familiares, amigos e colegas de escola;

    3) A garantia de que a entrega de cartões de cesta básica não provocará qualquer tipo de aglomeração e de conflitos advindos de problemas nas listagens. As ações comunicadas em oficio ao Sepe ainda não garantem esse protocolo;

    4) O esforço junto ao governo federal para que o sistema do Bolsa Família possa servir para a distribuição dos cartões alimentação e/ou a constituição de convênios com bancos públicos para o depósito dos valores do auxílio. Com a evolução da crise, infelizmente, os trabalhadores necessitarão dessa assistência por vários meses.

    O Sepe-RJ continuará vigilante para garantir que as promessas da Prefeitura serão, de fato, cumpridas e reafirma que se utilizará de todos os meios possíveis para que a vida dos profissionais da educação não seja colocada em risco.

    Por fim, os alunos do PEJA estão procurando seus professores para questionar a ausência de uma política direcionada aos mesmos. Apesar de muitos estarem na condição de vulnerabilidade, não terão direito ao cartão de cestas básicas. É preciso lembrar que muitos são idosos, trabalhadores informais e desempregados.

    Cientes desse momento dramático o Sepe-RJ reivindica uma política que combata a vulnerabilidade dos alunos da Rede Municipal sem colocar em risco os profissionais da educação.

    Direção do Sepe-RJ
     

  • Rede estadual: novas orientações do Sepe sobre acesso ao Google Classroom

    O Sepe RJ solicita que os profissionais da educação, estudantes e responsáveis continuem nos enviando denúncias sobre a questão das dificuldades de acesso à plataforma Google Classroom ou a falta de acesso de parte da população aos meios digitais.

    Reafirmamos que a proposta da SEEDUC de implementação da Educação à Distância (EAD) por meio da plataforma Google Classroom aumenta a desigualdade social, já que todos sabemos que as condições socioeconômicas das famílias dos alunos da rede estadual não são igualitárias. Também não o são as condições técnicas de acesso à internet e não serão todos os profissionais e estudantes que têm condições de acessar a EAD. Assim sendo, em reunião realizada no dia 13 de abril, a direção do sindicato deliberou o seguinte:

    O Sepe/RJ mantém a sua orientação de que a plataforma Google Classroom não é obrigatória. E vai continuar lutando para desvincular o ano letivo do ano civil a fim de garantir o direito à educação para todos os estudantes de forma presencial, bem como lutar para adiar os processos seletivos públicos de admissão de estudantes às escolas públicas estaduais, federais e o ENEM.

    Portanto, os docentes que acessarem a plataforma, deverão fazê-lo com o objetivo de:

    a. Verificar a quantidade de alunos que estão acessando e denunciar esse número limitado ao SEPE/RJ ou ao MP. Disponibilizaremos, para isso, email e telefone.

    b.. Não ministrar conteúdos novos, discutir de forma transversal a pandemia e os temas conjunturais;

    c.. Não realizar avaliações, visto que qualquer forma de avaliar estudantes nestas condições em que as aulas não estão se dando de forma adequada é uma restrição aos direitos deles

    d…Evitar as exposições em vídeos que possam ser usados de forma a depreciar o docente

    e… Aferir o número de alunos que está entrando para as atividades on-line

    f… Fazer relatos e registros de profissionais que não conseguem entrar na plataforma por qualquer motivo;

    g… Relatos e registros de profissionais que não conseguem acessar a plataforma e dos que não possuem recursos para tal

    – O Sepe defenderá qualquer profissional de educação que faça a opção por não acessar a plataforma, seja por alguma perda financeira e funcional, ou por qualquer forma de assédio

    – O Sepe defenderá qualquer profissional da educação que, ao acessar a plataforma, tenha algum direito seu violado, tal como direito de imagem ou qualquer outro

    – O Sepe continuará com ação na justiça para que as aulas online não sejam obrigatórias, não contem como dia letivo e haja uma rediscussão do calendário após a quarentena.

    O Sepe vai cobrar a transparência do convênio estabelecido entre a SEEDUC e a empresa GOOGLE.

    SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

  • Estado-RJ: nota do Sepe-RJ sobre acesso à plataforma “Google Classroom”

    Diante da não realização da reunião com o secretário estadual de Educação-RJ Pedro Fernandes, na última semana, a direção do SEPE-RJ, reunida nesta sexta-feira (10), decidiu prorrogar a orientação à categoria para que NÃO ACESSE a plataforma “Google Classroom” até segunda-feira, dia 13, quando nova reunião com a SEEDDUC está marcada. Neste mesmo dia, à noite, a direção do sindicato se reunirá para trazer novas orientações aos profissionais de educação.

  • Nota do SEPE sobre últimos os acontecimentos: ação na Justiça e reunião com a SEEDUC

    Na tarde desta quarta-feira (08), O SEPE foi chamado para uma reunião com a SEEDUC, contudo, não foi possível a realização da vídeo conferência devido a falhas na conexão de internet do secretário Pedro Fernandes. Foi solicitada uma nova reunião para segunda-feira e estamos aguardando agendamento. Caso se confirme, reafirmaremos a posição do SEPE contrária à obrigatoriedade das aulas online devido ao seu caráter excludente em relação aos estudantes e professores, desrespeitando o princípio da universalidade da educação garantida na constituição federal. Cobraremos também sobre os vários assédios que nossa categoria está sofrendo por parte de direções e metros. Muitos relatos tem chegado ao SEPE e exigiremos do secretário o fim destas práticas. Nesse sentido, pedimos aos profissionais que enviem para o email [email protected] as denúncias sobre dificuldades ou até mesmo a impossibilidade de usos da tecnologia de ensino à distância por parte de estudantes, escola, professores e funcionários.

    Ainda nessa quarta-feira (08), a Justiça indeferiu liminar do SEPE que pedia a não obrigatoriedade da plataforma virtual Google Classroom. Entretanto, esclarecemos que a razão do indeferimento não se deu pelo mérito da questão, mas sim, pelo seu caráter de urgência. Ou seja, a juíza entendeu que esta não é uma ação judicial urgente, algo que discordamos, visto que os profissionais da educação já estão sendo cobrados para utilizarem a plataforma. Informamos, no entanto, que a juíza abriu a possibilidade de revisar sua decisão em caso de mudança de contexto “frente a uma situação concreta” (citação da decisão). Com isso, o Sepe irá levantar mais provas e juntar àquelas já levantadas e, dessa forma, pedir a reconsideração da decisão o quanto antes.

    Informamos, também, que a SEEDUC lançou em suas redes um aviso de que os professores que não entrarem na plataforma virtual perderão suas GLPs. Trata-se de uma ameaça da Secretaria de Educação que repudiamos com veemência. Lamentamos que um secretário de educação paute sua atuação em forma de ameaça em detrimento da discussão pedagógica, um tipo de comportamento que não condiz com a pasta que dirige.

    Aproveitamos para lembrar que esta quinta e esta sexta-feira são feriados; logo, não há qualquer necessidade de acesso à plataforma. Nesta sexta-feira inclusive a direção do sindicato se reunirá para tirar orientações para a categoria a partir dos novos acontecimentos.

    Direção do Sepe

    Leia a ação do Sepe aqui.

  • Suspensão das aulas na Rede Municipal RJ e Atividades online: sobre o fim do isolamento e a volta às aulas

    O decreto do prefeito Marcello Crivela estabelece o dia 12/04 como data limite da suspensão das aulas na rede municipal. O Sepe/RJ manifesta, desde já, o seu repúdio a uma possível quebra do isolamento social horizontal. As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Infectologia estabelecem medidas efetivas para conter a pandemia do COVID-19, que atingirá seu pico nas próximas semanas. Por isso, solicita uma rápida manifestação da SME sobre a continuidade do isolamento social e do fechamento das Unidades Escolares (UEs). O sindicato não poupará esforços, no campo da política e da justiça, para preservar a vida da nossa comunidade escolar, mantendo todos os profissionais da educação e estudantes em casa!

    Sobre as atividades complementares e cursos de formação:

    Sobre as atividades complementares e cursos de formaçãoO Sepe/RJ reafirma sua posição. A deliberação do Conselho Municipal de Educação (CME) não autoriza a utilização de atividades online como substitutivas ao calendário letivo presencial e nem obriga a realização das mesmas.

    Dessa forma, ao contrário de afirmações verbais, que assediam e trazem aflição a professores e estudantes, não existe autorização para uso obrigatório de plataformas online na rede municipal. Não existe a obrigatoriedade de realização de cursos, do uso de canais digitais e do envio de atividades pedagógicas, informação essa confirmada inúmeras vezes pela SME após contato com o sindicato. O Sepe/RJ continua alertando que a produção de atividades e sugestões pedagógicas são facultativas aos professores e só devem acontecer de forma voluntária caso o professor deseje e esteja em condições de manter vínculo afetivo, estimular à cultura, à leitura e à pesquisa, jamais como forma de dar continuidade ao calendário letivo! Orientamos ainda, para quem tiver condições, a importância de realizar ações de solidariedade à comunidade escolar como medida de acolhimento em meio a essa crise terrível. Jamais como forma de dar continuidade ao calendário letivo!

    Assim sendo, o SEPE/RJ repudia veementemente:

    – as solicitações de acompanhamento online de alunos com deficiência, como medida obrigatória, e a política equivocada de retorno das aulas a partir desse grupo tão fragilizado diante da pandemia!

    – a pressão não oficial, e ilegal, acerca do preenchimento do Sistema 3.0 nesse período de pandemia! Que aulas estão sendo ministradas? Que presenças são essas se as aulas estão suspensas?

    – a pressão sobre os profissionais da educação no tocante ao uso de seus telefones pessoais ou aplicativos de conversa como ferramentas de trabalho. Algumas unidades podem ser acionadas judicialmente, pois existem leis que regulam a produção de teleaulas e direitos de imagem!

    Você, professor(a) ou funcionária(o): qualquer tentativa de assédio moral ou de superexploração do trabalho deve ser denunciada ao sindicato!

    Você, estudante e responsável: qualquer ação, que coloque em risco a garantia do direito à educação para todos os alunos da rede municipal do RJ, será denunciada pelo Sepe ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)! É uma perversidade impelir responsáveis a reproduzirem apostilas e comprarem pacotes de dados (quando esses possuem algum acesso à internet!) diante das notícias de possíveis reprovações, faltas e futura perda de auxílios como o Bolsa Família!

    Nossa obrigação é cumprir a quarentena! A obrigação dos governos é preservar as vidas! Fique em casa!

    SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO 

  • Carta às comunidades escolares do estado do Rio de Janeiro e aos Conselhos de Educação

    Em defesa da qualidade da escola pública em tempos de pandemia! Educação é um direito de todos!

    O Brasil está se dirigindo ao pico de uma crise social e na saúde pública sem precedentes com a pandemia do COVID 19. Desde o início, o Seepe/RJ vem se posicionando claramente sobre as políticas a serem adotadas pelas prefeituras e governo do estado do RJ:

    – Garantir a vida da nossa comunidade escolar através da suspensão do calendário letivo e do fechamento das UEs, respeitando-se o isolamento horizontal;

    – Garantir um efetivo programa de assistência social para as famílias que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional através da distribuição de cestas básicas e políticas de complementação de renda;

    – Garantir o pagamento regular de salários, gratificações, horas extras, auxílios ou remunerações de qualquer tipo para trabalhadores estatutários, terceirizados e aposentados;

    – Instalar uma mesa de diálogo permanente com as representações da sociedade civil e dos trabalhadores para buscar saídas para a crise.

    Assim sendo, o Sepe/RJ considera um equívoco a celeridade e a antecipação da discussão sobre o cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas, conforme determina a MP 934/2020. Também erram a SEEDUC e as SMEs que estão enviando aos seus Conselhos de Educação esse debate. Nenhuma autoridade tem a dimensão do período de isolamento necessário para conter a pandemia.

    Tomando como base as posições dos representantes dos trabalhadores da educação nos Conselhos Estadual e Municipal de Educação RJ, o Sepe/RJ orienta o debate com as SMEs e com os demais Conselhos a partir das seguintes premissas:

    – A necessidade de realização de um amplo debate com a comunidade escolar antes da aprovação de qualquer documento sobre calendário escolar letivo, respeitando-se o princípio da gestão democrática, que não pode ser esquecido em tempos de coronavírus.

    – A apresentação de propostas que descaracterizem qualquer aspecto de calendário letivo não presencial:

    – Deixar expresso que as atividades pedagógicas enviadas aos estudantes não são obrigatórias e não serão computadas para o calendário letivo 2020, que deverá ser garantido de forma presencial;

    – Modificar nos textos, caso seja adotado, a utilização do termo regime especial domiciliar, muito perigoso em tempos de debate sobre o PL referente ao homeschooling;

    – Suprimir menções ao envio de conteúdos novos dos bimestres aos estudantes enquanto perdure a pandemia do COVID 19;

    – Rejeitar parcerias com empresas privadas para o emprego de programas ou tecnologias educacionais, propondo ações com as instituições públicas de cada município (como Multirio, por exemplo) ou convênios com universidades públicas para a organização de tais atividades;

    – Garantir que, no retorno das atividades escolares presenciais, as SMEs adotem estratégias de ampla discussão democrática com a comunidade escolar e com o sindicato sobre a reorganização do calendário letivo de 2020;

    – Questionar a possibilidade de plataformas em EAD para bebês e crianças da educação infantil, respeitando-se a legislação em vigor, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre a limitação do uso de telas para esta faixa etária e a deliberação do CEE/RJ, n.º 376/2020, que reafirma o caráter presencial do processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil

    – Defender nas resoluções dos CMEs e no CEE artigos com os seguintes conteúdos: garantir um efetivo programa de assistência social para as famílias que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional pelas prefeituras e governo do Estado. Garantir o pagamento regular de salários, gratificações, horas extras, auxílios como alimentação e transporte ou remunerações de qualquer tipo para trabalhadores ativos e aposentados.

    Embora algumas propostas acima tenham sido incorporadas, os representantes dos trabalhadores da educação votaram de forma contrária aos documentos do CEE/RJ e CME/RJ, pois algumas dessas premissas não foram contempladas. Orientamos, assim, que os demais representantes, em seus respectivos conselhos, atuem a partir dessas proposições.

    O Sepe/RJ, durante todo o período da pandemia, vem apresentando propostas concretas de combate à inatividade pedagógica dos estudantes, tentando minimizar os prejuízos causados pela crise. Dessa forma, defende a necessidade de criação pelos sistemas de ensino de estratégias para a orientação das famílias e dos estudantes através de atividades pedagógicas, de revisão, de estímulo à leitura e à pesquisa, de orientações através de links e programas.

    Mas sem que essas atividades sejam obrigatórias ou consideradas dias letivos.

    Com este objetivo, a entidade também cobrou diálogo com as secretarias de educação, defendeu sua posição nos Conselhos de Educação, denunciou veemente nas redes sociais todo assédio e desmandos dos secretários. Acionou o MP e a justiça para garantir o fechamento das escolas e a não obrigatoriedade das atividades pedagógicas online como dia letivo. E assim continuará a fazê-lo.

    Não há caminho rápido no transcorrer da pandemia do COVID 19! Os sistemas de ensino devem acompanhar seus profissionais e estudantes, acolhendo-os nesse momento tão difícil! O governo do Estado e as prefeituras devem, em primeiro lugar, organizar ações concretas de amparo às comunidades. E o debate da reorganização escolar deve ser feito de forma democrática, num ambiente pós-pandemia, onde teremos um quadro completo das condições a serem enfrentadas pelos sistemas de ensino. A educação é um direito para todos! E não apenas para aqueles que possuem acesso aos meios digitais! E essa medida necessita do compromisso com o processo presencial!

    SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO  

  • ORIENTAÇÃO DO SEPE/RJ SOBRE A POLÍTICA DA SEEDUC – EAD PLATAFORMA GOOGLE CLASSROOM

    Diante de diversos elementos gravíssimos, tais como:

    1) o agravamento da pandemia do novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro, levando ao adoecimento da comunidade escolar por Covid-19; levando a casos de falecimento, como o do diretor do Ciep Federico Fellini, professor Rodrigo Camargo; e a importância que deve ser dada pelos governos para a quarentena e para a garantia à categoria da alimentação, a saúde física e mental de toda a comunidade escolar;

    2) a total falta de regulamentação, treinamento em condições apropriadas e montagem em plena pandemia e quarentena de uma plataforma online que não existia até então;

    3) a total falta de discussão sobre reorganização do trabalho educativo, que requer amplo e democrático debate com os mais diversos atores sociais, tais como sindicatos, responsáveis de alunos, profissionais da educação, e que não pode se restringir à burocracia da SEEDUC;

    4) a falta de respeito e acolhimento aos estudantes e profissionais da educação, desconsiderando a situação de alto sofrimento e estresse psíquico derivados do temor da doença e das medidas de confinamento;

    5) a possibilidade aventada de estudantes e profissionais irem às escolas, rompendo com o isolamento social adotado pelo próprio governo estadual;

    6) a escandalosa falta de cuidado com a própria vida da população por parte da SEEDUC.

    A direção do SEPE considera inviável a continuidade do calendário letivo nestas condições. Por isso, o SEPE defende a suspensão imediata do calendário letivo durante o período de isolamento. Em uma Recomendação oficial, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também foi contrário à EAD apresentada pela SEEDUC, reforçando as nossas preocupações.

    Com isso, o SEPE/RJ orienta a categoria que não faça qualquer login na plataforma “Google classroom”. O sindicato envidará esforços para que não haja nenhuma forma de pressão, assédio e punição durante ou após a pandemia/quarentena – estamos alertas, orientando a categoria a cada movimentação da SEEDUC.

    Direção do Sepe

  • MPRJ recomenda a suspensão de todas as atividades não presenciais realizadas pela SEEDUC

    O Ministério Público Estadual (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital (PJTCPEC), enviou um documento nessa sexta (dia 03 de abril) ao secretário de estado de Educação-RJ, Pedro Fernandes, recomendando a suspensão de todas as atividades não presenciais realizadas pela SEEDUC através da plataforma Google Classroom ou qualquer outra plataforma educacional similar.

    Na Recomendação 01/2020, de autoria do promotor titular da PJTCPEC, Rogério Pacheco Alves, o Ministério Púbico reitera uma solicitação contida em ofício enviado previamente à Secretaria Estadual de Educação para que esta informe os valores gastos com a contratação do serviço Google Classroom, inclusive os valores já pagos. No ofício, também foi solicitado o envio do contrato entre a Secretaria e a Google, além das respectivas notas de empenho.

    O promotor estabeleceu o prazo de 72 horas para que a SEEDUC envie ao MPRJ as informações requisitadas e todas as informações relativas ao atendimento das medidas previstas na Recomendação 01/2020.

    O documento enviado hoje pelo Ministério Público ao secretário Pedro Fernandes comprova o acerto da luta do Sepe e dos profissionais de educação contra a tentativa da SEEDUC de implementação do modelo de Educação à Distância sem qualquer diálogo com a sociedade e com as comunidades escolares. O sindicato tem mobilizado a categoria e as comunidades escolares e procurado diferentes fóruns para questionar o projeto do secretário Pedro Fernandes, como a Comissão de Educação e Cultura da Alerj.

    O Sepe também já entrou na Justiça para mostrar que o modelo de EAD proposto pela SEEDUC não contempla a totalidade dos alunos da rede estadual e pode se revestir num perigo à saúde da categoria e dos alunos com a abertura de unidades para atendimentos presenciais, fato que contraria a determinação das autoridades sanitárias e do próprio governo do Estado que defendem o isolamento social com a manutenção da maioria da população em casa.

    Embora a Recomendação do MPRJ não se traduza em uma decisão judicial que proíba a SEEDUC de implementar o seu projeto de EAD, o documento poderá subsidiar a ação impetrada pelo Sepe na Justiça, pedindo a suspensão do projeto do secretário Pedro Fernandes. A Recomendação do MPRJ também pode servir como argumento para barrar o Projeto de Lei 2036/2020, que se encontra em tramitação na ALERJ e que propõe a implantação da EAD na rede estadual. O projeto estava previsto para ser votado na terça-feira (dia 31 de março), mas foi retirado da pauta, de votação.

    Leia o parecer do MPRJ aqui. 

    Leia a ação do Sepe contra o estado no caso da EAD aqui.

  • Parecer MPRJ sobre a EAD

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