Categoria: Estadual

  • Profissionais do estado denunciam assédio para que preencham o diário online da SEEDUC

    O Sepe tem recebido uma série de denúncias de profissionais da rede estadual sobre o assédio sofrido para que eles preencham diário online implementado pela @seeducrj sem o oferecimento de ferramentas técnicas e suporte tecnológico para que a categoria possa lançar notas, presenças e faltas no mesmo. Segundo as queixas enviadas pelo sindicato, a pressão pelo preenchimento parte das direções das unidades escolares que, por sua vez, também são pressionadas pelas Diretorias Regionais Metropolitanas.

    Desde o ano passado o sistema Conexão tem sofrido com instabilidades, tendo ficado fora do ar diversos dias, inclusive, durante o período de lançamento de notas. Como acessar o sistema e obrigar o professor a lançar se ele permanece fora do ar em diversas ocasiões?

    O sindicato está entrando em contato com a SEEDUC para questionar a pressão sobre a categoria e verificar que tipo de critério foi utilizado pelo órgão para a implementação de mais uma ferramenta para uso diário dos profissionais nas escolas sem o devido suporte tecnológico e condições técnicas para sua utilização. O Sepe também vai lembrar que os professores já lançam suas notas pelo sistema do Conexão 3.0 e que com a implementação do novo diário online temos uma duplicidade de funções, que sobrecarrega ainda mais a categoria. O Sepe lembra também, que apenas cinco dias para o professor fazer correção no sistema é muito pouco e isto aumenta a pressão sobre os profissionais que já enfrentam a sobrecarga de trabalho nas escolas.

  • SEEDUC tem que responder sobre escândalo envolvendo gastos milionários com reformas nas unidades escolares

    Em mais um escândalo envolvendo a SEEDUC, a TV Globo veiculou matéria no RJ TV2, no dia 05 de fevereiro, mostrando a total falta de fiscalização e controle dos gastos no órgão, envolvendo contratações de empresas, muitas delas com endereços fantasmas, para execução de obras em escolas a preços superfaturados e, em alguns casos, que nem chegaram a ser executadas em sua totalidade.

    Veja a matéria do RJTV2

    A matéria mostra como a Secretaria vem se utilizando das Associações de Apoio à Escola (AAEs), um sistema criado para agilizar compras emergenciais nas unidades escolares e para a realização de pequenos reparos, para pressionar as direções a fazerem uso de empresas previamente escolhidas e a um custo muito alto. Esta ação virou alvo de denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por suspeitas de falta de transparência e de controle dos gastos.

    Segundo apuração do RJ2, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) passou a usar o sistema também para grandes obras estruturais, prática que aumentou em muito o volume de recursos utilizados, como ocorreu nos anos de 2024 e 2025, quando foram gastos R$ 630 milhões e R$ 513 milhões respectivamente. Só para ter uma amostra comparativa, no ano de 2018, estes gastos foram de R$ 58,6 milhões.

    A Globo mostrou como exemplo do problema das contratações de empresas de fachada para obras nas escolas uma com endereço registrado numa casa em Quintino: A Flademma, com endereço registrado na Receita Federal naquele local. Seu dono, Anderson José da Silva Monteiro, chegou a receber auxílio emergencial durante a pandemia e não soube explicar por que a sua firma funcionava naquele local sem condições mínimas de habitabilidade, quanto mais de sediar uma empreiteira ou firma de engenharia. A empresa foi aberta em outubro de 2023 e começou a prestar serviços à Secretaria naquele ano. A partir de 2023, a Flademma foi escolhida em pelo menos nove processos de reforma em colégios estaduais e recebeu um total de R$ 7,7 milhões.

    A matéria identificou 23 empresas que participaram de cotações e obras em escolas estaduais, dessas. Dentre todas, 14 tem donos que já receberam auxílio emergencial.

    Deputado Flávio Serafini denunciou o problema para o MP e para o TCE

    O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), autor de uma denúncia enviada para o MPE e o TCE, que aparece na matéria da TV Globo, revelou que um levantamento realizado pelo seu gabinete estima que os repasses da Secretaria de Educação para as Associações de Apoio à Escola (AAEs), responsáveis pelo pagamento das reformas, pularam dos R$ 58,6 milhões em 2018 para R$ 630 milhões em 2024 e R$ 513 milhões em 2025. Segundo o deputado, que é também da Comissão de Educação da ALERJ, são mais de R$ 1 bilhão em gastos nestas obras somente nos últimos dois anos.

    Em sua denúncia aos órgãos fiscalizadores do estado, o deputado apresentou a suspeita de utilização de empresas de fachada e de superfaturamento de obras. Ele revela, que a Secretaria estaria pressionando as direções das unidades escolares para contratação deste tipo de empresa, sem transparência e sob o disfarce da descentralização orçamentária. E a coisa só piora, quando ele afirma que as “reformas” não correspondem ao que está previsto nos memoriais descritivos e que estariam sendo utilizados materiais de baixa qualidade.

    A reportagem confirmou a pressão da SEEDUC sobre as direções das escolas com o depoimento de uma diretora que afirmou que a cúpula do órgão passou a concentrar as cotações de preços ao invés de deixar a tarefa com a direção das unidades. Ela disse que a qualidade das obras caiu, enquanto o número de intervenções aumentou sem motivo aparente.

    Enquanto os gastos crescem de forma exponencial, o seu valor exato não é divulgado no Sistema Integrado de Gestão Orçamentária do governo do Estado. Isto impede saber o quanto cada empresa recebeu no total.

    Em sua denúncia enviada para o Ministério Público, Serafini afirma que a SEEDUC descumpre as determinações da Lei Estadual 3067/1998, que instituiu o regime de autonomia administrativa e financeira das unidades da rede estadual, conferindo às AAEs, entre outras atribuições, a responsabilidade pela execução de pequenos reparos e intervenções emergenciais nas escolas. Segundo Serafini, a SEEDUC vem passando à frente das AAEs e impondo às escolas a execução de obras de grande vulto financeiro que extrapolam em muito o conceito de pequenos reparos ou intervenção emergencial.

    Como exemplo de casos concretos do descumprimento da lei e das irregularidades no processo, ele cita na denúncia algumas obras realizadas em escolas que são um verdadeiro escândalo e pedem investigação criminal. Um deles, com base em denúncias da comunidade escolar é a contratação para a reforma de um muro e do calçamento de uma escola, com valores de R$3,8 milhões, da empresa Resolve Soluções de Engenharia. Uma diligência realizada na unidade, constatou que o muro tem metade de sua extensão composta por grades metálicas reaproveitada da estrutura anterior e não houve demolição integral do muro preexistente, tampouco sua reconstrução total, mas somente intervenções pontuais de reforma incompatíveis com o valor gasto com a suposta reforma.

    Com base em exemplos como este, o deputado solicitou ao MPE a instauração de um inquérito e a realização de busca de apreensão de documentos. Além disso ele também pediu uma auditoria independente e suspensão cautelar dos contratos de obras, encaminhamento ao MPF, TCER RJ e CGE-RJ, além de auditoria patrimonial dos agentes públicos citados e garantia de proteção às direções escolares para prevenção de represálias.

    Diante da gravidade de mais esta denúncia contra a gestão da secretária de Estado de Educação Roberta Barreto, o Sepe exige das autoridades competentes e do governo estadual as medidas cabíveis para investigar, apurar e punir todos os envolvidos em mais um escândalo envolvendo a Secretaria de Educação.

    Como temos visto nos últimos anos, a SEEDUC tem sido alvo de várias denúncias de irregularidades no trato da coisa pública que partiram de órgãos como o MP e o TCE sobre gastos superfaturados em compras de materiais e equipamentos com dispensa de licitação como aquisição de livros paradidáticos, kits de robótica, aluguel da nova sede do órgão entre outras transações envolvendo milhões de reais. E, até agora, o governo estadual nada fez para apurar e punir os responsáveis pelas irregularidades apontadas pelos órgãos de controle do Estado.

    O sindicato entende que a não responsabilização e a não punição dos envolvidos nessas atividades que ultrapassam o bom senso e a legalidade indispensáveis ao trato da coisa pública não pode continuar, enquanto os profissionais da rede estadual sofrem com salários defasados e as unidades escolares não funcionam por conta da falta de condições de infraestrutura.

  • Informe do Jurídico sobre pagamento da gratificação Nova Escola 2005

    Direção do Sepe na PGE em outubro de 2025, durante assinatura do acordo que permitiu o pagamento dos profissionais referente à ação do Nova Escola 2005.

    O Departamento Jurídico informa aos profissionais de educação que foi realizado este mês o pagamento referente ao acordo relacionado à gratificação Nova Escola 2005, discutida no mandado de segurança interposto em 2005 contra descontos pretendidos pelo Estado. Isso ocorreu diante do atraso na avaliação da gratificação Nova Escola para pagamento no ano de 2005, quando o Estado tratou de reaver valores por meio de descontos sucessivos nos contracheques dos servidores que tiveram queda na avaliação das suas escolas. O acordo foi assinado no final do ano passado com a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGERJ), por meio da Procuradoria de Pessoal e da Câmara Administrativa de Solução de Controvérsias (CASC), onde assinou um Termo de Autocomposição.

    Todos os profissionais de educação que foram descontados na época e que estejam vinculados a folha de pagamento receberam a quantia por meio de folha suplementar na presente data, seja servidor ativo do Estado ou inativo vinculado ao Rioprevidência.

    Os servidores que se desvincularam da folha por motivos diversos deverão procurar o sindicato para tratar do pagamento através de comunicação junto aos autos do processo.

    SAIBA MAIS
    Nova Escola 2005: Quem tem direito

  • Assembleia da rede estadual (híbrida) no dia 07/3 terá parte presencial no auditório do Sepe

    O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a assembleia geral híbrida, que será realizada no sábado, dia 07 de março, às 10h, com a parte presencial na sede do SEPE-RJ (Evaristo da Veiga, 55, 7 andar – Auditório Marco Tulio Paolino). As inscrições para o formato online podem ser feitas pelo link abaixo:
    https://redeestadual.seperj.info

    A assembleia irá discutir a luta deste ano na rede estadual em defesa dos salários e da aposentadoria, após três anos sem nenhum tipo de reajuste e com perdas acumuladas que exigiriam 56,22% de reajuste nos salários para repor nosso poder de compra, corroído pela inflação, segundo o Sepe/Dieese.

    O governador Cláudio Castro vai concluindo o mandato com congelamento de salários e muito sofrimento do funcionalismo e da educação estadual. Nem as duas parcelas restantes da recomposição salarial, fruto de um acordo com a ALERJ e que deveriam ter sido pagas em fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024 o governador pagou.

    O piso do magistério também não é cumprido, fazendo com que recebamos um dos piores salários do País. Chegando ao ponto de parte da categoria – funcionários e professores – iniciarem 2026 recebendo vencimentos-base menores do que o salário mínimo.

    Para piorar, na gestão de Castro, o Rioprevidência conseguiu aplicar quase R$ 1 bilhão no Banco Master, um banco falido, sendo o segundo estado do País com mais investimentos neste banco, o que já rendeu a prisão do ex-presidente do instituto. É preciso defender nossa aposentadoria, ameaçada por operações como esta e por saques aprovados pela Alerj.

    No dia 7, participe da assembleia da rede estadual. Vamos à luta em defesa dos nossos salários e da aposentadoria.

    Faça o download do boletim do Sepe para a rede estadual

  • Baixe a nova edição do Boletim do Sepe, para a rede estadual

    Já está disponível para download a nova edição do Boletim do Sepe (nº 71), com importantes informações para os profissionais da Rede Estadual. O informativo traz a convocação para a assembleia geral da rede estadual, no dia 07 de março, que discutirá a luta por reajuste salarial e recomposição das perdas, com destaque para a situação absurda de vários segmentos da categoria que hoje recebem vencimentos abaixo do salário mínimo.

    O boletim aborda ainda o reajuste de 5,4% do piso nacional do magistério em 2026, decretado pelo presidente Lula, e a pressão para que o governador Claúdio Castro cumpra a lei, pagando o piso na carreira. 
    A edição denuncia a precarização na SEEDUC, com o anúncio de novas 1.750 contratações temporárias, e o escândalo envolvendo o Rioprevidência e o Banco Master.

    Por último, a cobertura da participação do Sepe no Congresso da CNTE, além de outras lutas da categoria e informes jurídicos.

    👉 Baixe o arquivo do boletim, em PDF (versão redes)

  • Mudanças à vista: SEEDUC exonerou dezenas de servidores ontem (27/1)

    Num processo que se anuncia como a provável saída da atual secretária de Educação, Roberta Barreto, o Diário Oficial do Estado publicou ontem (27) 23 exonerações de cargos de comissão na Subsecretaria de Gestão e Ensino. Segundo a imprensa, a saída desses assessores ocorre em meio a uma disputa pelo comando do órgão, já que o governador Cláudio Castro estaria preparando a troca da atual secretária, que foi indicada pelo ex-presidente da ALERJ, deputado Rodrigo Bacellar (União), rompido com o governador desde o ano passado e afastado do cargo por decisão do STF por suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais no caso da prisão do ex-deputado TH Jóias.

    As atuais demissões não atingem o primeiro escalão da SEEDUC, mas dizem muito no tocante ao processo em curso de substituição de Roberta Barreto por uma nova gestora, o que é negado pela titular da pasta. Segundo o Jornal O Globo, em reportagem publicada hoje (28), os aliados do governador defendem a nomeação de Luciana Martins Calaça, atual presidente da Fundação Leão XIII para assumir a pasta da Educação: ela faria parte do partido de Castro, o PL.

    O Sepe tem acompanhado a movimentação em torno da possível substituição da atual secretária. Roberta Barreto marcou sua gestão à frente da pasta por uma sucessão de escândalos envolvendo questionamentos do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado sobre processos de compra de materiais e equipamentos com dispensa de licitação. Um destes casos foi a compra de livros paradidáticos para as escolas estaduais ao custo de centenas milhões de reais com preços superfaturados.

    Outro caso, entre outros, que também ganhou as páginas dos jornais foi o dos gastos com o aluguel da nova sede da Secretaria, no Bairro do Estácio, a um custo de R$ 500 mil mensais, também feito sem licitação ou tomada de preços e questionado pelo TCE.

    Para o sindicato, não é admissível que o governo do estado, que já não faz nada pela educação estadual e nem pela valorização dos profissionais que trabalham na rede do estado, coloque a troca de comando da SEEDUC na cesta das inúmeras barganhas políticas envolvendo as eleições gerais que serão realizadas em outubro deste ano.  

  • Sepe realiza plenária online dos professores de artes da rede estadual no dia 05/2

    O Sepe convoca para a Plenária online dos professores de Arte da rede estadual, que será realizada no dia 05 de fevereiro, a partir das 18h.
    Veja os eixos que serão discutidos: grade curricular e professores excedentes.

    link da reunião (Zoom)
    https://us02web.zoom.us/j/82288121596?pwd=UOZHKIJp3kK5Iaozb6Un6Qq8yQGHND.1

    Reunião: 822 8812 1596
    Senha: 678395

  • Precarização na rede estadual: SEEDUC anuncia 1.750 vagas para professores temporários

    A Coluna do Servidor do Jornal Extra (20/1) publicou matéria mostrando que o governo do Estado do Rio de Janeiro abriu processo seletivo para a contratação de professores temporários. Segundo a nota do jornal, serão ofertadas até 1.750 vagas para atuar nos anos iniciais e finais dos ensinos Fundamental e Médio, nos anos letivos de 2026 e 2027.

    Para o Sepe, trata-se de mais uma prova sobre o avanço da precarização que o govenador Cláudio Castro vem fazendo na educação estadual e de que ele é contra a realização de concurso público para suprir as demandas de vagas de professores e funcionários nas escolas da rede estadual. Castro já tinha aprovado na ALERJ no ano de 2024 uma lei, permitindo que a SEEDUC realize contratações de até 30% em relação ao total do número de docentes na rede.

    Para o sindicato, a instituição do concurso público é necessária por causa da estabilidade que oferece à categoria, como também por causa dos vínculos mais profundos criados com a comunidade escolar – e há dez anos não há concursos públicos na rede. Por isso, a importância da realização, urgente, de novos concursos públicos. Por outro lado, as contratações temporárias não garantem a permanência do profissional e não resolvem o crônico problema da carência de profissionais.

    O Sepe também chama a atenção para a existência de aprovados no último concurso, que aguardam há anos a convocação da SEEDUC, e a possibilidade de ampla migração dos professores efetivos de 18h para a carga horária de 30h. Além disso, a contratação temporária de profissionais ameaça o próprio sistema de previdência dos servidores públicos estaduais.

    O edital do processo foi divulgado na edição do Diário Oficial do Estado de segunda-feira (dia 19). O documento informa que a contratação será por meio de um processo de seleção simplificado, com etapa única, de caráter eliminatório e classificatório. Ele consistirá na avaliação de títulos e experiência do candidato como regente de turmas dos níveis fundamental e médio.

    Leia matéria completa do Extra no link abaixo:
    https://extra.globo.com/economia/emprego/concursos/noticia/2026/01/governo-do-estado-do-rj-abre-1750-vagas-para-professores-temporarios.ghtml

  • Com reajuste do salário mínimo em janeiro, vários segmentos de educadores da rede estadual ficarão com vencimento abaixo do novo piso salarial nacional dos trabalhadores

    Com a divulgação no início do ano do novo salário mínimo, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621 a partir do dia 1º de janeiro, os vencimentos-base de diversos segmentos de profissionais da rede estadual do Rio de Janeiro ficaram abaixo do mínimo, o que é proibido pela Constituição Federal.

    O Sepe já entrou em contato com a SEEDUC, solicitando uma audiência para discutir o problema e aguardamos a confirmação da marcação do encontro para apresentar ao governo do estado as tabelas que apresentam uma série de profissionais recebendo um vencimento abaixo do salário mínimo.

    O problema com os vencimentos dos funcionários administrativos já é antigo e alvo de uma série de denúncias do sindicato, que até hoje não foram solucionadas pela SEEDUC. Hoje, os funcionários do nível elementar, fundamental, ensino médio e até a referência III de ensino superior recebem vencimentos que ficam abaixo dos R$ 1.6021 do novo salário mínimo (do elementar à referência III do ensino superior os vencimentos variam de R$ 802,66 a R$ 1.604,53)

    No caso da animação cultural, além dos vencimentos de R$ 1.260, este segmento ainda luta para ver regularizada sua situação funcional e garantir seus empregos, além de enfrentarem problemas na hora da aposentadoria, já que contribuem sobre um salário abaixo do mínimo.

    Com os professores, encontramos os seguintes segmentos que também se encontram com salários inferiores ao mínimo nacional:

    – Os professores docentes II, com carga horária de 22 horas, do nível 1 ao nível 4 tem uma defasagem em relação ao novo mínimo. (do nível 1 ao nível 4, os vencimentos vão de  R$ 1.125,55 a R$ 1.581,31 respectivamente)

    – Os professores docentes I, com carga horária de 16 horas, nos níveis 3 e 4 também ficaram com vencimentos abaixo do novo mínimo nacional. (nível 3: R$ 1.411,92; nível 2: R$ 1.581,31)

    – O mesmo ocorre com os professores docentes I, com carga horária de 18 horas, os quais, tem no nível 3 um vencimento-base menor que o salário mínimo nacional (R$ 1.588,39)

    O Sepe lembra que a desvalorização salarial dos profissionais de educação da rede estadual é fruto do descaso e de políticas que entram governos e saem governos mantém a prática do arrocho e de não concessão de reajustes que garantam, no mínimo, a reposição das perdas com a inflação, que na rede estadual beiram os 30%. Na audiência, iremos lembrar, mais uma vez, a situação vergonhosa dos salários dos funcionários administrativos que, com o reajuste do mínimo deste ano, estão com vencimentos quase 50% abaixo do mesmo.

    No caso dos professores, vamos continuar cobrando de Cláudio Castro a aplicação do plano de carreira no cálculo do piso nacional do magistério. Também vamos cobrar o pagamento das duas parcelas restantes do acordo de recomposição salarial feito com a ALERJ em 2021. No orçamento aprovado para 2026, a Lei Orçamentária aprovada e sancionada pelo governo do estado (Lei 11.098/2026) que estima a receita e fixa a despesa do estado do Rio de Janeiro para o exercício financeiro deste ano autoriza o estado a pagar a recomposição salarial e dar reajuste salarial. O Sepe vai cobrar uma posição oficial do governo a respeito disto.

    Veja no PDF abaixo a tabela comparativa dos vencimentos atuais da rede estadual e como eles ficariam se Cláudio Castro respeitasse a Lei do Piso Nacional e o plano de cargos:

    https://aprendizmusical1793037766685.2290178.meusitehostgator.com.br/wp-content/uploads/2026/01/tabela-para-assembleia-final-11maio2023-1.pdf

  • Escândalo: descaso e omissão de Cláudio Castro fazem municípios perderem R$ 117 milhões em verbas do FUNDEB

    O Sepe vê com assombro a confirmação da suspensão de verbas do FUNDEB no estado do Rio de janeiro por culpa do descaso e da irresponsabilidade do governador Cláudio Castro. Castro, que já provou diversas vezes para a categoria que não gosta e não tem nenhum compromisso para com a escola pública e os profissionais e alunos que nelas trabalham e estudam, desta vez ultrapassa os limites do razoável e por não cumprir o calendário do Novo FUNDEB e criar o chamado Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Educacional (ICMS Educacional) no prazo determinado pela legislação aprovada no Congresso em outubro de 2020, levou o Ministério da Educação e o da Fazenda a publicarem a exclusão dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro da divisão do VAAR (Valor Aluno Ano Resultado).

    O VAAR é uma complementação financeira da União ao FUNDEB e é uma das inovações do Novo FUNDEB. Ela não é automática e funciona como um incentivo para redes de ensino que demonstram melhoria na gestão e resultados educacionais, focando na redução das desigualdades entre diferentes grupos (raça, renda, etc.). Ele premia a evolução na aprendizagem e atendimento escolar, com base em condicionalidades e indicadores de desempenho, diferente das outras complementações do FUNDEB que são mais automáticas.

    A sanção foi publicada no dia 29 de dezembro de 2025 e já vale para o ano de 2026, com uma perda estimada no valor de R$ 117 milhões. Se o impasse persistir, a previsão é de que, em 2027, as perdas totais atinjam a cifra de R$ 700 milhões em dinheiro que poderia ser investido na melhoria e valorização do magistério e da educação dos alunos fluminenses.

    Deste modo, Cláudio Castro, que já se sobressaía entre os demais governadores por ser um dos que pagam um dos menores pisos salariais do país, agora passa a ser o governante do único estado brasileiro que não aprovou o ICMS Educacional até hoje e, portanto, o responsável pela verdadeira hecatombe que desabará sobre os municípios neste ano, já que os recursos provenientes do FUNDEB são uma importante fonte de recursos para as prefeituras gerirem as suas redes escolares municipais.

    Um dos princípios que norteiam o Novo FUNDEB, aprovado em agosto de 2025 no Congresso, após muita luta dos educadores contra as manobras do então governo Bolsonaro para atacar o Fundo Nacional da Educação Básica, é o chamado ICMS Educacional. Trata-se de um adicional concedido a estados e municípios que alcançarem melhores índices de gestão educacional e reduzirem as desigualdades. O prazo dado para os estados se adaptarem às novas determinações foi de dois anos, a partir de 2020.

    Segundo o governo federal, dois anos depois da criação do Novo Fundeb, em 2022, somente Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda não tinham aprovado o ICMS Educacional em seus legislativos. Mas Minas Gerais, que chegou a perder recursos do Fundo em 2023, corrigiu o problema e ficou regularizado em 2024. No Rio de Janeiro um projeto chegou a tramitar na ALERJ e não vingou e o estado teve que garantir a manutenção dos repasses do Fundo ne Justiça. A pandemia foi utilizada como um dos motivos para a não promulgação da nova lei.

    Assim, apesar das determinações do novo FUNDEB e dos alertas e da ameaça de corte dos repasses, nada foi feito no Rio de Janeiro. No ano passado, em outubro, a Comissão Intergovernamental de Financiamento do Fundeb (CIF) fez um alerta para o problema e a SEEDUC apontou uma perspectiva de solução do problema até o dia 15 de novembro do mesmo ano.

    Dessa maneira, como podemos verificar agora, tanto o govenador como a ALERJ e a SEEDUC se mantiveram omissos e a Educação em todos os 92 municípios do estado sofrerá as consequências de tamanha falta de compromisso e descaso do governo do estado.  

    O Sepe lembra que o estado do Rio de Janeiro se encontra em penúltimo lugar no IDEB (26º lugar), um dos principais índices de aferição do FUNDEB em relação ao rateio das verbas oriundas do ICMS Educacional. O governador Cláudio Castro tem feito uso de políticas midiáticas e superficiais para tentar mascarar o fracasso da sua política educacional. Como exemplo da implantação de medidas deste tipo, tivemos agora no final de 2025 a questão da implementação da aprovação automática como tentativa desesperada e midiática do govenador para sair dos últimos lugares do IDEB.

    O sindicato convoca a categoria a se manter atenta e pronta para continuar lutando contra este governo e seus ataques e omissões no que diz respeito à Educação pública, gratuita e de qualidade e à valorização dos profissionais que trabalham nas escolas das redes públicas no estado do Rio de Janeiro.