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  • Assembleia da rede municipal RJ do dia 16/5: Veja as principais deliberações

    Os profissionais da rede municipal RJ realizaram uma assembleia geral, no dia 16 de maio, em formato híbrido e com a parte presencial no auditório Marco Tulio Paolino. A assembleia foi aberta com informes sobre minutagem; protocolo da representação do Sepe ao Ministério Público questionando a forma de pagamento do Piso Nacional às PAEIS e discussão no Conselho Municipal de Educação sobre a Política Nacional de Inclusão.

    Entre as várias deliberações aprovadas pela assembleia da rede municipal do Rio se destacam as seguintes:

    1 – Campanha de valorização dos profissionais da educação: Desenvolvê-la a partir do eixo – “Contra a precarização do trabalho e o adoecimento dos profissionais da educação da rede municipal do Rio de Janeiro”. A ideia é trabalhar o conceito com seções combinadas com as pautas da categoria, centradas na busca de soluções para combater a precarização e o adoecimento nos vários segmentos;

    2 – Luta pela realização de concurso público para todos os cargos da educação municipal;

    3 – Prioridade dos concursados, inclusive os de migração e com dupla regência, sobre os contratos temporários.

    4 – Realização de estudo sobre a possibilidade de uma ação direta de inconstitucionalidade contra a minutagem;

    5 – Incorporação à luta pelo enquadramento dos profissionais da educação infantil em todos os núcleos e regionais. Representação do sindicato ao Ministério Público sobre o reconhecimento da lei 15.326/26 pela prefeitura do Rio de Janeiro.

    6 – Plenária em nível estadual das agentes e auxiliares da educação infantil, e outras nomenclaturas, no dia 30/05, às 10h, no Club Municipal. Campanha publicitária unificada para todas as redes sobre o reconhecimento da lei 15.326/26 e seu devido enquadramento.

    7 – Representação do Sepe ao MP, com pedido de audiência, sobre o tema do cumprimento imediato da lei que descongela o tempo da pandemia.  

    8 – Apoio ao ato das docentes em luta pelo enquadramento do doutorado no dia 21/05/26, 16h; Inclusão da luta pelo direito ao enquadramento em nível de especialização e luta pela extensão desse direito a todos os profissionais da educação.

    9 – Campanha de denúncia da gestão de Eduardo Paes, com resgate de todas as políticas de ataque à educação pública em seus governos;

    10 – Denúncia ao TRE sobre o ex-secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, que faz campanha política em espaços educacionais públicos e da utilização da SME e das CREs na campanha eleitoral, coagindo as direções das escolas, professores e funcionários.

    11 – Pressão pela obtenção de audiência com o prefeito e com o secretário de Educação.

    12 – Data da próxima assembleia: Dia 20 de junho (local e horário a confirmar)

    Veja mais deliberações da plenária do município na ata que disponibilizamos em PDF pelo link abaixo:

    https://aprendizmusical1793037766685.2290178.meusitehostgator.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ATA-FINALIZADA-DA-ASSEMBLEIA-DOS-PROFISSIONAIS-DA-EDUCACAO-DA-REDE-MUNICIPAL-DO-RIO-DE-JANEIRO-2.doc

  • Secretaria de Aposentados do Sepe faz reunião do Coletivo Estadual nesta terça-feira (dia 19/5)

    A Secretaria de Aposentados do Sepe RJ realiza uma reunião ordinária do seu Coletivo Estadual nesta terça-feira, dia 19 de maio, a partir das 9h. No encontro, as lideranças de aposentados dos núcleos municipais do sindicato e do Sepe Central irão debater pautas como: conjuntura, informes do Departamento Jurídico; informes gerais e calendário de atividades da categoria. A reunião será realizada no formato híbrido, com a parte presencial no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga, 55 – 7º andar)

  • Sepe realizará Plenária das(os) Docentes da Educação Infantil Reconhecidas(os) pela Lei 15.326/26 no dia 30/5

    No próximo dia 30 de maio, Sepe convoca as profissionais docentes da Educação Infantil reconhecidas pela Lei 15.326/2026, aprovada em janeiro deste ano, para uma plenária que será realizada no Club Municipal (Rua Haddock Lobo, 359 – Tijuca), a partir das 9h.

    Na plenária, serão discutidas as estratégias de luta e de mobilização para conquistar o reconhecimento destas profissionais em todas as redes públicas de educação no Rio de Janeiro. A assembleia da rede municipal RJ aprovou a incorporação da categoria na luta pelo enquadramento dos profissionais da educação infantil.

    O Sepe, juntamente com representações de profissionais de educação e o movimento “Somos Todas Professoras”, participou da audiência pública convocada pela Comissão de Legislação Participativa da ALERJ. A audiência foi realizada no dia 12 de maio que teve por objetivo debater a implementação da Lei Federal 15.326/26, que reconhece profissionais que atuam na Educação Infantil (0 a 5 anos) como integrantes da carreira do magistério, garantindo-lhes o piso nacional e planos de carreira, independentemente da nomenclatura do cargo, desde que exerçam função docente com a formação exigida.

    Além das representações dos educadores, o encontro reuniu movimentos sociais, gestores públicos, parlamentares e integrantes da sociedade civil, todos envolvidos na luta pelo reconhecimento da categoria, que por exercer uma função indispensável na formação das crianças, merece ser reconhecida como parte do magistério. Secretarias estadual e municipais também enviaram representantes.

    A direção do Sepe participou da mesa da audiência, juntamente com representantes do movimento “Somos Todas Professoras”, da cidade de Petrópolis. O Sepe destacou que, apesar do reconhecimento federal, ainda é necessário que cada município regulamente o direito. Para tanto, é preciso que cada prefeitura reconheça oficialmente essa função, garantindo dignidade aos servidores, melhores salários, plano de carreira e todos os direitos já assegurados ao magistério.

    Cumpra-se a lei 15326! Enquadramento já!

     

  • TV Sepe nesta terça-feira (dia 19/5) vai debater desafios da categoria no PNE

    Nesta terça-feira, dia 19 de maio, o Sepe convida os profissionais de educação para assistirem a mais uma edição do TV Sepe. Desta vez, o programa vai falar sobre os “Nossos desafios no Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036) e contará com a participação dos seguintes debatedores: Paula Falcão, diretora do Sepe RJ e professora da rede municipal RJ. Tarcísio Motta, deputado federal (PSOL – RJ), integrante da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e professor do Colégio Pedro II (licenciado); e Waldeck Carneiro, presidente do Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro (FEERJ), professora da Faculdade de Educação da UFF.

    O nova PNE, sancionado em 14 de abril de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instituído pela Lei nº 15.388/2026 entrou em vigor imediatamente e norteará as políticas educacionais no Brasil pelos próximos 10 anos. Sua construção envolveu uma série de mobilizações da categoria que participou das Conferências municipais e estaduais de Educação para a elaboração de propostas levadas ao MEC para a formulação do plano a ser enviado para votação no Congresso Nacional.

    Você pode assistir ao TV Sepe, acessando o canal oficial do Sepe no You Tube; pelo facebook e pelo X.

    Veja abaixo o link do You Tube:

    https://www.youtube.com/@SepeRJoficial

  • Veja as moções aprovadas na assembleia do município no dia 16/5

    Em assembleia híbrida realizada no último sábado, dia 16 de maio, os profissionais da rede municipal do Rio de Janeiro aprovaram as seguintes moções, que hora divulgamos. Veja abaixo o teor dos textos aprovados pela plenária híbrida.

    Moção 1:

    19 de maio é dia de reafirmar uma verdade urgente: proteger crianças e adolescentes é responsabilidade coletiva.

    Em uma sociedade marcada pela violência, pelo silêncio, pela negligência, crianças e adolescentes, pessoas neurodivergentes e pessoas com deficiência seguem entre os corpos vulnerabilizados ao abuso, à violência e à violação de direitos.

    Por isso, prevenção não pode ser campanha de apenas uma data. É escuta, formação, atenção, fortalecimento das redes de proteção e coragem para romper silêncios, inclusive quando elas aparecem de forma naturalizada no cotidiano.

    A escola, as famílias, os serviços públicos e toda a sociedade precisam estar atentos aos sinais e comprometidos com uma cultura de proteção, dignidade e cuidado mais humanizado.

    Defender infâncias seguras é também defender uma sociedade menos violenta.

     

    Moção 2:

    Manifesto em defesa dos profissionais adoecidos e contra o capacitismo institucional

    Nós, profissionais da educação e servidores públicos, denunciamos a forma violenta, desumana e capacitista com que trabalhadores vem sendo tratados nos processos de perícia e aposentadoria compulsória no município do Rio de Janeiro. Depressão, ansiedade e sofrimento psíquico não poder ser tratados como incapacidade moral, cognitiva ou civil. Adoecer não retira a dignidade, a inteligência, a autonomia e a humanidade de ninguém. 

    O que estamos assistindo é a transformação do sofrimento mental em mecanismo de exclusão silenciosa do serviço público. Trabalhadores com condições de retornar ao trabalho com laudos inconsistentes, avaliações questionáveis e sem processos transparentes, estão sendo afastados compulsoriamente e empurrados para a aposentadoria, que, muitas vezes, não desejam e não reconhecem como justas. Não aceitaremos que servidores adoecidos sejam tratados como descartáveis. Denunciamos uma política que, ao invés de garantir cuidado, acompanhamento e condições dignas de trabalho, responde ao adoecimento com afastamento, isolamento e apagamento profissional.

    É grave que em pleno século XXI ainda exista uma lógica institucional que associe sofrimento psíquico à incapacidade total de gerir a própria vida, trabalhar, decidir ou existir socialmente. A luta em defesa da saúde mental é também a luta contra o capacitismo.

    Também denunciamos o impacto desse processo sobre mulheres trabalhadoras, maioria na educação pública, historicamente atravessados pela sobrecarga do cuidado, pela precarização e pelo adoecimento produzido pelas condições concretas de trabalho.

    Não se trata de casos isolados. Existe um padrão de violência institucional que precisa ser investigado, denunciado e interrompido. Por isso, exigimos:

    – Revisão imediata dos processos de aposentadoria compulsórias questionados;

    – Transparência nos critérios da perícia;

    – Direito à reavaliação independente;

    – Acompanhamento humanizado e não punitivo;

    – Políticas reais de saúde mental para servidores;

    – Fim da lógica de exclusão e silenciamento dos trabalhadores adoecidos;

    Seguiremos nos mobilizando nas frentes política, jurídica, administrativa e pública. Defender profissionais adoecidos é defender dignidade, direitos humanos e serviço público de qualidade. Nenhum trabalhador deve ser descartado por adoecer.

     

    Moção 3: 

    De apoio e repúdio – aprovada em assembleia do SepeRJ (rede municipal do Rio de Janeiro)

    Ao professor Roberto Eduardo Albino Brandão e contra a perseguição política na rede municipal do Rio de Janeiro

    A Assembleia Geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), rede municipal RJ, reunida no dia 12 de março de 2026, deliberou por unanimidade manifestar o seu mais profundo apoio ao professor de Ciências Roberto Eduardo Albino Brandão, e repudiar o seu afastamento arbitrário, através de término de requisição da unidade CEJA Maré, ocorrido em dezembro de 2025, que apresenta fortes indícios de perseguição política e desvio de finalidade.

    A assembleia considera que:

     Arbitrariedade e Falta de Motivação: O afastamento do professor Roberto Brandão, ocorrido em 16/12/2025, foi realizado de forma verbal, sem processo administrativo prévio e sem qualquer fundamentação técnica ou pedagógica que justificasse a interrupção de um trabalho reconhecido pela comunidade escolar, especialmente os estudantes.

    Há indícios de perseguição política e/ou Ideológica: O afastamento ocorre após o professor defender a gestão democrática, o pensamento crítico e a construção coletiva do Projeto Político Pedagógico (PPP), inclusive junto a movimentos sociais do território da Maré.

     Ataque à Autonomia Docente: O uso da prerrogativa de término de requisição; como forma de punição subjetiva é uma prática autoritária que visa silenciar vozes críticas dentro das escolas e desestabilizar profissionais comprometidos com uma educação crítica e emancipatória.

     Histórico e Competência: O professor Roberto Brandão possui uma folha de serviços com vasta produção acadêmica voltada para a EJA (Educação de Jovens e Adultos) e projetos de integração internacional (como o intercâmbio com o Timor-Leste), que agora são interrompidos de forma violenta pela administração.

    Diante da decisão soberana desta assembleia, o Sepe-rj exige:

    A imediata reintegração do professor Roberto Brandão ao CEJA Maré.

     A ANULAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO por flagrante desvio de finalidade e desrespeito ao direito à ampla defesa e ao contraditório.

     O FIM DO ASSÉDIO MORAL e das práticas de perseguição política contra qualquer profissional de educação que lute por uma escola pública democrática e  laica.

     A categoria segue em estado de alerta e não aceitará que a gestão escolar seja utilizada como instrumento de censura ou de perseguição ideológica.

    Pela democracia nas escolas!

    A nossa luta é em defesa da educação e da liberdade de ensinar!

  • 16 de maio – Dia Mundial do Funcionário da Educação

    Celebrado em 16 de maio, o Dia Internaiconal do(a) Funcionário(a) da Educação foi criado em 2018 pela Internacional da Educação (IE) e tem como objetivo principal promover a visibilidade, a formação e a valorização do trabalho desse segmento fundamental para as escolas e demais instituições educacionais.

    O Sepe, em seu estatuto, desde 1988, ampliou seus quadros de filiados para a participação dos(as) funcionários(as) administrativos(as) e mantém uma secretaria específica para a luta da categoria – atualmente, entre outras tantas reivindicações, o sindicato está totalmente mobilizado pela aprovação da lei do Piso Nacional do(a) Funcionário(a), que está tramitando no Senado.

    Com isso, não temos a menor dúvida de que, para alcançar uma Educação pública de qualidade, é preciso apoiar a luta dos(as) funcionários(as) administrativos(as)!

  • Sepe divulga resultado da 1ª etapa da seleção para advogado – retificação do texto anterior

    A Direção do Sepe/RJ, por meio de sua Comissão Organizadora, informa que concluiu a análise dos currículos recebidos, referente à 1ª etapa do processo de seleção para contratação de um advogado para o Departamento Jurídico do sindicato.
    Deste modo, em observância aos critérios orientadores estabelecidos no item 3.2 e no preâmbulo do Edital (excelência técnica e compromisso com a defesa da educação pública e organização autônoma da classe trabalhadora), os candidatos abaixo indicados foram selecionados para a 2ª Etapa (Prova Escrita):

    ALESSANDRA FERREIRA MARQUES

    CAROL BAPTISTA DA SILVA

    DÉBORAH KELLY DA SILVA ANDRADE MARTINS

    GABRIELA CÂMARA CANUTO

    HAFID OMAR ABDEL MELEK DE CARVALHO

    ISABEL CRISTINA SOARES TEBALDI GOMES

    ISABELA BLANCO PAMPLONA

    LEONARDO MOREIRA E SILVA

    LUCAS DO NASCIMENTO DOS REIS

    MARIANA RODRIGUES

    OTÁVIO DUARTE DE MARINS ARAÚJO

    RAFAEL CALAZANS NOGUEIRA

    RENATA MIRANDA PORTO

    ROBSON DE ARAÚJO JÚNIOR

    SIMÃ CATARINA DE LIMA PINTO

    TOMÁS AGRA CELINO DE MELO

    VIVIANE MONTI DE CERQUEIRA

    Orientações para a Prova Escrita:

    • Data e Horário: A prova será realizada no dia 18 de maio de 2026, das 14h às 16h.
    • Local: Sede do Sepe/RJ, situada à Rua Evaristo da Veiga, 55, 7º e 8º andares, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
    • Formato: A etapa consistirá na elaboração de uma peça jurídica com tema a ser sorteado no momento, conforme previsto no item 6.1 do Edital.

    Aos demais candidatos, o SEPE/RJ agradece o envio dos currículos e o interesse demonstrado na vaga.

    Rio de Janeiro, 14 de maio de 2026.

    Direção Colegiada do SEPE/RJ

     

  • Em audiência na ALERJ lotada, secretário de Planejamento do governo do Estado vê cenário positivo para a recomposição salarial dos servidores

    Em audiência pública na Comissão de Servidores do Estado na ALERJ, realizada no dia 14/05, o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Rafael Ventura Abreu, reforçou que, por determinação do governador Ricardo Couto, a pasta está fazendo estudos reais de impacto orçamentário, visando à recomposição salarial de todos os servidores estaduais. Ele foi acompanhado pelo subsecretário de Gestão de Pessoas da Casa Civil do Estado, Alexandre Mendes Meyohas.

    Dezenas de representantes sindicais falaram no plenário, destacando a reivindicação da recomposição salarial. A coordenadora geral do Sepe, professora Helenita Bezerra, falou em nome do sindicato e cobrou que o governo comunique, o mais breve possível, uma data para o pagamento da primeira parcela da recomposição.

    PLENÁRIO LOTADO

    Diante de um plenário lotado, com centenas de servidores, especialmente profissionais da educação, Rafael Ventura disse que o cenário atual apresenta sinais positivos, como o crescimento da arrecadação, o aumento das receitas provenientes dos royalties do petróleo e uma maior contenção de gastos públicos.

    Entre as possibilidades de recomposição em análise, segundo o secretário, está a implementação de duas parcelas previstas em lei aprovada pela Alerj, totalizando 11,56%, segundo os cálculos do governo. A proposta estudada prevê o pagamento de uma parcela no meio do exercício financeiro e outra entre o meio e o fim do segundo semestre.

    Segundo ele, a equipe econômica busca criar condições para que o governo possa conceder a recomposição salarial de forma “minimamente confortável”, do ponto de vista fiscal. O secretário também defendeu que, nos próximos exercícios financeiros, o estado enfrente as disparidades salariais existentes entre diferentes categorias do funcionalismo público.

    Diante da reivindicação dos servidores pelo pagamento da recomposição, a Comissão de Servidores requisitou ao secretário uma audiência para analisar a situação com maior profundidade, visando à definição de uma data concreta para o pagamento da primeira parcela – o secretário se comprometeu a agendar essa reunião.

    PERDAS SALARIAIS

    No início da audiência pública da Comissão de Servidores, foi apresentado um relatório sobre a situação econômica do estado e os impactos da política salarial sobre o funcionalismo público estadual. O documento apontou um cenário de forte perda do poder de compra dos servidores ao longo da última década e propôs o pagamento da recomposição salarial de 13,05%, cobrindo as duas parcelas da Lei 9436/2021, aprovada pela ALERJ.

    Segundo os dados apresentados pela comissão, desde janeiro de 2014, a inflação acumulada se aproximou de 100%, provocando perdas salariais superiores a 70% para os servidores estaduais, que tiveram no período um reajuste de apenas 19%. O relatório destacou que a situação resultou em achatamento salarial e empobrecimento do funcionalismo, que hoje tem um dos menores salários do país em diversas categorias.

    A Comissão também apontou consequências sociais e econômicas desse cenário, como o aumento do adoecimento e do endividamento dos servidores. De acordo com os dados apresentados, o nível de endividamento do funcionalismo estadual supera a média nacional.

    Outro ponto destacado durante a audiência foi a evolução do orçamento estadual desde 2017. Segundo o relatório, o percentual de gastos com pessoal vem caindo continuamente ao longo dos últimos anos, enquanto outras despesas do estado cresceram – de acordo com a Comissão, nenhum outro setor foi tão penalizado pela crise fiscal do governo quanto os servidores públicos.

    Foi destacado, ainda, que, enquanto os gastos de custeio e as despesas dos demais poderes aumentaram nos últimos anos, o peso das despesas com pessoal no orçamento estadual continuou em queda.

    PISO NACIONAL

    Destaque-se que, durante a audiência, o governador entrou em contato com a Comissão de Servidores para informar que determinou a retirada do pedido da Procuradoria do Estado para atuar como amicus curiae no julgamento do piso nacional do magistério no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o informe, o governador disse que seu governo não é contrário à implementação do piso salarial dos profissionais da educação e reafirmou o compromisso, já apresentado anteriormente em reunião com o Sepe, de cumprir a decisão que vier a ser tomada pelo STF, que está julgando se o piso deve ser aplicado desde o nível inicial.

  • Julgamento do Piso no STF foi reiniciado em 15/05 com voto do ministro Dias Toffoli

    O julgamento no STF da Tema 1218 – Adoção do piso nacional estipulado pela Lei federal 11.738/2008 como base para o vencimento inicial da carreira do magistério da Educação Básica estadual, com reflexos nos demais níveis, faixas e classes da carreira escalonada – foi reiniciado hoje, dia 15 de maio e o ministro Dias Toffoli, que havia pedido vista no mês de dezembro, apresentou seu voto. Ele foi o segundo ministro a votar no plenário virtual. O primeiro havia sido o ministro Zanin.

    O Departamento Jurídico do Sepe e a CNTE ainda estão analisando o voto de Toffoli, mas em princípio a avaliação é de que o parecer apresentado por ele é favorável à nossa reivindicação da aplicação do piso nacional do magistério com base no Plano de Carreira.

    Lembrando que o julgamento se dá no plenário virtual. Ou seja, os ministros vão depositando os votos impressos sem um horário específico, na plataforma do STF na Internet.

    Leia a seguir as conclusões do ministro Toffoli:

    1. Os estados, o Distrito Federal e os municípios devem observar o valor atualizado do piso salarial nacional do magistério público da educação básica fixado por ato do Poder
    Executivo Federal, em consonância com a previsão constitucional de seu caráter nacional (arts. 206, inciso VIII; e 212-A, inciso XII, da CRFB/88) e com o objetivo da República
    Federativa do Brasil de reduzir as desigualdades regionais (art. 3º, inciso III, da CRFB/88);

    2. Caso o estado, o Distrito Federal ou o município deixem de adequar o vencimento-base dos planos de carreira dos profissionais do magistério público da educação básica ao valor
    atualizado do piso salarial nacional até o final do exercício financeiro em que publicada a norma federal de atualização, é legítima a determinação judicial de aplicação do valor
    reajustado do piso nacional, independentemente da existência RE 1326541 / SP de lei sobre o assunto do respectivo ente federativo.

    3. O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, previsto pelos arts. 206, inciso VIII; e 212-A, inciso XII, da Constituição da República, refere-se ao vencimento-base, cabendo às leis dos respectivos entes federativos estabelecer os eventuais reflexos decorrentes do índice de reajuste do piso na estrutura remuneratória de suas carreiras, levando-se em conta a valorização dos profissionais da educação escolar (art. 206, inciso V, da CRFB/88).

    A íntegra do voto de Toffoli pode ser lida aqui.

    Acompanhe o julgamento (virtual, sem transmissão ao vivo) pelo site do STF pelo link abaixo:
    https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=6174574&numeroProcesso=1326541&classeProcesso=RE&numeroTema=1218

  • Sepe está fazendo protesto contra visita de Flávio Bolsonaro ao QG da PM hoje (15/5)

    O Sepe e populares que se encontravam nas imediações da porta do Quartel-General da PM aproveitaram a ida do senador Flávio Bolsonaro ao local na manhã de hoje para realizar um protesto contra o parlamentar, candidato nas eleições presidenciais de outubro.

    No protesto, os manifestantes lembraram do envolvimento de Bolsonaro no escândalo do Banco Master, revelados por uma reportagem do site Intercept na quarta-feira (13), quando gravações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostraram o senador pedindo a doação de mais de R$ 120 milhões.

    O ex-governador Cláudio Castro, que hoje foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação que investiga o envolvimento de organizações criminosas com agentes públicos, também foi lembrado pelos manifestantes por causa dos investimentos milionários de recursos do Rioprevidência em operações do banco liquidado pelo Banco Central.

    DEU NA IMPRENSA – REPORTAGEM DO UOL

     
     
     
     
     
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