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  • SEPE TEVE AUDIÊNCIA COM O SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO, COMTE BITTENCOURT – VEJA O QUE FOI DISCUTIDO

    Na tarde desta quinta-feira (21), a direção do SEPE esteve reunida com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc RJ) para discutir as seguintes pautas: 1) vacinação/retorno das aulas; 2) Reajuste e plano de carreira; 3) implementação do 1/3 de planejamento; 4) Concurso e convocação dos concursados; 5) Pagamento do Nova Escola dos aposentados e 6) vacância de diretores de escolas exonerados recentemente.

    Estiveram presentes pelo SEPE, os coordenadores gerais Alex Trentino e Ângelo Jachelli e os diretores Luiz Guilherme Santos, Flavio Lopes e Dorotea Frota. Pela Seeduc estiveram presentes o secretário Comte Bittencourt, a chefe de Gabinete Dulce Galindo e as assessoras Mônica Santos e Aline Magno.

    Veja os assuntos discutidos:

    1) Vacinação/retorno às aulas: o secretário apresentou um plano de retorno às aulas que envolve um acolhimento presencial e avaliação diagnóstica dos estudantes em fevereiro e a volta em março dos alunos que não tem acesso a equipamento tecnológico, que seriam em torno de 10% dos estudantes da rede. Aqueles que possuem recursos continuariam em atividade remota que o governo ainda vai apresentar de forma mais sistemática. 

    Em todo caso, aproveitamos para fazer as críticas da categoria ao modelo não presencial utilizado em 2020. Os profissionais de educação que declararam algum tipo de comorbidade continuam em trabalho remoto e novas declarações de comorbidades dependerão de atestado médico.

    A direção do SEPE apresentou a sua posição de que só admite a volta presencial após o processo completo de vacinação dos profissionais da educação e que estes estejam nos grupos prioritários, não entendendo isto como privilégio, mas como direito dos estudantes à educação e à escolas com segurança sanitária e estruturadas.

    O secretário respondeu que está pleiteando a vacinação dos profissionais da educação entre os primeiros grupos, mas não arriscou um prazo para que isto aconteça.

    2) Reajuste salarial: colocamos a indignação da categoria com o aumento salarial de 11% do Executivo, enquanto os servidores, mesmo os mais precarizados, não tiveram sequer um reajuste desde 2014 – vamos para oito anos de salários congelados! Além disso, os professores têm seus vencimentos abaixo do Piso Salarial Nacional do Magistério; e os funcionários administrativos recebem um piso menor que o salário mínimo regional RJ.

    Diante dos dados apresentados pelos representantes do SEPE, o secretário se comprometeu a reunir uma representação da secretaria de fazenda, do conselho de regime fiscal, da SEEDUC e do SEPE para tratar do assunto, bem como do congelamento do plano de carreira (mudança de referência) e dos triênios.

    Afirmamos, ainda, que o aumento do auxílio alimentação não é aumento ou mesmo reajuste e cobramos que seja pago por matrícula, não por CPF. Cobramos também o aumento do auxílio transporte e que os diretores de escola recebam o valor do auxílio alimentação pela jornada de trabalho (40h) e não pela jornada de 16h. O secretário afirmou que era um compromisso do governo rever o auxílio alimentação pela jornada de trabalho no caso das direções de escola

    No caso de o professor possuir duas matrículas, o mesmo receberá pela carga horária maior.

    Sobre os enquadramentos por formação que não entraram nesta lista, nos foi informado que só foram contemplados neste momento aqueles que já estavam com o processo finalizado. Os que já deram entrada e ficaram de fora ainda não tinham completado trâmites necessários para sua conclusão e entrarão na próxima lista.

    3) Implementação de 1/3 de planejamento extraclasse: a direção do SEPE reivindicou a implementação imediata, visto que se trata de matéria julgada pelo STF. Segundo o secretário, a PGE afirmou que ainda cabe um último recurso e que assim que transitar em julgado o governo implementará. Contestamos esta informação e a direção do sindicato já acionou o jurídico para tomar previdências para execução da decisão judicial.

    4) Pagamento do Nova Escola dos aposentados: o secretário convocou a Procuradoria Geral do Estado e o SEPE para uma reunião específica sobre o tema para a primeira semana de fevereiro.

    5) Concursos e convocação dos concursados de 2014: segundo o secretário Comte Bittencourt, o edital deve ser lançado em março, com 500 vagas imediatas e 3,5 mil para o cadastro de reserva. Afirmamos que há ainda concursados de 2014, que tiveram o concurso prorrogado por conta do regime fiscal e que deveriam ser chamados o quanto antes. Mais uma vez, o secretário afirmou haver contestação por parte da PGE. Este assunto voltará a ser debatido junto à própria Procuradoria na mesma reunião citada no ponto anterior

    6) Vacância de diretores exonerados: o SEPE reivindicou que os diretores exonerados recentemente sejam substituídos por seus adjuntos ou por pessoas escolhidas pela escola. O secretário afirmou ser esta a intenção e que informássemos se alguma escola estiver tendo uma eventual indicação política ou intervenção, comprometendo-se com o nome de escolha da escola.

  • 1 ANO DA MORTE DE JORGE CEZAR

    O SEPE/RJ Núcleo Mesquita presta homenagem ao saudoso militante da Educação, Jorge Cezar, cuja morte completou 1 ano em 15 de janeiro:

    "Tem fé que Jorge é de ajudar
    A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
    São Jorge cavaleiro da flor,
    São Jorge protetor, protetor, protetor

    Oxossi da mata, Ogun do Ferro
    Salamâleico, âleicon, salamalan

    Estórias de um Santo lutador
    Lider soberano dos templários
    No povo a sua força se perpetuou
    E hoje vive em nosso imaginário,

    Mas todo imaginário tem valor
    E pode transformar esse cenário
    A mente criadora é um dom maior
    Naqueles que são revolucionários"

    – Jorge Aragão, Jorge Bem Jor, Jorge Vercilo e Jorge Mautner

    Há um ano a direção do SEPE Núcleo Mesquita comunicava o falecimento do camarada Jorge Cezar Gomes Maia.

    Deixou um grande legado de luta, aos 54 anos, e segue presente em nossos corações como inspiração para seguirmos em busca de um mundo mais justo e solidário.

    E como precisamos buscar a sua memória! Assim como a memória de todas e todos que lutaram contra a exploração e a opressão.

    Principalmente nessa conjuntura de ataques a classe trabalhadora e a retirada de direitos.

    Estamos em meio a uma pandemia que já matou cerca 2 milhões de pessoas no mundo, e mais de 200 mil brasileiras e brasileiros.

    Nesse momento temos observado a face mais cruel do capitalismo, deixando trabalhadoras e trabalhadores empobrecidos à própria sorte e a proveitando o momento para "passar a boiada" na retirada de direitos e ataques.

    Em Mesquita tivemos em plena pandemia: a demissão de funcionários terceirizados da educação e da saúde; a suspensão dos contratos administrativos; a demissão de lideranças sindicais concursadas; o congelamento dos salários das servidoras e servidores; o congelamento do plano de carreira; o corte do auxílio transporte; o aumento do salário do Secretariado Municipal; processos ilegais contra servidores; alterações de lei a bel prazer retirando direitos adquiridos; uma Câmara de Vereadores que perdeu sua função, não realiza sessões ordinárias e funciona como apêndice da prefeitura; o fechamendo a EJA na Deoclécio; e por fim a retirada das licenças sindicais do Sepe Mesquita de forma totalmente inconstitucional, ameaçando com processo administrativo disciplinar a atual direção do sindicato caso não retorne imediatamente a suas lotações!

    Um verdadeiro desmonte do serviço público tocado por um governo antidemocrático, proto-fascista que ataca, criminaliza e persegue lutadoras e lutadores sociais e sindicalistas!

    Precisamos reunir nossas forças de forma unitária para defender a democracia e o caráter republicano de nossa Constituição, pois estamos diante da consolidação de um projeto ditador e coronelista da nossa cidade.

    Vamos sem medo enfrentar mais esse momento, unidas e unidos!

    Nosso sindicato nasceu em 1977, em meio a ditadura militar, sabemos muito bem como nos defender e seguimos em luta!

  • SEPE TEVE AUDIÊNCIA COM O PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES RJ

    Nessa segunda-feira (19/01), representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação RJ (SEPE RJ) reuniram-se com o presidente da Câmara dos Vereadores do Município do Rio de Janeiro (CMVRJ), vereador Carlo Caiado (DEM). Estavam presentes também na reunião os vereadores Tarcísio Motta (PSOL), Reimont Ottoni (PT), Márcio Santos (PTB) e Tânia Bastos (Republicanos), todos eles membros da Comissão de Representação, criada para acompanhar as ações de retorno às aulas presenciais e a reposição do conteúdo de 2020. 

    Os representantes do SEPE-RJ apresentaram a pauta inicial que já fora encaminhada ao Prefeito Eduardo Paes (DEM) e à Câmara: pandemia, vacina e reestruturação das escolas para protocolos sanitários, revisão do plano de carreira e descongelamento de salários e benefícios e pagamento do 13º salário.

    Abaixo seguem os pontos discutidos na reunião:

    1) Pandemia, Vacinação e Estrutura das Unidades Escolares: os representantes enfatizaram que o retorno presencial somente com a urgência na vacinação de todos os profissionais da educação, junto com a melhoria e/ou reforma estrutural dos prédios das unidades escolares. Foi ressaltado, ainda, que no tempo em que as escolas ficaram fechadas não houve nenhum investimento para melhoria na parte estrutural das nossas unidades escolares.

    Também foi denunciado à Câmara que não tem sido realizada limpeza nas escolas da rede, porque os profissionais que atuam nas 11 Coordenadorias tiveram seu contrato de trabalho rescindido pelo Executivo Municipal.

    A Comissão de Representação da Câmara de Vereadores que acompanha a reabertura das escolas na pandemia informou que fará visita in loco algumas unidades escolares para o mapeamento dos problemas estruturais que dificultem o retorno presencial, tais como: estrutura, tamanho das salas, banheiros, espaços comuns, sujeira etc.

    2) Plano de Cargos e Salários: os representantes do SEPE expuseram a necessidade urgente de revisão no PCCS da rede municipal, pois o mesmo não contempla a maioria dos profissionais que atuam na rede.

    Foi demonstrado que o Plano tem de ser unificado para docentes e funcionários administrativos que reconheça e valorize todo o conjunto de trabalhadores da Educação por tempo de serviço e formação profissional.

    Cobrou-se, também, a urgente necessidade de reajuste salarial, bem como reajuste no Vale Transporte, Vale Refeição e Bônus Cultura.

    Foi solicitada também a intervenção da Câmara para que haja a convocação dos bancos de regentes inscritos no processo de Migração e de concursados.

    3) Descongelamento de salários e pagamento do 13° salário: os representantes do SEPE destacaram a urgente necessidade de audiência com o prefeito para discussão das perdas salarias e qual será o cenário de reposição salarial para os servidores do município do Rio.

    Foi, também, cobrada a intervenção da Câmara junto ao Executivo Municipal para o pagamento imediato do 13° salário, direito adquirido e conquistado pelos trabalhadores. Ressaltou-se que muitos profissionais estão vivendo o drama da Pandemia, sem perspectivas de reposição salarial, sem o pagamento do 13° salário e que o novo governo precisa estabelecer diálogo e ações concretas para as respostas necessárias aos servidores públicos da capital.

    Foi reivindicada, também, audiência com os representantes do MUDSPM para que fossem tratados os temas relativos à Reforma da Previdência, notícia já veiculada pela imprensa, e que causa bastante preocupação ao conjunto dos servidores, pois direitos adquiridos não podem ser retirados. Daí a necessidade de uma agenda com os representantes dos servidores públicos do município.

    Ao final da reunião, o vereador Tarcisio apresentou os seguintes encaminhamentos, referendados pelos demais vereadores e participantes:

    – Incorporação das demandas e preocupações apresentadas no relatório da comissão representativa;

    – Levantamento pela presidência da CMRJ de todas as leis aprovadas no ano passado sobre educação e encaminhamento de ofício perguntando sobrea regulamentação delas, incluindo a Lei da função do magistério;

    – Encaminhamento à futura Comissão Permanente de Educação de uma demanda de elaboração de documento para verificar as questões relativas ao Plano de Carreira que precisam ser resolvidas.
     

  • VITÓRIA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO: TJRJ NEGA RECURSO AO GOV RJ CONTRA APLICAÇÃO DO 1/3

    VICE-PRESIDENTA DO TJ MANTÉM DECISÃO EM FAVOR DO SEPE, NA DEFESA DO 1/3

    A 3ª vice-presidenta do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Elisabete Filizzola Assunção, negou nessa segunda-feira (18/01) provimento ao recurso do governo do estado RJ contra a ação do Sepe que pede a implementação do 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse, como manda a Lei do Piso do Magistério (Lei 11.738/20008).

    Na decisão, a desembargadora cita o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que ocorreu em maio de 2020, com repercussão geral (decisão tem que ser acatada pelas instâncias inferiores da Justiça), que decidiu pela constitucionalidade da "norma geral que reserva fração mínima de 1/3 da carga horária dos professores para educação básica para dedicação de atividades extraclasse”. 

    Esta decisão foi dada no recurso extraordinário do estado na ação do Sepe. Com a decisão do STF no tema 958, declarando o 1/3 constitucional, o TJ RJ negou seguimento/continuação ao recurso estatal. E isso dois dias antes do recesso dos prazos findar, o que é ótimo e já era esperado, como informamos antes em nosso site (leia a matéria).

    Com isso, não há mais como procrastinar a implementação do 1/3 na rede estadual e demais redes, pois a Justiça está mandando cumprir.Trata-se de uma grande vitória dos profissionais de educação de todo o país e suas entidades representativas, incluindo o Sepe, que vem lutando em todas as esferas para o cumprimento do 1/3.

    Na reunião que o Sepe terá com a Seeduc na próxima quinta-feira levaremos a decisão da desembargadora e cobraremos que o estado implemente o 1/3, como manda a lei.

    A decisão pode ser lida na foto publicada ao lado e também baixada em PDF aqui.

  • Decisão TJ favor do 1/3

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  • SEPE IRÁ À JUSTIÇA CONTRA O CORTE DE BENEFÍCIOS POR TEMPO DE SERVIÇO (LEI 173/2020)

    O Sepe RJ informa que irá à Justiça contra os danos provocados aos servidores em todos os níveis pela aplicação da Lei Federal Complementar nº 173/2020, que estipula condições draconianas para os estados e municípios poderem receber auxílio do governo federal na pandemia. Consta na referida lei que, entre outras exigências, aos municípios e estados, “A fim de não haver aumento de despesa com pessoal, fica proibida a contagem desse tempo exclusivamente necessária para anuênios, triênios, quinquênios, licença-prêmio e etc até dezembro de 2021”. Com isso, já no pagamento dos salários de dezembro, efetuado em 8 de janeiro, milhares de rofissionais da educação da rede municipal RJ sofreram cortes em seus vencimentos devido à referida lei 173.

    Lembrando que o sindicato já está acompanhando os questionamentos judiciais já realizados à lei 173/2020, como é o caso da ADI 6447 em curso no STF, tendo como relator o ministro Alexandre de Moraes, onde é sustentado pelo autor da ADI que os artigos 7º e 8º da norma são inconstitucionais.

    Em relação à lei municipal que reforça o direito dos servidores municipais àqueles benefícios por tempo de serviço, aprovada pela Câmara de Vereadores ano passado (PL 1883/2020), o Sepe irá analisar a melhor forma de citar a referida lei no processo.

    O Sepe, dessa forma, irá analisar a melhor forma de pedir de volta os direitos acima descritos, inclusive com a coleta de contracheques para comprovar o abuso.

    Para mais informaçõescomendamos a leitura da nota do nosso Departamento Jurídico sobre o assunto, publicada em 06 de julho de 2020, que pode ser lida neste link.

  • SEPE TEVE REUNIÃO COM A SME RJ

    No dia 8 de janeiro, a Coordenação Geral do Sepe RJ realizou a primeira audiência oficial com a Secretaria Municipal de Educação (SME RJ). Pela Secretaria, participaram Ana Paula Mansonetto, responsável pela governança e integração entre as Secretarias, e o assessor do secretário de Educação, Willmann Costa. Veja os temas discutidos:

    Pandemia e reabertura das escolas com atividades presenciais:

    Todas as falas do SEPE priorizaram o momento crítico da pandemia no município do Rio de Janeiro, com a divulgação precipitada do calendário escolar sem o debate com a entidade e com a comunidade escolar sobre as condições imprescindíveis para um retorno presencial das atividades escolares. Para essa retomada, o SEPE enfatizou a necessidade de:

    – Queda dos atuais níveis de contaminação da COVID 19 e execução de todos os protocolos sanitários para a educação;

    – Segurança da vacinação, com o cumprimento do processo de imunização de todos os profissionais de educação e dos estudantes em condições de vacinação, colocando-os, assim, no grupo da 1ª fase da vacinação;

    – Reestruturação das unidades escolares, tarefa ainda não realizada pela SME após um ano de pandemia. O sindicato destacou a incompletude do formulário que está sendo preenchido pelas direções, pois faltam dados fundamentais como condições de funcionamento dos equipamentos das UEs, situação de bebedouros, rede hidráulica, banheiros, existência de cobogós, dentre outras questões. O Sepe solicitou no formulário um espaço para a livre descrição das condições das escolas e que esse levantamento seja realizado com a participação dos CECs; que o resultado de cada escola seja divulgado para o acompanhamento do sindicato e da sociedade.

    O SEPE também fez a pergunta repetida insistentemente há um ano: quanto de recurso financeiro será investido pela prefeitura para a retomada da educação?

    O SEPE RJ também questionou a reabertura das UEs em janeiro, num momento de descontrole da pandemia, para as matrículas de 2021, pois estas podem ser garantidas sem o contato presencial ou através de polos para aqueles que não têm acesso. Que temos casos de profissionais que vivem com familiares com comorbidade, que temem uma contaminação no deslocamento para o trabalho, que até aquele momento os trabalhadores estavam sendo convocados ao trabalho sem receberem 13º, salário, auxílio transporte e alimentação, que é necessário sensibilidade e não punição em caso de não comparecimento. O sindicato também cobrou um procedimento semelhante ao da SEEDUC, que reconheceu o trabalho em home Office para os profissionais que vivem com familiares com comorbidade e a autodeclaração.

    O SEPE cobrou um posicionamento oficial e padronizado da prefeitura em relação ao ponto dos profissionais da educação nesses 10 meses de pandemia. Que algumas direções ainda pressionam professores e funcionários para assinarem o ponto desde março ou agosto. Que a categoria realizou uma greve em defesa da vida, e que não houve determinação de falta pela gestão anterior da SME. Que o SEPE solicita, assim, um código específico para esse período em que professores e funcionários estiveram em home Office devido à pandemia.

    Sobre as questões pedagógicas e a pandemia, o SEPE RJ

    O SEPE reafirmou que não é possível estruturar 2021 e seu calendário sem um amplo diagnóstico das escolas municipais em seu aspecto pedagógico.

    Assim solicitou a apresentação de dados que devem ser divulgados, tais como: quantitativo de alunos da rede que acessaram o material virtual e/ou material físico, quantos alunos, de fato, realizaram as atividades e o retorno dos objetivos atingidos com tais atividades, total de alunos evadidos por cada CRE (o processo de busca ativa começou tardiamente e algumas CRES alcançaram zero de estudantes nessa busca), quantas novas matrículas a rede possui.

    Sobre o cumprimento das 800 horas do calendário letivo, o SEPE RJ afirmou que o único dado concreto é o trabalho, em condições precárias, realizado pelos professores. Que nas sessões do Conselho Municipal de Educação a representação do sindicato criticou incisivamente o processo de validação das atividades letivas. Que o SEPE apresentou propostas sobre o pedagógico e a reestruturação das UEs; cobrou o acompanhamento do CME e que é necessário uma discussão do papel do Conselho por esse governo.

    O SEPE RJ também cobrou a urgência no cumprimento da promessa de campanha sobre o acesso aos recursos tecnológicos e acesso à internet, inquirindo sobre o valor desse investimento e o prazo para a sua execução. Que essa oferta é fundamental para a melhoria das condições de acesso educacional na rede embora não solucione os problemas da exclusão digital na cidade.

    Além disso, foram cobradas respostas sobre os seguintes temas:

    1/3 de atividade extraclasse: os professores do fundamental 2 começaram 2020 com a implantação desse direito, embora até o mês de março não tivesse sido concretizado para os professores de educação infantil e dos anos iniciais. O SEPE requer a confirmação do retorno presencial com essa garantia do 1/3 para todos, essencial para as boas condições num retorno presencial.

    Plano de carreira: o sindicato enfatizou a necessidade da prefeitura iniciar um processo democrático de construção do plano de carreira unificado da educação, acatando a definição do PME, e superando o processo de 2013 realizado sem diálogo e com muita truculência.

    Demandas de diversos cargos da educação, como:

    – A inclusão do cargo dos agentes de educação infantil no quadro do magistério com os devidos direitos;

    – A correção do piso salarial do cargo dos PAEIs que não acompanha o valor do piso nacional do magistério;

    – A correção da escolaridade do cargo para nível de ensino médio para serventes e copeiros e o pagamento dessa correção para todos os funcionários aposentados;

    – A aceleração dos cursos e o pagamento desse benefício do cargo aos secretários escolares;

    – O pagamento do abono permanência, desde 2013, uma dívida do último governo Eduardo Paes;

    – A regularização do pagamento e dos direitos dos trabalhadores terceirizados da educação.

    Questões salariais: o SEPE cobrou uma discussão com o prefeito sobre calendário de pagamento para aposentados e ativos, pagamento do 13º e reajuste salarial. Também protestou quanto à mudança dos contracheques, retirando direitos como pagamento de triênios e mudança de nível.

    Por fim, o SEPE reivindicou a devolução dos valores descontados na greve de 2014, uma vez que o abono das faltas já foi concedido, o que seria uma atitude de reconciliação com a categoria após 2013 e 2014. Ainda cobrou a correção das faltas de paralisação no sistema ERGON (de 2009 a 2020), abonadas pela prefeitura de Crivella através de Decreto.

    Os representantes da SME, Ana Paula Mansonetto e Wilman Costa, responderam após uma longa exposição do SEPE RJ:

    – Que existem muitas demandas e que é necessário um calendário de discussões com a SME, conforme o sindicato apontou;

    – Que ainda estão em fase de mapeamento e de escuta de todos os atores devido ao pouco tempo da transição;

    – Que estão em fase de mapeamento das demandas, das condições das UEs, dos "números", endereçando as questões ao setor competente para que estes encontrem as soluções. Que irão apurar o que foi ofertado até aqui para planejar o que será ofertado a seguir;

    – Que a matrícula será quase que totalmente online e que um fluxo mínimo de responsáveis terá necessidade de ser atendido presencialmente devido às limitações de acesso à internet;

    – Que o início do atendimento de matrícula no dia 05/01 aconteceu após ter resolvido problemas de limpeza dos espaços através da Comlurb e de internet com a Claro. Garante que há uma quantidade residual de escolas sem acesso à internet por questões pontuais, que poderão ser resolvidas pelas Direções;

    – Que existe a preocupação e estudo de propostas de suporte aos responsáveis e alunos sem acesso à internet;

    – Que a SME tem em vista uma semana específica para discussões pedagógicas;

    – Por fim, a assessoria mostrou-se receptiva à proposta de criação de um código específico da Greve pela Vida (apresentada pelo SEPE como um código semelhante ao da SEEDUC para todas as greves e paralisações) e também à proposta de autodeclaração aos moldes da Rede Estadual. Comprometeu-se em confirmar, na segunda feira, dia 11/01, o agendamento de nova reunião (com pauta pedagógica) com a presença do secretário de educação Renan Ferreirinha.
     

  • FICHA FILIAÇÃO REDE MUNICIPAL RJ

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  • ORIENTAÇÕES FILIAÇÃO SEPE

    ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE FILIAÇÃO AO SEPE

    1) Assinalada na parte superior da Ficha de Filiação existe a denominação da rede
    pública (estadual ou municipal RJ). Com isso, observe atentamente se a ficha a ser
    preenchida é relativa à rede que deseja se filiar;

    2) Baixe o PDF da ficha relativa a sua rede (links posteriores); leia atentamente;
    imprima, PREFERENCIALMENTE, em folha amarela para a rede estadual e em folha azul
    para a rede municipal RJ. Preencha e assine;

    3) Não abrevie o nome e preencha de forma legível, preferencialmente em letra de
    forma;

    4) Escaneie ou fotografe, certificando-se que toda a ficha está contida na imagem;

    5) Envie o arquivo junto com a cópia de seu mais recente contracheque para o email:
    [email protected]

    6) Se a sua filiação for da rede estadual, coloque no “assunto” da mensagem: FILIAÇÃO
    A/C DE ANDRÉA; se for da rede municipal do Rio de Janeiro, coloque no “assunto”:
    FILIAÇÃO A/C DE RODRIGO;

    7) Vamos verificar a documentação e, caso não necessite de nenhuma adequação,
    responderemos à sua mensagem a declaração de filiação que deverá ser guardada
    para futuras comprovações. Se a mensagem tiver alguma incorreção, também
    responderemos.

    SOBRE SUA CONTRIBUIÇÃO

    1) O valor estatutário de desconto mensal é de 1% do valor bruto em sua matrícula;

    2) O prazo para o seu desconto começar a constar no contracheque é de até dois
    meses, a partir da data de filiação;

    3) NO CASO DA REDE ESTADUAL, neste momento o serviço de desconto em folha não
    está disponível. Sendo assim, você deverá efetuar o pagamento, mensalmente, direto
    com a tesouraria. A conta bancária para o depósito está anunciada na capa do nosso
    site (www.seperj.org.br); após o depósito, você deverá enviar o recibo para o e-mail
    [email protected] – essa operação tem que ser feita mensalmente, e os recibos
    devem ser guardados pelo filiado. Avisaremos através de nossas redes sociais logo que
    o desconto puder ser aplicado, de acordo com a disponibilidade da margem
    consignável, no contracheque da rede estadual

  • FICHA FILIAÇÃO REDE ESTADUAL

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